sexta-feira, 25 de abril de 2008

Amo-te mamã

Ontem a minha mãe deu-me um presente. Para ser sincera, o melhor que já recebi até hoje...

E não era o meu aniversário, nem uma data especial. Mas mesmo assim, ela chegou a casa e estendeu-me...um livro.
Um livro pequenino, fininho e com uma frase por página. Uma apenas.

Só que, cada uma dessas frases fez, aos poucos, com que acabassem por brotar as lágrimas.
Não sei se algum dia nos abraçamos desta maneira, da maneira que nos abraçámos ontem.
Com ternura, com amor, com um sentimento maior que todos os outros, só nosso, meu e teu, mamã.

"Um dia...
Um dia, contei os teus dedinhos e beijei-os um por um.
Um dia, quando caíram os primeiros flocos de neve, peguei em ti, bem alto, e vi-os derreter na tua pele de bebé.
Um dia, atravessámos a rua e tu seguraste na minha mão com força.
Nessa altura eras o meu bebé, e agora és a minha menina.
Por vezes, enquanto dormes, fico a ver-te sonhar, e sonho tamém...
Sonho que um dia mergulharás na água fresca e límpida de um lago.
Um dia entrarás num bosque escuro.
Um dia, sentirás uma alegria tão profunda que os teus olhos brilharão.
Um dia, correrás tão depressa e para tão longe que sentirás o teu coração em fogo.
Um dia, receberás uma notícia tão triste que o teu coração se encherá de dor.
Um dia, cantarás ao vento, e o vento levará consigo a tua canção.
Um dia, hei-de ver-te da varanda a dizeres-me adeus, até te perder de vista.
Um dia, olharás para esta casa e perguntarás como algo tão grande pode ser tão pequeno.
Um dia, sentirás um peso leve sobre as tuas costas fortes.
Um dia, ver-te-ei escovar o cabelo da tua filha.
Um dia, daqui a muitos anos, também o teu cabeo brilhará ao sol como prata.
E, quando esse dia chegar, meu amor, hás-de lembrar-te de mim."

Este é o texto do pequeno livro que a minha mãe me ofereceu.
E...sabes, mãe, não consigo, de vez nenhuma que o leio (e foram, já, bastantes) evistar as lágrimas...porque nesse dia, emq ue lembrar-me-ei de ti...não te poderei abraçar...ao meu maior amor, de sempre e para sempre.

Porque não há amor como o nosso, como o teu...

"Não tem dedicatória, mas acho que as frases que aí estão escritas dizem tudo...". Foi isto que me disseste, ao entregar-me este texto. E, depois, pediste-me com o olhar brilhante, que "Um dia..." fosse eu a entregar este livro à minha filha.
E, aqui, fica a minha promessa, de que, um dia este livro será da minha filha, com o mesmo amor e a mesma cumplicidade que nós temos (espero, do fundo do coração).

Não tenho nem nunca terei como te agradecer por tudo o que fizeste e continuas a fazer por mim...és o meu maior amor!


Amo-te muito meu amor!

1 comentário:

Joaninha disse...

Bem... costuma dizer-se que "Mãe há só uma"... realmente, as mães têm qualquer coisa de muito especial...

Algo que, certamente, compreenderemos um dia... * Que eu possa estar presente para te ver crescer como mãe, como vejo agora enquanto pessoa!

Um grande beijinho para ti e para a tua mãe... *Saudades!