Pela noite dentro esgota-se-me a vontade de fechar os olhos e dormir. Os olhos deixaram de pesar. Parece, pelo contrário, que toda a força que quisesse usar não seria suficiente para os manter fechados. Habituada ao escuro do quarto, já me é fácil distinguir as formas da cadeira e da cómoda que estão prostradas na minha direcção.
Não sinto tristeza...nem sinto alegria. Estou demasiado absorta nos meus pensamentos, para sentir. O que, de todo, não é mau.
Em jeito de metáforas, vou imaginando a minha vida. Encontro caminhos que parecem batidos apenas por rebanhos de ovelhas que por ali passam para chegar ao verdejante pasto. E atravesso-os. Surge um sorriso no exacto momento em que o percorro: afinal, não tenho medo de arriscar. E há pedras! E estou descalça! E não há muita luz...mas aventuro-me!
Para ser sincera, pensei que faltasse a coragem. mas ela estava lá quando precisei dela!
Menos mal...
E, quando dou por ela...estou no meio de uma rua calcetada, com sapatos de cetim, bem ao jeito dos meus preferidos. A luz voltou a abundar, como o sol do meio dia no pico do verão. Não, na primavera, quando o calor não é demais mas nos é possível andar de blusas frescas sem o mínimo arrepio!
De repente, é de manhã...sem me aperceber, adormeci e, nos meus sonhos, percorri um pouco da minha vida. O bom e o mau.
O melhor de tudo? a manhã provou-o: o sol nasce sempre de novo! =)
1 comentário:
There will always be a sunshine, no matter how, no matter what...
Nice one, this text...
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