quarta-feira, 9 de abril de 2008

Não tinha percebido


Não tinha percebido que as lágrimas te corriam...

Não tinha percebido que o teu coração doia, apertado...


E ao perceber, fiquei com o peito dorído como se tivesse sido pontapeada, com um nó na garganta como se de um osso entalado se tratasse...tudo, porque não tinha percebido!


Cerquei-me do que a mim magoou e esqueci-me que de tanta dureza, de tanta frieza, também tu estavas a sofrer. Esqueci-me que eras tu quem mais queria fazer feliz, esqueci-me que os dias passam mas as mágoas nem sempre passam com eles!


Tudo, porque não percebi!


Pedir perdão não basta, por mais que a mim me tenha bastado tantas vezes, antes. E eu esqueci-me. Porque não tinha percebido que durante este tempo sofrias e não tinha percebido que os danos causados não saõ passíveis de reparação. Pelo menos não de uma reparação que eu própria te possa conceder!


Foste a minha mágoa, a minha felicidade, a minha maior ilusão e a minha maior desilusão, em tantos momentos distantes e contraditórios que marcaram a nossa história que de longa se tornou curta!


Não fui culpada de tudo, mas não tinha percebido que a tua mágoa assim me tem: como ré, como culpada.


Então não posso mais fazer que pedir-te perdão, pois se as palavras não chegam as atitudes estão me vedadas pela porta da tua dor.


E peço-o, mais uma vez, pelo sofrimento que já não posso evitar, pela tristeza que originei.


Mas peço perdão sobretudo por ter esquecido, por não ter percebido.

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