sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sintonia







Começo a fechar os olhos. Lentamente, de forma desconfiada...é que às vezes não gosto do que a noite me traz.

As horas passam sem que eu note e, quando o sono é mais forte, há qualquer coisa em mim que sossega. Ouço baixinho uma voz que conheço, perguntar em tom de brincadeira se as meninas combinaram.
E uma resposta que sei de cor, que adoro ouvir sem me cansar e que me tranquiliza responde, imediatamente, exactamente aquilo que poderia ouvir com a minha própria voz: "É muita sintonia".


Às vezes, quando menos esperamos, a vida presenteia-nos com "miminhos". Com pessoas fantásticas, inesperadamente.
A minha vida fechou-me, sem pedir, portas e janelas, deixou a asfixia a pairar no ar e não houve, sequer, tempo para um porquê... Quando o ar ficou saturado, quando eu própria fiquei saturada, apareceu alguém, de sorriso nos olhos (sim, nos olhos) e expressões de menina em mente, em alma e em corpo de mulher.
A lufada de ar fresco, que sinto todos os dias, pelo bem que ela me faz é uma passadeira rolante que não me deixa parar de andar, de me mover, nem quando o entorpecer me apanha as pernas.

Não tenho palavras. Ou melhor, tenho uma, que não me sai da cabeça, de baixo da lingua...mas ela não a gosta de ouvir. OBRIGADA é a primeira coisa que me ocorre, por tudo o que ela tem feito por mim, de mim e comigo.
Dia após dia, fomos conquistando um pouco mais uma da outra e, por causa dela, o sentimento mais bonito que existe ganhou outro brilho.

Já não tenho medo...bem, não tanto medo (ou tantos medos) como antes. A segurança que costumo estranhar, ela dá-me e eu recebo, sem hesitar.
A alegria que fui perdendo ela dá-me e eu recebo sem notar.
A VIDA que fui contendo ela devolve-ma, e eu agarro-a, sem pesar.

É fantástica a forma como alguém pode chegar e tornar tudo tão mais leve.

Esconde, dentro do peito, tristezas e momentos que não poderia, eu, imaginar. Mas luta. Luta e vence, e faz vencer. E sorri! Incrivel, não é? Sorri sempre!
Transcende-me a forma como fomos ficando mais próximas e mais unidas. Mas não faço o menos esforço para perceber!

Apoio-me nela sem qualquer receio, admiro-a e tento retribuir a forma como me faz sentir bem!

Quem é ela?
Mais que uma colega de trabalho, mais que uma amiga, mais que uma companheira, mais do que posso dizer...

Quem é?

...

Cátia Galamba: por tudo, não vou agradecer. Por tudo, vou fazer para que sempre seja desta forma. Para que possamos continuar juntas, para que continues a ver-me dessa forma que eu não conisgo ver, para que possas achar sempre que valeu a pena investir em mim!

Gosto muito de ti, minha linda :)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010



É salgado o sabor!
Mas é diferente do sabor de todas as lágrimas que já chorei. Por qualquer motivo, por qualquer pessoa. Mesmo diferente de todas as que chorei por ti e por nós.
É uma saudade doce de algo que, finelmente, não quero voltar a viver! Porque foi perfeito, foi um romance digno de ser contado, muito mais tarde, aos filhos e aos netos.
Durante dias sem fim, foi uma "ferida" que abria, a qualquer sinal de antes, de um antes que deixei fugir entre os dedos, como se não houvesse outra forma de ser e de estar!

Hoje é uma cicatriz, de pele cor de rosa e sensível, que já não dói! É uma marca perfeita de uma história perfeita que escrevi com linhas de ouro no centro do meu coração!

Nunca pensei que fosse possível haver um final feliz para algo que tivesse, realmente, um fim! Mas estava tão enganada! É possível e é dos sentimentos com maior carga do mundo, sem qualquer sombra de dúvida.

Por momentos, deixei de ver, deixei de sentir o mundo à minha volta. Senti, apenas, um bater de coração, único e, com ele, um respirar fundo, vindo de dentro, da alma ou do que quer que seja que precisava de se soltar, finalmente!

Amei-te. Amei-te mais do que algum dia tivera noção, ainda no momento em que eramos felizes nos olhos um do outro.
Costumava sentir que via o meu futuro nos teus olhos. Sentia-me segura e confiante contigo, sentia-me amada e apaixonada.
Agora, consigo fazer exactamente o oporto...agora vejo, nos teus olhos o meu passado.

Fecho, agora, osolhos. Revejo um tempo que agora me parece que foi há tanto tempo. Como uma velhinha sentada numa escada a viver, de novo, o tempo em que o sorriso era livre, em que não doia viver, em que o tempo todo do mundo era dela!
E sei que vamos ser muito felizes e testemunhas da felicidade um do outro.

Despedirmo nos de alguém de quem gostamos é sinónimo de algo ficar apertadinho dentro de nós. Mas eu tive a oportunidade de me despedir de uma história. De me despedir realmente. Sem dor, sem ressentimento, sem mal entendidos. Despedi-me com todo o amor, com todo o carinho e com toda a emoção que tinha dentro de mim. Chorei de emoção.

Reconheci todos os pormenores que me preenchiam mas senti que já não me peretenciam da forma que o tinham feito antes.

Deixei-te ir...deixei-te partir e ser livre para me libertares tmabém.

E, no dia em que for, relamente, o meu fim, tu vais estar. Vais estar dentro de mim e vou rever, tenho a certeza, os momentos que passamos juntos!

Sei que sentes, agora, o mesmo que sinto. Assim como sentiste, na altura, o mesmo que eu!

Queria abraçar-te agora, como no dia em que nos separámos e chorar por tudo o que me deste de bom!

Juro, do fundo do coração, que guardei apenas aquilo que nos fez sermos felizes durante o tempo que estivemos juntos!

Senti tanto orgulho em ti, amei te tanto...sei que fui "a Inês da tua vida". Sim, agora sei! E não havia nada, nem neste mundo nem em nenhum, que pudesse ser melhor de ouvir que isto!

É impossível encontrar alguém que seja como tu! Sei que vai haver quem faça para mim, com que eu veja mais além...tal como tu vês. Mas nada nem ninguém conseguirá ter algum poder tão forte que destrua aquilo que fomos e que soubemos continuar a ser...

Fechámos os olhos. Um beijo de despedida fez com que as lágrimas viessem finalmente. Precisava de chorar esse momento.

Sentir tudo de novo foi, realmente, amar-te uma última vez. Fechar a porta, guardar a chave no meu e no teu coração. Enchi o peito de ar, olhei-te nos olhos. Senti-te pela última vez e depois, sim...deixei-te sair do meu coração. Daquela parte onde doia. Agora estás, definitivamente. Para todo o sempre e mais um dia. Em toda a parte de mim. Em todo o lado em que passe e tenhas estado comigo vou ver o teu sorriso e a forma como nos olhávamos, como nos amávamos. Sem sentir dor, sei que vou sorrir, sentir a mesma nostalgia que sinto algora, sentir uma alegria imensa por tudo o que vivemos.

E quando sorrir, para ti e me sorrires de volta, tenho a certeza...só nós vamos saber o que é sentir isto.

Cumplicidade. Sempre fomos cumplices...e seremos sempre. Há algo em nós que vai viver para sempre dentro de nós!

Estás cá dentro...mais que nunca, no momento em que partiste.

E, a ti...MUITO obrigada!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Por mais que tente, por mais que dê de mim, por mais que confie e que esteja...quando o tempo passa, vai tudo bater ao mesmo!
Afastamento, acusações, despeito e desprezo...

Tentei, já perdi a conta às v4ezes que tentei. Mas nunca é suficiente! Nunca chega.......

