terça-feira, 26 de novembro de 2013

Minha Vida

Sempre me habituei a escrever textos melancólicos, meio tristes... Foi sempre nessas alturas que pareceu mais fácil, mais forte! Foi sempre nessas alturas que mais precisei, por força da tristeza, da desilusão, da incerteza, da solidão. De repente, tudo à minha volta mudou, a vida mudou e os olhos que a vêem também. Hoje sou, muito para além de mais feliz, mais tranquila, mais completa, mais eu! Encontrei-me no mesmo dia em que o encontrei. No mesmo instante! E o dia em que o encontrei, desenganem-se, não foi o dia em que o conheci. Foi o dia em que me dei a conhecer...em que ele se deu a conhecer! Quebrámos as barreiras sem nos tocarmos muito mais do que o "acidental" e o "ao de leve". Quando dei por mim, ele já estava embrenhado na minha roupa, no meu cabelo, no meu toque e no meu cheiro. Daí a sermos um, apenas de mãos dadas, foi um piscar de olhos! Passam-se os meses e continuo a deliciar-me com o primeiro sorriso do dia. Aquele sorriso que, antes mesmo de abrir os olhos, ele me dá, imediatamente antes de me agarrar e me puxar para ele. É assim que mais gosto de estar. Fico a sentir os milímetros todos da minha pele a tocar na dele, dentro daquele abraço, sem me mexer até que seja completamente inevitável! O dia passa e sorrio a cada mensagem, sempre mais doce que a anterior, à espera da hora em que ele volta para casa, onde o espero. À espera, porque ele chega e traz com ele o maior amor do mundo! E, quando ele entra, fica aquele cheiro doce no ar, por onde passa. O cheiro dele é o meu favorito! Podia ficar horas a inalar o aroma que vem dele e que fica em mim! Horas! Sem me cansar... Quando ele chega, vem SEMPRE com aquele sorriso de quem está feliz por estar em casa...e "casa", para ele, é onde eu estou. Pois é, vivo em lua-de-mel constante. Sem pressas, sem anseios mais que não sejam o de estarmos juntos. E é tudo perfeito! É perfeito o meu cabelo desgrenhado, de manhã, a azáfama do fim de semana para deixar tudo num brinco...porque é o nosso ninho e quero sempre, para ele, o melhor. É perfeita a chávena de chocolate que ficou na sala, junto ao sofá, na noite anterior. Faz-me sempre revê-lo a beber a bebida dele, para aquecer, antes de nos deitarmos... É perfeita a loiça suja, do jantar que ele preparou para nós, diferente de todas as outras e melhor, muito melhor porque, como ele diz, teve o amor como ingrediente. Hoje já não sou metade e nem lhe entreguei metade de mim! Sou inteira, sou completa e sou dele assim, porque me tem toda...e não saberia ser de outro jeito. É tão fácil, com ele! As dores acalmam, o nervoso miudinho e as neuras desaparecem (ou ele faz-me crer que sim), a vida é fácil. E é a ele que o devo! Sem dúvidas, sem receios, entregamo-nos um ao outro para sempre. Porque, hoje sei, o amor é isto, é entrega, é doçura, é partilha e conquista...não é sacrifício, nem dói! E não me digam, nunca, o contrário, porque é assim o meu amor! O nosso amor! E esta é a única definição que quero, na minha vida!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Estrutura ou Fachada?

"Vamos lá ver se nos entendemos: ou bem que tentamos manter a estrutura, ou bem que tentamos manter a fachada"... Acho que é mais ou menos o que a minha mente projecta, de manhã, ao espelho. À força de tanta indecisão, à força de tanta tentativa de provar que é possível trabalhar ambas sem que nenhuma perca, perdem-se as estribeiras e desabam ambas. Triste, mas verdade! Que o homem da nossa vida, "aquele que aparece quando menos se espera, que nos vai amar de manhã com o cabelo desgrenhado, à noite com o rimel meio borrado e durante o almoço no restaurante chique, com a melhor roupa, maquilhagem, unhas e cabelo a combinar com o melhor sorriso, da mesma maneira" nos possa ver desabar é uma coisa...que TODA a gente tenha que nos ver assim é uma história completamente diferente e que, muito honestamente, não sei se me apetece ler! Portanto, plano B: enfiar-me em casa, deitada na cama, com aquele aspecto de quem andou de saltos altos a correr em calçada fugindo da chuva, sem ver ninguém? Não me parece que resulte... E, no entanto, não há nada que me apeteça mais! É que, vamos lá combinar, enough is enough! Agora há mesmo que decidir qual delas manter intacta, a olho nú, pelo menos: a estrutura ou a fachada? Dava-me jeito que isto funcionasse ao estilo "Quem quer ser milionário?", em que escolhemos umas ajudas, e tal...e a coisa até parece simplificar. Ao que parece, por obra do(s) Deus(es), ou de quem quer que seja, não está disponível a opção. Acho que estou a sofrer da crise dos 26...também não existe? Bolas, começo a ficar sem opções e ocorre-me que posso ser só...maluquinha, vá! Se mantenho a estrutra e me desleixo na fachada...a estrutura não me vai valer de muito, a julgar pelas intervenções de choque de que está a precisar, a fachada não vai ficar so gasta, vai cair aos bocadinhos; Se mantenho a fachada...bem, não há fachada que se aguente se a estrutura for toda abaixo...ou estou enganada? Podemos ir por partes? Isso, por favor! Acho que preciso quase tanto de férias como de um trabalho! Irra, sou complicada até para mim! Preciso tanto de estar sozinha, de me afastar do magnetismo de estar apaixonada...que só me apetece apaixonar-me! Levanto-me de manhã, todos os dias igual: o mesmo corpo, o mesmo rosto, os mesmos olhos, o mesmo nariz arrebitado...enfim: eu mesma! E, no entanto, ainda estou a descobrir se terá alguma coisa a ver com os dias pares e impares, acordo um dia a adorar-me e no seguinte a odiar-me! Sim, por favor, mandem vir os sedativos....a minha sanidade mental já teve melhores dias! Ora bem, vejamos então, já que o dilema continua o mesmo...Estrutura ou fachada?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Um amor, cinco vidas!

