quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dias...

Há dias em que a dúvida me dói.
Dói-lhe mais que as certezas que não quero aceitar!

Vou caminhando meio perdida, sem saber se são correctas as minhas decisões, se são correctos ou injustos os meus pensamentos.

Há dias em que a incerteza é inultrapassável.
É mais forte que eu, faz me doer o peito e ficar com os estômago embrulhado.

É viver na corda bamba; é saltar sem saber se a rede por baixo dos meus pés vai suportar o meu peso.

As horas são intermináveis, vagarosas...os dias não passam e eu tenho que vaguear sobre eles.

Não são dias negros...apenas não são coloridos como os outros, em que a dúvida que existe é bem menor que tudo o resto. É quase doce.

Há dias em que o medo é grande.
É um medo em bruto, daqueles que nem são denunciados pelo olhar, só pelo bater do coração acelerado. É um medo como o meu, que escondo dentro de mim e que sei que não é fácil vencer.

É o medo de não saber o que vem, porque não sei o que está!

É o medo de que o para quedas não se abra, quando me lancei em queda livre sobre o chão que pensei estar livre de perigos.

É medo do que és e do que sou...e sobretudo do que somos.

É medo de não perceber nunca..

É medo de errar, de falhar, de ter que chorar tudo de novo...

É medo de amar e de não amar...

É medo.

1 comentário:

Cátia Marante disse...

Adoro Adoro Adoro minha Inês :D
Faz pensar bue este texto mesmo muito..
sempre contigo sabes bem :)
Beijinhos
ass:catia