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

White horse



"I should have known...!"

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pensamentos de um nós que já foi...

Sempre que entro nesta casa parece mais vazia que na vez anterior.
É a minha casa, o meu canto, o meu porto de abrigo e, costumava ser, o meu ponto de equilibrio.

Mas não consigo sentir o mesmo agora! Aliás, agora transforma-se toda a restea de equilibrio que tenha, assim que passo pela porta da entrada!!

Tento encontrar, perdido por aqui, o teu cheiro e um pouco do teu riso. Um som qualquer a que me possa agarrar com força para tentar que um pouco de ti fique, ainda, comigo. Mas a verdade é que dificilmente seria assim, agora.

Apetecia-me deixar tudo como deixaste, da última vez que aqui estiveste! O maço de tabaco em cima da mesa, a almofada perdida no sofá, o cortinado desajeitado que mantinha a forma que o teu pé lhe deu, o prato onde comeste, o copo onde bebeste.
Mas seria incapaz de o fazer, por razões obvias.

Queria não ter que me voltar a deitar na cama onde dormiste vezes sem conta (e que, estranhamente, conto com toda a clareza), para não ter que ficar, inconscientemente, a desenhar-te, a imaginar-te, a desejar-te ali para que fosse a tua voz o último som que entrava na minha mente, logo antes de dormir.

Por todo lado existe uma recordação tua. Por cada segundo que passámos juntos tento imaginar outros que nunca chegaram a acontecer.

Tortura? Muito provávelmente. Mas não consigo inibir-me de o fazer! É mais forte que eu!

A primeira vez que partilhámos uma música foi a que mais me marcou. Sinto agora cada uma das palavras...como se fossem escritas para mim. e dói-me tanto pensar que provavelmente não sentes o mesmo que eu...mas não posso mudar isso!

Saber que era tudo tão especial e que os entraves que sentimos me pareceram sempre tão insignificantes enquanto estiveste por perto é equivalente a dizer que agora custa muito mais não te poder tocar!

Foste o caminho que não sonhei existir e que, quando descobri, não quis deixar de palmilhar. Cada centimetro de ti foi uma descoberta que me encheu de esperança e de algo mais que hoje nem sequer sei definir. Se às vezes acho preferia nem sequer te ter conhecido e não sentir, hoje, o que sinto de vazio, logo a seguir tiro, por completo, essa ideia de dentro de mim. Consigo fazê-lo porque nunca é algo que me venha do peito. Daí gritam apenas as saudades, os agradecimentos pelo que me fizeste viver e sentir!

Lembro-me do quanto me sentia cheia de mim e de ti e de nós de cada vez que ouvia essa gargalhada, a voz rouca. De cada vez que esses olhos pousavam nos meus e me dizias que sabias que te ia roubar o coração.
O que é que aconteceu, a mim, em tempos passados para que tudo tenha que ter acontecido da forma que aconteceu?

Não te posso culpar pelos obstáculos que já existiam antes de nós. E não te posso culpar pela decisão que tomaste e pelo que pensas de mim desde há um tempo. Não foi culpa tua! Só queria que conseguisses sentir o quanto me fazes falta, o quanto ainda te sinto em mim, o quanto desejei que fosse comigo que as coisas estivessem a acontecer agora.

Se tu fizesses ideia do quanto mudaste em mim, do quanto queria poder-te abraçar e sentir as tuas mãos no meu cabelo como fazias sempre quando ficávamos horas deitados no sofá onde, agora, me deito sozinha, todos os dias.

Não consigo definir a rapidez com que passa o tempo. Não sei definir a forma como te desejo.

Só sei que precisava que tudo fosse como foi. Porque te adoro!

"Por aqui fico
Na tristeza caminho só
Sem pensar no que aprendi
Por aqui fico
O tempo pára mas logo foge
Estás tão perto e tão longe
Se me ouvisses
Um grito não chega

Não me ves, não me ouves
Se ao menos sonhasses......"

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sinto a tua falta!

Entraste na minha vida de uma forma invulgar, subtil e arrebatadora. E quando dei por mim, fizeste de mim alguém diferente. Fizeste-me acreditar que existem pessoas que valem realmente a pena, fizeste-me sonhar que posso ser feliz com alguém assim, diferente...

Sei que não sou perfeita. Mas sei também que sou a pessoa que conheceste, tal e qual como conheceste e não como querem que me vejas.
Sinto falta da tua voz, dos teus olhos verdes. Sinto falta da forma como me fazias sorrir, mesmo quando doia.
Sim, acho que é disso que mais sinto falta. Porque agora doi mais que nunca. Doi tanto...e tu não estás pra me fazer sorrir. Não estás e dificilmente voltarás a estar. E é isso que me deixa presa a este vazio, a esta falta.

Sinto a tua falta, babe! Tanta...

Dou comigo a pensar se te lembras de mim ainda com uma ponta de carinho, de vez em quando, quando te lembras daquilo que vivemos juntos.
E fico com medo que assim não seja...

Tenho saudades da maneira como nos olhávamos! Tenho saudades da forma como me mexias no cabelo. Tenho saudades da forma como a minha mão agarrava na tua de uma forma tão perfeita.
E desse abraço......tantas.......

Tenho saudades de falar contigo horas sem fim e de saber que nos confiavamos mais que tudo...

Tenho saudades dos sonhos...tenho saudades de tudo em ti!

Só queria que entendesses que nada foi mentira!

E se assim não for nunca mais, sei que vais sempre estar presente. Sei que, dentro de mim há um lugar que não poderá ser ocupado...

Pra ti, um beijo...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

babes

A primeira coisa que quero dizer é que lamento se não conseguir exprimir-me como gostaria...
Não sei se será possível por o meu coração em palavras, mas, de algum modo, tenho que tentar!

A verdade é que a vida não pára de dar voltas. não pára de me surpreender. E de me sacudir.

Mas por mais abanões que possam existir, dei comigo com uma força que não conhecia!
A vossa.
A força das minhas babes, das minhas princesas que têm tido um papel fundamental em tudo o que tem sido esta reviravolta.

Não tenho palavras para vos descrever o bem que me têm feito.

Os cafés, as palavras, os sorrisos e os olhares que (eu sei) são genuínos, as trocadilhos e os mimos.

Só sei que estou, mais uma vez, erguida, de corpo e alma. E sei que se tiver que recair, não vou de modo nenhum ficar no chão. Tenho-vos a vocês, tenho tudo!

Obrigada, meus amores, a todas vocês, que têm feito toda a diferença!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

(L)

"Deito fora as imagens,


Sem ti para que me servem as imagens?


Preciso habituar-me a substituir-te pelo vento,


que está em toda a parte e cuja direcção é igualmente passageira e verídica.


Preciso habituar-me ao eco dos teus passos numa casa deserta,


ao trémulo vigor de todos os teus gestos invisíveis,


à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve a não ser eu.


Serei feliz sem as imagens.


As imagens não dão felicidade a ninguém.


Era mais difícil perder-te, e, no entanto, perdi-te.


Era mais difícil inventar-te, e eu te inventei.


Posso passar sem as imagens assim como posso passar sem ti.


E hei-de ser feliz ainda que isso não seja ser feliz."

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Há duas mensagens atrás, deixei uma música que me marcou.

Marcou-me porque alguém, que é muito especial, de uma forma única, ma enviou. Ouvi uma e outra e outra vez. Já nem me lembrava da existência da música, já nem lhe conhecia a mensagem.

Mas ouvi...e ouvi-me! Senti-a e continuo a senti-a. Cada vez mais.

E agora, sem querer, volta a aparecer uma lagrimita no canto do olho, que eu pensava que já tinha desaparecido. Uma e outra e outra e mais outra.

