E, no fim de mais um dia...chego a casa...
O tempo correu e não tive tempo, sequer, para ter tempo de pensar.
Agora, esquecida em cima da minha cama, cabeça na almofada e olhar perdido em memórias, o tempo de pensar chegou sem que eu quisesse.
Mais uma vez, tive que enfrentar a dura realidade da minha conclusão, que de nova não tem nada: tenho saudades!
Sorrio, sem que esteja feliz, ante a lembrança do teu cheiro e do teu toque. Para ser sincera, a lembrança do teu toque tem um efeito bem mais estonteante que qualquer outra.
Esta é a verdade, fazes-me falta.
Antes, quando eras bem mais que uma memória (que de vez em quando parece ser um pouco mais. Mas apenas de vez em quando), eu sorria, abertamente e sem culpas, ao pensar no teu toque.
Tenho saudades de rir contigo, de rir de ti, de rires de mim. Saudades de ficarmos a olhar um para o outro antes de cairmos nos braços um do outro, como se não houvesse um amanhã para perder mais tempo.
Tenho saudades de sentir borboletas na barriga ao olhares-me nos olhos. Saudades de estares perto, mesmo quando longe...sim, porque agora estás longe...mesmo quando estás perto.
Não há ninguém como tu.
Não é possível que haja.
Não há ninguém que possa fazer-me sentir algo sequer semelhante ao que sentia contigo, nada será comparável.
Nunca fui o teu mundo. Não, não fui. E não quis ser. Quis apenas fazer parte dele.
E talvez nunca tenha feito, não de tal forma que me sentisse preenchida, amada a todo o instante.
Mas quando me olhavas, quando me tocavas...como eu tenho saudades...
Porque aí, tudo o resto fazia sentido...eu fazia sentido.
Seria capaz de imaginar qualquer coisa...mas nunca o temor das saudades serem definitivas foi algo passível de ser imaginádo. Não por mim... Não por ti...
1 comentário:
Dp de ler o teus dois últimos posts, resolvi apenas comentar num deles, se bem que o comentário se aplique a ambos...
Gostei. Tlvz pq me vejo nos sentimentos que descreves. Tlvz pq me revejo nas "cenas" que contas. Tlvz por admirar a coragem que tens por escrever assim tão abertamente sobre assuntos mais íntimos, mais pessoais. Quem me dera a mim ter essa tua coragem...
Apesar de não poder sequer imaginar o peso real e o real valor das coisas que te levam e levaram a estar neste estado de espírito reflectido nos teus posts, acredito que as coisas podem e vão mudar...
Não creio que todos possamos estar mal ao mm tempo e acredito que as coisas más só aparecem para que se possa dar valor ao que realmente é bom...
Fé no futuro, companheira de conversas nonsense. Fé no futuro! Por ti, por quem te leva a escrever assim e por quem te rodeia. E também para que possas, nem que seja indirectamente, ser um exemplo de entrega e abnegação em prol do amor que todos desejamos ter nas nossas vidas...
E as saudades são boas. Antes tê-las do que não as ter. Ter saudades é sinónimo de que algo ou alguém nos marcou, de que isso valeu a pena. E quiçá ainda valha (se fores ao meu blog, tenta ler "Sinto Saudades")...
E ainda que a espera possa parecer exasperante (eu sei que a mim me parece uma verdadeira tortura), há que ter alguma esperança. E lembrar as palavras de Pablo Nerudo - "Quem sofre mais: aquele que espera eternamente ou aquele que nunca esperou por um grande amor?"...
Parabéns pelos textos. Bj
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