sábado, 6 de março de 2010
"Levo comigo p'rá vida"
O tempo passa...passou, já, tanto tempo...
E todos os dias, quando olho para estes momentos que se eternizaram com um flash momentâneo, tomo consciência de que ali, naquela cidade, naquela caixa de segredos que só conhece quem por lá passa (realmente, é bem verdade), ficou um pedaço do meu coração, uma parte de mim.
Marquei as pedras que pisei como elas me marcaram a mim...
E vivi sonhos, vários sonhos!
Poucos daqueles que por ali passaram vêm embora de ânimo leve. Poucos são os que não conhecem uma paixão suprema que é o Mondego. Poucos ficam indiferentes, poucos são aqueles que, ao despedir-se de Coimbra, podem dizer que são os mesmos que, alguns anos antes, ali chegaram.
Mas acredito que, assim como eu, a maior parte relembra o primeiro dia com a exactidão de um relógio.
Conseguiria rever esse momento, com a maior precisão, com cores e cheiros, com sons e com sabores.
8:45...a minha primeira entrada na escola que mudou a minha vida. Na escola que me ofereceu a melhor praxe e as melhores pessoas (prefiro lembrar-me apenas destas), os melhores momentos da minha vida. ESEC...
E os momentos sucedem-se...a primeira vez que ouvi a Balada da Saudade e chorei sem perceber muito bem porquê...(vim a perceber pouco tempo depois quando, de capa traçada, percebi que o tempo corria e, aquela Balada da Saudade que cantei, seria o primeiro passo para uma despedida que queria, a todo o custo adiar).
Não podia deixar de mencionar, sem deixar de me lembrar de toda a gente, algumas pessoas em especial, que me ensinaram, a cada dia, o valor do espírito académico mas, sobretudo, o valor de ser Esequiano.
Joana, pois claro. Foste a minha ponte e o meu pilar. Foste a minha voz quando ela me faltou e o meu sorriso quando ele se desvaneceu. Foste o meu porto de abrigo e a minha lição de vida. Foste o exemplo que quis ter sempre por perto...e que me quis sempre por perto. Fizeste desta passagem, a melhor da minha vida. Fizeste de mim alguém melhor.
Mara, foste tu quem me recebeu, na semana da praxe em que trajei pela primeira vez. Que me inseriste no seio de pessoas que nunca mais quis perder, que me trouxeste a minha primeira afilhada de quem me orgulho tanto, que riste comigo e choraste comigo. Foi através de ti que me aproximei de um Mundo do qual me mantive bem mais a margem, no primeiro ano, do que viria a querer ter feito.
Tixa e Vânia. Falo das duas no mesmo degrau. Falo das duas, pela forma como me marcaram. As minhas primeiras afilhadas, que viveram comigo tanta coisa e me ajudaram a tentar sempre ser uma boa madrinha...porque melhor que ninguém, vocês mereceram tudo!
Laurindo e Natalina. Aos dois...nem tenho palavras. Posso dizer-vos apenas que, na ausência de padrinhos, foram vocês que, dentro do meu coração, desempenharam esse papel. Pelas conversas, pelos momentos, pelos ensinamentos, pela confiança, pela força e, sobretudo, pelos enormes exemplos que foram para mim. Merecem todo o meu respeito, todo o meu carinho...de quatro, para vocês...
Sofia...minha babe, que me acolheste, que me sooubeste conhecer, que entraste de mansinho na minha vida e te tornaste parte de mim...obrigada por tudo, mesmo!
Os meus afilhados Maria, Andreia e Filipe...por quem tenho o maior carinho, pelo que fizeram de mim, pelos bons momentos, pelo que me permitiram transmitir-lhes.
A todos, o meu muito obrigado...
Acreditem..."já é a saudade no meu coração"
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2 comentários:
Já é a saudade no meu coração...
E essa saudade existe desde o dia do meu rasganço... o dia em que senti que tudo acabou...
Tanto tempo! 4 anos de nossas vidas... e passou tão rápido.
Obrigada por todos os momentos que partilhámos juntas, por tudo aquilo que vivemos...
Que saudades! que saudades...
Nada a agradecer, cara amiga, cara "afilhada". Fui apenas o que soube e pude ser para ti, nem mais nem menos.
Ainda bem que as coisas seguiram um rumo que nos permitisse ainda hoje estar em contacto, independentemente do tempo e da distância.
O melhor de tudo são as recordações, as lembranças e as memórias. E, claro, a saudade, esse belo e nobre sentimento que revela tão somente o quanto valeram as coisas, o quão importantes elas foram.
Bj
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