Não sei sequer se quero voltar a sentir esta angústica misturada com um turbilhão de sentimentos opostos que não se revelam na sua singularidade.


Estou feliz por ti. Estou ansiosa de que tu próprio te libertes do resto e vivas com toda a intensidade do mundo essa felicidade. Estou a torcer muitíssimo por ti, a desejar que corra tudo pelo melhor possível.
Estou aqui, e "por aqui fico". E sabes onde me encontrar, para partilhar o que for, para falar, para chorar, para rir, para escutar o teu coração e escutares o meu.

Estou triste porque todas as minhas histórias, tenham elas a conotação que tiverem, conhecem um desfecho menos feliz para mim.
Estou triste comigo, com a vida e com o mundo. Mas, incrivelmente...não contigo!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Babe

"Em tempos de sofrimento e de dor abraçar-te-ei e embalar-te-ei, e tomarei o teu sofrimento e fá-lo-ei meu. Quando choras, eu choro, e quando sofres, eu sofro. E juntos tentaremos conter as marés de lágrimas e desespero e conseguir passar os buracos negros das ruas da vida."

Nada poderia ser tão adequado, tão verdadeiro, tão simples e tão saído do meu coração, ainda que não tenha saído da minha boca/ da ponta dos dedos!

Em tempos como estes, estou cá. E estarei em tempos melhores e em tempos piores. Sempre. Mesmo que não esteja como sonhei ou como tu vês. Estou e estarei.

Muita força meu pedaço de céu.

Gosto te, trago te cmg. E NADA pode mudar isso! Contra o que fôr!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

tão perto e tão longe



Foi tão de repente....

Entraste na minha vida quando nenhum de nós contava, de uma forma tão natural como respirar.
Um café, outro café, uma gargalhada e um olhar. Uma tarde, um telefonema, outro depois. Um jantar e um sorriso.
Quando dei por mim, o tempo tinha passado depressa, e foi como se tudo o que sonhei e tudo o que quis estivesse ali mesmo, à minha frente.

Não sei como aconteceu. Sei que tudo dentro de mim mudou. Na minha cabeça, tudo é muito mais claro, tudo é muito mais obvio. É como se, sem querer, fosses a resposta.
Sem querer, estavas ali, sabias ouvir-me e ver-me como se nos conhecessemos há anos.

O clique, quase o ouvi em alto volume dentro de mim. Fingi que não, mas não foi possível por muito tempo.

Será que há mesmo coisas que têm que acontecer? Será que chegar a ti era inevitável?
Não consigo deixar de pensar que seja possível.

Assim como não consigo deixar de pensar que NÓS sejamos possivel... Não consigo deixar de ser egoísta ao ponto de te pedir para ficares. Fica perto de mim.
Pensar que possamos afastar-nos por causa de alguém que não pensa nem no meu nem no teu bem nem em nenhum que não seja o seu custa-me mais do que sonhei ser possível.

Esta música passou a ser o simbolo daquilo que começou como uma brincadeira...e que depois cresceu e deixou de ser uma brincadeira para passar a ser o sonho de uma vida.

Por favor, não desperdices isso, babe...

Adoro te

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sede de vida.



Tenho sede.

Tenho sede de risos, de gargalhadas, de olhares cumplices e de brilhos intensos.

Tenho sede de sons, de cores e de sabores.

Tenho sede de um coração que bate rápido e tenho sede de um peito cheio de emoções.

Tenho sede de palavras.

Tenho sede de trocas de carinhos, de demonstrações de amor. De qualquer tipo de amor. Mas tenho sede.

Tenho sede, mesmo quando, tal como agora, a mato todos os dias.

Tenho sede porque quando mais me derem 'de beber', mais a sede se intensifica!
Tenho sede PORQUE me dão de beber!
Tenho sede porque estou cheia. Estou cheia de grandes feitos e de pequenos pormenores. E preciso que me dêem de beber, para que possa digerir esta imensidão de sensações que tanto prazer me dão.

Tenho sede de ti. E tu nem sabes! E eu nem sei. Saber não é sentir e sentir nem sempre é saber! Tenho sede de ti e, às vezes, acho que também tens sede de mim!

Tenho sede de mim própria, tenho sede da vida e de tudo o que ela tem para me dar.
Tenho sede do que eu tenho para dar a vida.

Tenho sede do calor do sol, de banhos de piscina, de mar e de areia, de caipirinhas e de noites quentes, de musica e de amizade, de paixão e de alma.

Tenho sede da chuva, de a sentir escorrer no cabelo, tenho sede de uma manta quente, meio litro de café com uma pinga de chocolate, de filmes e do calor de um corpo conhecido à exaustão.

Tenho sede. Todos os dias, quando acordo tenho sede. Todos os dias quando me deito, deito me saciada, para voltar a acordar sedenta.

E ainda bem que assim é :)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Surpresas

Às vezes temos surpresas boas.

Nem sempre, nem nunca, como diria a minha mamã (és a maior!).
Mas, às vezes, acontece!

Quando menos esperamos, quando começamos a desconfiar que o sorriso está a requerer, já, algum esforço, que elas aparecem!

As pessoas são, na sua essência, misteriosas. É dificil conhecer alguém!

Eu aprendi, nos ultimos dias, nas ultimas semanas, que essa oportunidade tem que ser dada! Porque às vezes (mais uma vez, só às vezes) vale mesmo a pena! E damos por nós a sorrir e até a ficar com o olhinho molhado, pela surpresa agradável que são alguns rostos que, até aí, eram apenas 'rostos conhecidos'. (E alguns, pensávamos, infelizmente).

Outras vezes acontece que se descobre empatia nos olhos de alguém! E, quando damos por ela, o sorriso é mais genuíno do que nos lembravamos, o coração bate mais forte e os olhos ficam a tremeluzir, quais luzinhas de natal!

Um beijinho para aqueles sorrisos que passaram a despertar, em mim, algo que julgava ter deixado adormecer.
Um beijinho a ti, que me arrancas sorrisos genuínos! :)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

'És muito'...e tu também!

És mais que um amigo.
És mais que um irmão, mais que um amor, mais que uma paixão. Definitivamente, mais que uma paixão.

É como se tivesse acordado no dia em que te conheci! Agora, parece-me que se desapareceres da minha vida, não saberei manter-me acordada! E foi sempre tão bom ter-te presente, mesmo quando EU não estava...

A verdade é que, mesmo quando, contra tudo o que acreditei este tempo todo (e já passou tanto tempo), tu me magoaste...e é dificil pensar que não tivesses consciencia do que fazias.
Mas, ao mesmo tempo, tenho a certeza, como sempre tive, dentro de mim, pelo que vejo nos teus olhos quando estamos juntos, que nunca foi tua intenção magoar-me. Sei que, dentro de ti, há um bocadinho que também está ferido por tê-lo feito. Sei que, no teu coração, eu estou gravada, tal como tu estás no meu. Só não sei, ainda hoje, de que forma.

É, para mim, inevitável sorrir quando penso em ti. Como poderia não o fazer? Estiveste sempre de uma forma tão especial!

Conheci-te era praticamente uma criança...e tu nunca me viste assim.

Quem mais poderia dar tanta atenção e tanta importancia ao que eu sentia por qualquer cois nessa altura? Quem mais me poderia aconselhar da forma como fizeste sempre? Quem mais passaria horas interminaveis a conversar comigo, sem o mais pequeno sinal de cansaço, sem o mais pequeno sinal de aborrecimento? Quem mais me faria sentir que eu era uma num milhão? Quem mais teria orgulho em mim da forma que me fazias sempre sentir que tinhas?

Quem mais...? Ninguém. Tenho a certeza absoluta!

(E volto a sorrir)

Quem mais brilha como tu? Mais uma vez ninguém.

O tempo passou, os sentimentos já deram mais voltas do que eu alguma vez podia esperar. Mas tu continuas aí! E eu continuo aqui!

E sei, de cada vez que olho para ti, que há coisas que são só nossas, que há coisas que nunca diremos, por mais qe juremos que sim, um dia...
Sei que há coisas que, sempre que olharmos um para o outro, vão mexer. Mas são coisas que ficarão, mais uma vez, por isso mesmo.

Acho que nenhum de nós gosta de mexer muito no que isto possa querer dizer. Calámos isso vezes sem conta, e adiamos eternamente um confronto que possa ser forte demais.

Mas, mesmo assim, tu continuas aí!

Como se eu fosse uma casa, tu és o meu grande pilar! Foste...e sei que serás! É por isso que, mesmo quando doi, quando custa e quando não percebo, eu estou cá! E nunca, mas nunca te direi 'não'. Prometo!

És mais do que te poderia dizer! És mais do que eu própria quero saber!

E também eu, independentemente de tudo e do que tem de ser, tenho muito orgulho em ti!

Fazes escolhas que me custam compreender. Mas basta que me procures, que veja nos teus olhos que não deixei de ser importante, da forma que sempre fui, e aceito. Aceitarei sempre. É esse o meu papel. Aceitar e ficar do teu lado, mesmo quando é preciso ficar escondida, sentada num cantinho, à espera que me voltes a encontrar!
É esse o meu papel e devo-te que assim seja, pelas vezes que ficaste tu sentado à minha espera.

Quanto ao resto...ao resto que é teu e é meu...fica cá dentro, como sabemos fazer tão bem, sem lhe mexer, sem quebrar. E tu sabes...e eu sei...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Passarinho


Tentei tomar conta de ti. Tentei passar um véu por cima de ti, como que a criar uma bolha onde nada de mau pudesse entrar.
Esqueci-me que cresces, como eu cresci. Que tentas ganhar asas, como eu tentei também.
Esqueci-me das cabeçadas que precisei de dar para crescer e de que também tu as tens que dar.

Acho que, na verdade, a única coisa que não me esqueci foi de ir admirando a mulher bonita em que te ias tornando. A minha pequenina, a minha princesinha.

Um dia, quando quiseres proteger alguém como te quis proteger a ti, vais lembrar-te de mim. Vais lembrar-te de mim quando esse ser, que teimas em ver como 'pequenino' embora toda a imagem que tens à tua frente te mostre o contrário, te passar, por vezes, para um segundo plano (ou um terceiro ou um quarto) e quando começares a ter a sensação de que estás lá, e que é a ti que esse pedaço de ti procura...mas só quando o resto não faz sentido.

Vais lembrar-te do sabor das minhas lágrimas quando sentires necessidade de receber noticias e preocupação por parte da pessoa a quem tanto de ti dedicas. E vais perceber que nunca foi o teu mal que quis, nem controlar-te, nem asfixiar-te, nem privar-te de nada.
Quis apenas que nunca chorasses! Que nunca sofresses, que nunca te desiludisses, que nunca ficasses triste, sozinha e pequena diante dos males do mundo. Quis ser eu a ficar assim por ti.

Erro meu!

Não posso proteger-te de tudo e de todos. Não posso e não consigo. Mas há qualquer coisa dentro de mim, um instinto qualquer que não quer desistir. Não quer esquecer...

E dói, às vezes! Se dói! Queria que entendesses sem nunca passares por isso!

Sinto a tua falta, nesses momentos em que queres desfazer-te das minhas asas...sinto e sei que vais passar por isso, também, um dia!
Sinto falta desse sorriso despido de medos e de mágoas, dessas gargalhadas onde ainda consigo ver a minha menina, onde ainda está um bocadinho da criança que deixei entrar de um modo tão diferente e tão forte na minha vida!

Sinto falta dessa alegria que tinhas sempre, dos abraços inesperados e de tomar conta de ti!
Sim, tenho saudades de tomar conta de ti!

Às vezes quando penso em ti, penso num passarinho...e de vez em quando é isso mesmo que tu és! Abres as asas e vais descobrir caminhos novos...e eu lá fico, perto do teu ninho, sentada, à espera que te lembres que ali fiquei e que voltes...que voltes incondicionalmente...e fico com o coração apertado, com medo do que descobrirás por esses caminhos...com medo que não voltes dessa vez!

E sei, bem cá no fundo, que aconteça o que acontecer, por muito que um dia me levante dessa espera e aches que já não precisas mais de mim, uma parte de mim vai ficar ali...junto do ninho do passarinho que eu não quis que crescesse.

Não tens o meu sangue, nem a cor do meu cabelo, nem um adn correspondente ao meu. Não tens. Mas tens parte do meu coração e juro que não te amaria mais se tivesses algum destes 'pormenores'...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dear Mr President...



Talvez não dispense apresentações, para alguns...mas acho que dispensa qualquer comentário. Devia ser alargada a muito mais "srs presidentes"...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Até já, Gustavo...



Passaste, realmente, a tua vida, à espera de uma segunda chance. De uma janela aberta, por onde aqueles de quem precisavas de amor, acima de qualquer coisa, acima de qualquer outro, te deixassem entrar.

Em desespero, deixaste-nos.

Hoje, obrigaste-me a despedir-me de ti. Tenho o coração apertado. Não me deixaram ver-te, uma última vez. Não poderia, de qualquer modo, ver esses olhos azuis-água que faziam sonhar qualquer um.

Tenho, apesar de tudo, uma grande revolta dentro de mim. Sei que não era essa a tua intenção, mas não posso deixar de a sentir. Por tudo. Por saber que toda a vida sofreste tanto, por saber que algo muito forte, muito mais forte do que imaginamos, te levou a cometer esta loucura, por saber que não tiveste para alguns o valor que merecias, por saber que foi preciso algo assim para se chorar a tua ausência.

Aí, de onde estás (espero), consegues, com certeza, ver e sentir a dor em que nos deixaste, a falta que nos farás.

Estavas cansado, com certeza que estarias. Procuraste o teu descanso. Mas porquê assim? Algo dentro de mim criou uma barreira que não me deixa compreender ou aceitar que tenhas partido da mesma forma que viveste: a sofrer...

Só posso, independentemente desta confusão que trago no peito, desejar que, perto do teu pai de quem sempre sentiste falta, possas encontrar a paz e o conforto que não tiveste aqui, perto de nós que tanto sentimos (já) a tua falta!

Quem olha para o teu rosto consegue, realmente, ver um anjo.

Vi, hoje, pessoas transtornadas, pessoas magoadas, pessoas revoltadas...estavam lá os teus amigos, Guga, como estiveram sempre. Estavam lá aqueles que melhor te conheciam e que, no fim, não conseguem compreender.
Sei que não querias fazer nenhum de nós sofrer.

Espero que saibas que, em cada um de nós, há uma marca tua. Onde quer que estejamos, tu estarás também!
E, um dia, estaremos juntos, de novo. Um dia, vou poder ver esses olhos de novo, vou poder maravilhar-me com esse sorriso, vou poder admirar esse coração puro, esse coração que nos foi roubado.

A ultima coisa que me disseste foi "cuida de ti, princesa"...não sabia, na altura, que era a ultima vez que ouvia a tua voz.
Sei, agora, que realmente era esse o teu desejo.

"you're in the arms of the angel; may you find some confort here"...

Até já, meu querido Guga. Que estejas em paz, que estejas, finalmente, feliz...

Vou sentir a tua falta.

sábado, 17 de abril de 2010

Descansa em paz, querido






Sem um adeus...sem um porquê...sem uma razão...sem esperar.

Não compreendo. Não pude ajudar-te, não pude sequer tentar...

Nãop consigo controlar o sabor salgado na boca, o estômago embrulhado e o choque que teima em não me deixar acreditar.

Com apenas 26 anos decidiste partir...e deixaste todos nós com uma saudade que jamais diminuirá!

Quero apenas que saibas...que esses olhos cor de céu, nunca esquecerei. Que não verei em dia nenhum outro sorriso igual.

Tanto que ficou por dizer, Guga. Os chás que nunca bebemos, os sorrisos que não partilhámos, as conversas que ficaram a meio...

Não quero aceitar...foste um anjinho que por cá passou...

Agora estás junto do teu pai...talvez tenha sido isso que te motivou. Só tu saberás. Sei apenas que aqueles que não foram, para ti, o que foste para eles, aqueles que não souberam dar o valor que tinhas...não saberão nunca o coração lindo que perderam nas suas vidas.

Não posso deixar de ser egoísta e desejar que, apesar de tudo, continuasses por perto.

Tinha 13 anos quando te vi pela primeira vez. Fiquei fascinada por aquele "aluno da mamã, com olhos azuis, muito brilhantes, e um sorriso contagiante". Só mais tarde nos aproximamos. E nunca deixei de me maravilhar!

Um muito obrigada pelas palavras e sorrisos.

Descansa em paz, meu bem. Olha por nós...por mim.

Nunca te esquecerei.

quarta-feira, 17 de março de 2010

2 anos




"Para o ano Março vai ser um ano muito especial...a Joana está grávida"

Achei que era o dia mais feliz da minha vida. Começou, aí, a história do Santiago.

E, no dia 17 de Março de 2008, apaixonei-me pelo bebé que ela trazia, deitado no colo, a dormir.

Não podia, nesse momento, por mais que quisesse, encontrar palavras para que alguém à minha volta conseguisse entender, mesmo que por traços leves, aquilo que o meu coração sentia.

Não é "o filho de uma prima". Não é um filho qualquer, não é uma prima qualquer.
Era a continuação da pessoa que tomei, desde pequenina, como o meu exemplo. O rebento do amor que quis proteger, que quis ter sempre a certeza de que não teria fim. Um pedaço da minha "irmã mais velha", da madrinha que EU escolhi, do meu "ídolo".
Era o Santiago.

Durante dois anos, conheci o amor mais puro de todos.
E ganhei uma razão. Para sorrir, para ter coragem, para amar muito. E ele é GRANDE. Só pode ser, para me dar tudo isto naquela figura pequenina e sorridente, de covinhas na cara e brilho nos olhos.

Santiago, muitos parabéns, meu anjo, pelos teus dois primeiros aninhos e pelo que tens feito nas nossas vidas.
Transformaste todos nós, mudaste os nossos corações, deste-nos todas as razões para sorrir.

És tu que abres um sorriso onde ele já não parece existir, só por apareceres.

E vais ser muito feliz, sei que vais...

Joana, parabéns pela grande grande mulher que foste sempre, e pela grande mãe que tens sido.

Já to disse, digo de novo: tenho muito orgulho em ti! Mais do que possas imaginar...

Amo vos

quarta-feira, 10 de março de 2010

Enquanto estiveste...

Sinto falta de te ver rir.

É estranho como a vida muda a nossa perspectiva das coisas. Como as nossas prioridades giram em torno daqueles que nos fizeram bem, ao invés daqueles a quem nós fizemos bem.

Tenho saudades desse brilho no olhar.

Até quando te vais fechar nessa concha impermeável? Até quando me vais fazer segurar as mãos e os pés em prol desse espaço neutro que precisas quando a vida te prega alguma rasteira?

Foste tu quem me reconstruiu o chão. Foste tu quem levou os meus fantasmas, os meus medos e as minhas mágoas. Trancaste-as num sítio qualquer que te recusaste a dizer-me e eu me recusei a perguntar. Levaste todo o temporal que tinha (ainda) por cima de mim e fizeste-me renascer! E agora, dói-me que não me deixes entrar nessa concha, que não me deixes tomar conta de ti como tu tomas conta de mim...que não me deixes ficar calada, do teu lado, em silêncio se for preciso, enquanto não quiseres falar, que não me deixes ouvir-te ralhar se assim quiseres.

Sinto-me insegura, sinto-me baralhada e sinto-me impotente.

Habituei-me de tal forma à tua presença, que não quero (não sei se sei, mas não quero) perdê-la. Habituei-me de tal forma que preciso de sentir que estás, mesmo quando não estás, como antes sabes? Como fazias quando sentias que eu não estava bem.

Às vezes um sorriso muda tudo, sabias? Claro que sabes. Foi sempre o teu sorriso, aquele sorriso.

Não precisas de ter medo. Não vou querer de ti mais do que aquilo que podes dar. Como sempre foi, como sempre será.

Foste tu que me disseste que nunca nos abandonaríamos. Porque é mágico, não é?

Então como podes tu afastar a magia quando os teus olhos estão baços?
Gosto de ti quando ris tanto quanto gosto quando choras.

Mas tenho saudades. Tenho saudades de um abraço daqueles que me tira os pes do chão...e me faz voar.

Tenho saudades de uma gargalhada cumplice, tenho saudades de sorrir (como agora) por me lembrar de momentos nossos, sem a seguir ficar melancólica porque estás tão perto...e bem mais longe do que alguma vez estiveste!

sábado, 6 de março de 2010

"Levo comigo p'rá vida"






O tempo passa...passou, já, tanto tempo...
E todos os dias, quando olho para estes momentos que se eternizaram com um flash momentâneo, tomo consciência de que ali, naquela cidade, naquela caixa de segredos que só conhece quem por lá passa (realmente, é bem verdade), ficou um pedaço do meu coração, uma parte de mim.
Marquei as pedras que pisei como elas me marcaram a mim...

E vivi sonhos, vários sonhos!

Poucos daqueles que por ali passaram vêm embora de ânimo leve. Poucos são os que não conhecem uma paixão suprema que é o Mondego. Poucos ficam indiferentes, poucos são aqueles que, ao despedir-se de Coimbra, podem dizer que são os mesmos que, alguns anos antes, ali chegaram.

Mas acredito que, assim como eu, a maior parte relembra o primeiro dia com a exactidão de um relógio.

Conseguiria rever esse momento, com a maior precisão, com cores e cheiros, com sons e com sabores.

8:45...a minha primeira entrada na escola que mudou a minha vida. Na escola que me ofereceu a melhor praxe e as melhores pessoas (prefiro lembrar-me apenas destas), os melhores momentos da minha vida. ESEC...

E os momentos sucedem-se...a primeira vez que ouvi a Balada da Saudade e chorei sem perceber muito bem porquê...(vim a perceber pouco tempo depois quando, de capa traçada, percebi que o tempo corria e, aquela Balada da Saudade que cantei, seria o primeiro passo para uma despedida que queria, a todo o custo adiar).

Não podia deixar de mencionar, sem deixar de me lembrar de toda a gente, algumas pessoas em especial, que me ensinaram, a cada dia, o valor do espírito académico mas, sobretudo, o valor de ser Esequiano.

Joana, pois claro. Foste a minha ponte e o meu pilar. Foste a minha voz quando ela me faltou e o meu sorriso quando ele se desvaneceu. Foste o meu porto de abrigo e a minha lição de vida. Foste o exemplo que quis ter sempre por perto...e que me quis sempre por perto. Fizeste desta passagem, a melhor da minha vida. Fizeste de mim alguém melhor.

Mara, foste tu quem me recebeu, na semana da praxe em que trajei pela primeira vez. Que me inseriste no seio de pessoas que nunca mais quis perder, que me trouxeste a minha primeira afilhada de quem me orgulho tanto, que riste comigo e choraste comigo. Foi através de ti que me aproximei de um Mundo do qual me mantive bem mais a margem, no primeiro ano, do que viria a querer ter feito.

Tixa e Vânia. Falo das duas no mesmo degrau. Falo das duas, pela forma como me marcaram. As minhas primeiras afilhadas, que viveram comigo tanta coisa e me ajudaram a tentar sempre ser uma boa madrinha...porque melhor que ninguém, vocês mereceram tudo!

Laurindo e Natalina. Aos dois...nem tenho palavras. Posso dizer-vos apenas que, na ausência de padrinhos, foram vocês que, dentro do meu coração, desempenharam esse papel. Pelas conversas, pelos momentos, pelos ensinamentos, pela confiança, pela força e, sobretudo, pelos enormes exemplos que foram para mim. Merecem todo o meu respeito, todo o meu carinho...de quatro, para vocês...

Sofia...minha babe, que me acolheste, que me sooubeste conhecer, que entraste de mansinho na minha vida e te tornaste parte de mim...obrigada por tudo, mesmo!

Os meus afilhados Maria, Andreia e Filipe...por quem tenho o maior carinho, pelo que fizeram de mim, pelos bons momentos, pelo que me permitiram transmitir-lhes.

A todos, o meu muito obrigado...

Acreditem..."já é a saudade no meu coração"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Saudades







Podia não escrever absolutamente nada. Podia olhar para esta fotografia todos os dias, e percorrer todos os segundos que vivemos juntos. Nenhuma palavra, nenhuma lágrima podem deixar perceber o quanto sinto a tua falta, o quanto precisava de um abraço teu. O quanto te adoro...

Esta é só mais uma homenagem a ti, Luis.

Que me fizeste crescer e me fizeste sorrir com uma intensidade que não sei se algum dia vou recuperar...
Por todos os olhares que ficaram por acontecer; por todas as lágrimas que calaste com um beijo...por tudo o que serás para sempre...

Fazes-me tanta, tanta falta, meu amor...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Obrigada...

Hoje tenho o coração cheio. Cheio de coisas boas, de pessoas boas, de surpresas boas, de sentimentos bons, de lembranças boas e de planos bons.
Começa uma nova etapa, uma nova caminhada e sei, tenho a certeza, tenho os melhores comigo. Os melhores amigos, a melhor família, o melhor coração, onde tenho a certeza que estou e, como não podia deixar de ser, a melhor estrelinha comigo. Sei que, aconteça o que acontecer, nunca será um falhanço. Será, sim, uma nova tentativa, um motivo para saber que, mais uma vez, não desisti e, sobretudo, uma razão para sorrir. Tenho apoio incondicional das pessoas que escolhi (e me escolheram) para fazer parte da minha vida. Cada um à sua maneira tem sido incansável e essencial nesta fase de mudança.

Agora, tenho a minha casinha, o meu cantinho que já ganha o meu ar, o meu jeito. E encho-a todos os dias com sentimentos e emoções daqueles que me ajudam, me apoiam e me dão toda a força! Porque estão todos presentes, quando abro a porta.

Tenho toda a força para deixar para trás o que o passado teve de mau, porque o que tenho, agora de bom, supera tudo isso, supera obstáculos que ainda nem chegaram.

Sobretudo, tenho um obrigado especial para os meus pais, que eu amo do fundo do coração, mais que a qualquer pessoa! E não posso começar a alongar-me demasiado, senão começam a correr dentro da minha mente, todos os nomes, todas as pessoas...todos os pedacinhos de coração a quem devo tanto.

Vai só, inevitavelmente, um beijo especial, para longe, para a primeira visita especial que tive. Gosto muito de ti, por tudo, por nós.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Queria poder...


Hoje queria poder dizer-te, se estivesses comigo, que fazes parte de mim como o meu próprio ser.

Queria poder dizer-te, se estivesses, que o meu coração nunca se recompôs dos pedaços que levaste contigo quando partiste.

Hoje queria dizer-te, se estivesses, que o dia em que partiste foi, sem qualquer sombra de dúvida, a maior dor que conheci.

Se estivesses, gostava de dizer-te, para que nunca duvidasses, que dava tudo para te ter de volta!

Se estivesses comigo, hoje, dir-te-ia o quanto sinto a tua falta, o quanto me marcaste, o quanto precisava de ti, ao longo de toda a minha vida, como precisei enquanto estiveste.

Queria dizer-te o quanto o teu abraço me fazia bem, o quanto a memória do teu sorriso acalenta a esperança de que, um dia possa dizer-te tudo o que ficou por dizer.

Hoje queria poder dizer-te, se estivesses comigo, que acredito que estás a olhar por mim. Que não me esqueces, que me guardas, como te guardo, no melhor cantinho do coração.

Hoje queria dizer-te que agora, sem ti, tudo parece mais triste, mais duro, mais pobre.

Hoje, se estivesses comigo queria dizer-te para vires, mais uma vez, fazer parte dos grandes e dos pequenos passos da minha vida. Dizia-te para vires comigo conhecer a minha casa, partilhar a minha alegria como fizeste sempre.

Queria poder-te dizer, se estivesses, que vou guardar, dentro de mim, bem junto ao peito, cada momento que vivemos, cada palavra que dissemos, cada lágrima e cada sorriso, cada abraço e cada olhar, cada pedaço de ti.

Porque fazes parte de mim, como fazia parte de ti, porque todas as memórias fazem rir e chorar ao mesmo tempo, porque me senti sempre protegida por ti, porque sempre soube que ia ser sempre especial cada conversa.
Porque era a tua "canita", e tu o meu "herói", como sempre, desde sempre...e para sempre.
Porque...tu és e serás sempre tu e nós seremos sempre o nós que fomos e que nunca chegámos a ser.
Porque a vida foi injusta comigo e contigo, porque tudo se desmoronou...

Porque...por tudo...hoje queria poder dizer-te, se estivesses comigo, que te amo, que sinto cada dia mais a tua falta, que nunca te esqueço, que és o meu anjinho, que preciso de ti cada vez mais, que te perdoo por tudo e te peço perdão por tudo, que te agradeço pelo papel que tiveste SEMPRE na minha vida. Porque sou tudo o que sou por ti...

Porque estás comigo e um dia vou poder matar estas saudades que me consomem, se realmente assim me for permitido...

Quero te dizer que és parte de mim. A melhor parte de mim!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Coisas da vida

Coisas fantásticas acontecem, mesmo.

Às vezes, depois de muito tempo no meio de todos a sentir o vazio de não ter nada, não ter ninguém, há um momento doce que chega sem avisar, e passamos a sentir-nos quentes, cúmplices, cheios de tudo. Basta alguém, basta aquele abraço, daquele amigo de quem sentimos a falta mesmo antes de conhecer.

Num ponto de viragem de uma vida, tudo se torna mais fácil.

Sei que não aconteceu só a mim, mas hoje, sinto-me a pessoa mais feliz do mundo, porque tenho tudo quanto posso desejar.

Uma nova fase se avizinha. E sei quem está comigo, sei com quem conto e sei quem nunca me deixa mal. Poderá haver algo melhor?
Não há.

Porque às vezes, é num sorriso que descobrimos a magia que, realmente, existe! E basta isso, esse momento que eternizamos dentro da memória, para perceber o quanto desejámos que algo assim existisse na nossa vida.

Hoje há outro brilho no meu olhar, há outro tom no meu riso, há outra forma no meu coração a bater rápido. Hoje, existem mil razões para ser feliz, que se manifestam de todas as formas possíveis.

Hoje, sou uma pessoa diferente! Sei que nada me destrói com a facilidade de antes.

Os planos trocados, as esperas prolongadas, a vida instável...tudo faz agora sentido, para chegar ao ponto em que me encontro.
Tudo tem um valor acrescido, tudo tem um significado especial.

No fundo, tudo valeu a pena. Mesmo o que uma parte de mim gostaria de poder apagar...valeu a pena, para poder saber o quanto tenho de bom nos meus dias e nas minhas noites.

Foram muitas batalhas, muitas lágrimas, muita dor. Mas hoje...sinto que foram muitas vitórias, muitos risos, muito amor. Porque esperei pelo dia em que sentisse o que sinto hoje.

E o que sinto hoje não vem das palavras. Vem do sorriso. Vem desse sorriso. Desses sorrisos de pessoas que tornam a minha vida num caminho alegre e seguro. Que não me deixam cair, por nada!

Hoje, a luz é bem maior, o sol brilha muito mais. E eu...sinto-me completa!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Meu Abrigo



Esta é só "mais uma" especial. Daquelas que me dispensam qualquer apresentação, qualquer descrição, qualquer justificação.

Vai direitinha para os corações daqueles a quem a dedico.

Vai para a Joana, que me faz falta todos os dias, vai para a Cuca que me tem feito crescer e ser um pouco mais feliz...e vai para ele. Porque é ele que me faz sentir que sim...é possível ser feliz.
Vai para aqueles que me apoiaram nesta caminhada, vai para os que estiveram, quando me senti só, vai para aqueles que são demasiados para poder mencionar o seu valor, vai para a minha cunhada linda que foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida nos últimos tempos.

A todos, muito muito obrigada...

E a ti..."fica no meu abrigo, dorme no meu abraço...e conta comigo, que eu estarei aqui"...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Olhares...

Às vezes é uma questão de olhares!
Deixamos as palavras perdidas e soltas dentro de nós e falamos com o olhar.
Porque, às vezes, o olhar fala melhor. É mais intenso.

Ficamos a olhar nos olhos um do outro e brilhamos no reflexo um do outro.
Deixamos o tempo passar e ficamos presos em nós!

E sabe bem!

Lutar contra o impulso de nos abraçarmos imediatamente é quase perigoso. Mas mantém-se o olhar, a intensidade, a vontade de nunca mais termos que nos perder de vista.

Fica perto. Fica onde possamos olhar-nos sempre assim! Onde as palavras já há muito que deixaram de ser precisas e importantes. Onde só existimos nós. Onde o silêncio fala por nós.

Quero poder olhar-te assim, de todas as vezes que te olhar. Quero poder dar-te a minha alma quando me olhas nos olhos.

Já não tenho medo. Já nada dói.

Agora estou em paz. Estou protegida. E o teu olhar está preso no meu.

Sim...porque às vezes...é uma questão de olhares!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Segredos...

Eles não sabem.
Não fazem ideia.
Não desconfiam.
Nem sonham.

Mas é mágico isto que existe. É único.

E eles não sabem, porque eles não entendem! Porque não podemos explicar.

Eles vêem de longe. Comentam, segredam, riem e especulam. Mas saber? Não sabem.

Vão achando que é banal, como sempre. Que é passaeiro, que é repentino.

Se eles soubessem...não tem nada de banal, muito menos de passageiro ou repentino.

Se eles sonhassem, o tempo e o esforço que custou não deixar os olhos mostrarem nada...

Mas não sabem, não entendem.
Vêem o físico, vêem o palpável. E estamos muito para além disso.

Ninguém vê o que nós sabemos e não dizemos. Ninguém vê os olhares presos no meio da confusão. Ninguém sabe o que sentimos contra o que quisemos sentir tanto tempo. Ninguém...apenas nós.

E juras que tentaste e eu juro que tentei. E eles...nem sequer sonham!

Agora somos. Eu sou e tu és. E sou para ti e tu és para mim. Somos um para o outro, somos para nós. Somos o que fomos a vida inteira...e eles nem sonham!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sorriso




É sempre o sorriso. É sempre aquele sorriso.
Foi o sorriso que sempre me cativou, que sempre me prendeu, que sempre me fez corar sem razão.

Nesse sorriso, já encontrei mil razões. Para tudo!

Quando partiste, chorei de medo de te perder. Sorriste, prometeste que nunca, nunca te perderei.

Quando voltaste, fiquei louca de felicidade. E tu sorriste, acompanhaste a minha loucura, abraçaste-me, como se abraça alguém que esteve longe tempo demais.

Quando te magoei, pedi perdão. E tu sorriste, mais uma vez, jurando que só importa que eu esteja feliz.

E quando sofri por ti...desfizeste tudo. Só com um sorriso.

Sorris como quem não sabe o efeito que esse sorriso tem nos outros.

Contagiaste-me. Sempre.
E acho que foi pelo teu sorriso que me apaixonei, há muito tempo atrás.

És genuíno. És tão verdadeiro...como o teu sorriso.

Hei-de guardar sempre momentos perdidos no tempo da nossa história. Porque o teu sorriso não teve grandes efeitos só quando foram enormes os momentos.
Todos os dias esse sorriso me faz perder a cabeça.

Todos os dias, no meio do nada, surge esse sorriso lindo, que me arrepia, que me faz perder a noção de tudo, que me aquece o coração.

Sorris com os olhos, sorris com a alma.

Não o percas, meu bem. Estarei sempre cá...para rir e para chorar contigo...
Pelo amigo que foste, pelo amigo que és, pela pessoa que tens sido e pela pessoa que me tens ensinado a ser. Por aquilo que nós sabemos ser, pelo que nós sabemos dizer...

És único

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Fazes me bem


Fazes me bem.

Fazes a minha cabeça andar a roda só de olhar para uma fotografia e me lembrar de ti.

Fazes as borboletas adormecidas no meu estômago baterem asas a uma velocidade louca.

Fazes o sol brilhar muito mais (ou então, tem-lo reflectido no olhar).

Fazes-me sorrir quando não há razões especiais para isso.

Levantas-me a cabeça, levanta-me a moral, levantas-me o ânimo, quando mais ninguém o sabe fazer.

És acima de tudo um amigo único, especial e muito, muito raro!

Gosto de ti.

Gosto do teu sorriso como de muito poucos.

Gosto do teu olhar expressivo e fixado nos meus olhos.

Gosto que me sussurres coisas bonitas, quando eu estou prestes a desabar.

Fazes com que me sinta melhor. Mais bonita, mais mulher, mais confiante, mais eu.

Das conversas serias, às brincadeiras; das gargalhadas às palavras de saudade; da cumplicidade ao a vontade que não tenho com mais ninguém; do nervosismo e da ansiedade à naturalidade com que me pegas na mão...

Por tudo e por mais mil e uma coisas.

Gosto de ti. Fazes-me bem.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dias...

Há dias em que a dúvida me dói.
Dói-lhe mais que as certezas que não quero aceitar!

Vou caminhando meio perdida, sem saber se são correctas as minhas decisões, se são correctos ou injustos os meus pensamentos.

Há dias em que a incerteza é inultrapassável.
É mais forte que eu, faz me doer o peito e ficar com os estômago embrulhado.

É viver na corda bamba; é saltar sem saber se a rede por baixo dos meus pés vai suportar o meu peso.

As horas são intermináveis, vagarosas...os dias não passam e eu tenho que vaguear sobre eles.

Não são dias negros...apenas não são coloridos como os outros, em que a dúvida que existe é bem menor que tudo o resto. É quase doce.

Há dias em que o medo é grande.
É um medo em bruto, daqueles que nem são denunciados pelo olhar, só pelo bater do coração acelerado. É um medo como o meu, que escondo dentro de mim e que sei que não é fácil vencer.

É o medo de não saber o que vem, porque não sei o que está!

É o medo de que o para quedas não se abra, quando me lancei em queda livre sobre o chão que pensei estar livre de perigos.

É medo do que és e do que sou...e sobretudo do que somos.

É medo de não perceber nunca..

É medo de errar, de falhar, de ter que chorar tudo de novo...

É medo de amar e de não amar...

É medo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

E se...?

E se eu pudesse contabilizar o tamanho dos meus sentimentos por ele?
E se eu soubesse, pelo contrário, o tamanho dos dele por mim?

E se eu fizesse de conta que não existem riscos, nem medos, nem dúvidas, nem obstáculos?

E se eu ouvisse a voz dele todos os dias?
E se eu conseguisse ver o futuro nos olhos dele, quando brincamos com as palavras?
E se o abraço dele estivesse sempre tão perto, que não fosse preciso o menor esforço para o ter?
E se as noites e os dias fossem tão curtos, quando ele não está, que nem chegassemos a sentir saudades?

E se a chuva nunca caísse quando estamos juntos e a lua brilhasse muito mais só para nós?

E se quando ele vai eu tivesse a certeza de quando virá?

E se todos os planos que fizemos tivessem corrido exactamente como planeado?

E se tivesse sido sempre fácil e nunca tivessemos ficado a espera sem saber bem de quê?

E se tivesse sido amor à primeira vista, em vez de paixão?

E se todos os segredos tivessem sido desvendados à partida?

E se fosse tão segura de mim e dele e de nós?
E se a vida corresse sem este bater de asas de borboleta no meu estômago?

E se não tivesse crescido sem darmos por isso, contra tudo o que podiamos esperar?

E se...?

E se não houvesse ses? Seria mais feliz?

Quero muitos ses na minha vida...porque estás dentro de mim, fazes parte da minha vida, fazes-me sorrir...e resolver os ses conforme a vida nos deixar!


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ele... :)


Preciso de tempo. De espaço. De mim.

Mas vou precisando cada vez mais dele e isso não me deixa segura; assusta-me.
Todos os dias dou mil voltas à cabeça para tentar perceber aquela mente, aquele jeito de ser, aquele coração fechado aos olhos de (quase) todos. E se, por momentos, sinto que consigo uma pequena vitória, rapidamente dou passos para trás como se não tivesse feito o menor progresso ao longo de todo este tempo.

Porque é mágico, diz-me ele, de quando em quando. É mais do que se pode explicar. Mas se é mais do que se pode explicar, penso eu, devia ser possível sentir sem medos. E não é! As vezes acho é que é mais do que se pode sentir. E, se não puder sentir, não faz sentido.

Mas faz, diz ele. Fará todo o sentido quando me explicar os quês e os porquês de tudo o que nos tem travado do que quer que seja que nos está, há tanto tempo, reservado. Se ele me explicasse... Oh! Se ele me explicasse eu podia saber de mim. Conhecer a minha vida. Nem sequer falo em futuro, só em presente. É estranho não conhecer o meu presente, não é?

Estou na corda bamba. Tenho um nó no cérebro. E não consigo desfazê-lo sozinha, sem ele.

E é exactamente isso que me assusta. Eu não preciso disto. De ir sendo feliz aos poucos, de esperar, de me perguntar mil vezes o que sou e o que significo. Mas sem dar por ela, fui precisando dele.

Fico tonta só de pensar naqueles olhos esverdeados a brilhar. Embriagada pelo som das gargalhadas dele.
Era só um amigo! O mais especial dos amigos, disse eu e disse ele, tanta vez. Negámos incessantemente que fosse mais do que isso e, quando demos por nós, estávamos a confessar desejos e sentimentos reprimidos ao longo do tempo.

Uma sina. Um bruxedo. Ele atribui mil razões ao facto de não conseguirmos, por mais que tenhamos vontade, estar juntos. E eu sei que ele é sincero.

Fico cheia de medos. Tantos, que me esqueço de dizer que é ele que me faz sorrir de manhã, quando acordo. É ele, que não amo e não me ama, que me faz sorrir a toda a gente. É ele, que sente a minha falta e me abraça quando chega daqueles dias intermináveis.

Ele é quem esteve sempre ao meu lado e soube por de parte tudo o resto quando precisei de um amigo.
Ele é aquele que me faz sentir linda...única.
Ele é aquele que mima, que me protege e que me fala com o olhar.

Ele não é meu. E eu não quero que seja. Quero o como ele é, sempre que seja possível tê-lo por perto. E permito-me querer que esses momentos se prolonguem o mais possível.

Sinto-me uma pré adolescente a sentir borboletas no estômago pela primeira vez. Não é amor, não é (só) amizade. Não sei o que é. Mas sei que é óptimo, que adoro sentir-me assim! Sei que ele gosta de mim. E é um gostar tão especial, tão carinhoso, tão platónico, tão nosso...que me basta que ele goste de mim! Porque é dessa mesma forma que também eu gosto dele!

Lembro-me dele. Todos os dias! Fico feliz quando me lembro dos pequenos mimos, das palavras e dos abraços. Fico feliz até de me lembrar dele a entrar no café, de cigarro não mão e de sorriso nos lábios, a cruzar o olhar com o meu. Fico feliz quando de longe, me permite ver o nome dele no ecrã do telemóvel, só para que eu saiba que se lembrou de mim.

É ele que me faz ter medo, pelo que já passei (e ele também) do que aí vem, do que pode vir. Mas é ele, acima de tudo, que me faz querer arriscar, perder o medo, estar junto dele.

Adoro-o...e sinto que ele me adora.

Talvez venha a ser apenas uma história que mal começou, mas a vida pode não nos dar tempo para "ses" e para "porquês"...e se esta história não passar do meio, fui feliz enquanto durou.

Um beijo bebé...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Saudades

Há coisas que não se explicam.
Esta é mais uma daquelas frases que ouvimos milhões de vezes e não perdem a força.
Não sei explicar como é que consigo ver a tua cara com a mesma nitidez com que a vi pela última vez.
Não sei explicar como é que o teu riso ainda tem som dentro de mim.
Não sei explicar como é que vejo o teu andar, a tua forma de mexer no cabelo, quando corrias...
E o mais incrível é tanto de bom...como dói.

Tenho uma saudade........

Tenho a alma pesada.

Não percebo, não aceito, não perdoo.

Fazes-me falta. Fazes-me tanta falta...
Não sei viver assim, não sei esquecer, não sei limpar as lágrimas dentro do meu coração.

Queria encontrar, contra todos os meios, uma forma de mudar o passado, e o futuro!
Queria ter-te aqui.

Queria poder pedir-te conselhos, queria poder dizer-te aquilo que nunca disse, queria poder ouvir-te dizer, como dizias sempre, que vai ficar tudo bem! Mesmo quando eu sabia, como sei agora, que não fica! Não fica nunca mais, porque nunca mais estarás!

Queria pedir-te desculpa, por não conseguir perdoar quem quer que seja que eu culpe por não te ter mais comigo.

Queria dizer, já que me faltam as palavras para o resto...que te amo! Para sempre...

*Saudades*

Descansa em paz...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Aproveito para, antes de mais, desejar a todos um óptimo 2010.

Que possamos reflectir sobre todo o nosso 2009 e iniciemos uma nova década com a consciência de que o passado faz parte de nós. Que o aceitemos e saibamos seguir em frente com os olhos postos em nós e no mundo.

Que os dias nasçam e terminem com um sorriso nosso e que nos recordemos sempre daqueles que fizeram parte de nós e saibamos reconhecer que, afinal, farão sempre.

Um bom ano para todos