Nunca sabemos quando um olhar nos pode trair ou mudar a nossa vida para sempre. Quando pode ser a nossa inspiração, o nosso consolo ou o quebrar do nosso coração em mil pedaços de um segundo para o outro. Mas toda a gente sabe que, nalgum ponto da vida, nos cruzamos com olhares destes. É inquestionável, é tomado como natural. O raro, o inacreditável, o MILAGROSO...é quando cinco olhares conseguem cruzar-se simultâneamente, ler o que todos gritam e gritá-lo com eles, em uníssono. Quando o dito milagre acontece, é para sempre, é eterno, por muito que "a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve p'ra longe de nós e que um dia o tempo pareça perdido e tudo se desfaça num gesto só". E quando acontece, sabemos que tudo o que possamos dizer acerca disso é dito por todos. Falamos em coro, sentimos em coro. A perfeição não é algo que possa ser descrito ou explicado. É algo que dificilmente pode ser considerado real. Na minha opinião, a única razão porque é tão utópica é por ser tão relativa. A minha perfeição não será perfeita para mais ninguém. Mas quando o milagre acontece, a perfeição passa a ser absoluta, uma só. Foi muito rápido porque estava pré-destinado. Mil e uma forças conjuraram para que nos uníssemos... Surgiu, primeiro, uma definição só nossa com entendimento alheio impossível. Depois o "slogan"...a forma mais simples de explicarmos ao mundo o significado do que somos. La Família: um amor, cinco vidas O tempo encarregou-se do resto, como sempre na vida: primeiro, mostrou-nos o caminho para chegar ao coração uns dos outros; depois ensinou-nos a falar pelo olhar, pelos sorrisos, pelo toque, pelas gargalhadas e pelas lágrimas. O nosso próprio dialecto tinha sido criado. A seguir, ensinou-nos a ser, cada um à sua maneira, indispensáveis na vida dos restantes...e depois, invariavelmente, trouxe o afastamento. Cada um de sua forma, cada um com seus motivos. O tempo, sempre o tempo... A inexperiência, a nossa inexperiência em lidar com a nossa própria separação dificultou o encontro com o caminho que nós próprios havíamos traçado. Mas, felizmente, La Família não é algo que se diga em vão e muito menos que se construa em vão. Descobri que o meu coração experimentou novamente a sensação de estar completo quando nos reunimos novamente. Não sei explicar, mas sei que me vão entender. Estar longe fisicamente faz me sentir a angustia que vocês sentem. À noite, quando me deito e o sono não vem, penso nas nossas sessões de cinema. Quando oiço qualquer musica encontro um pedacinho de vocês, um pedacinho de cada um e do que são comigo. Mas sobretudo, acima de qualquer coisa, quando o coração aperta desejo tele transportar-me para aquele que foi sempre o meu refúgio: o vosso colo. Quando a minha vida de desmoronou, quando não parecia ter onde me agarrar, surgiu esta família, aquela que, acima de eu ter escolhido, me escolheu. E por vossa causa, pude sentir-me tudo aquilo que vocês vêem em mim, que é tanto, em tão grande escala... Fecho os olhos e vejo a Luísa entrar em casa, ao fim de um dia de trabalho e abrir-se num sorriso ao cruzar o olhar comigo. Vejo os olhos da Andreia inundarem-se de tão sensível, só com um abraço. Vejo a Su abrir o coração aos poucos e fazer-me sentir orgulhosa por fazer parte disso...e vejo o menino da casa, que mimamos com orgulho rir-se com vontade, com a vontade que não teve durante tempo demais. Por mais anos que possa viver, nunca vou esquecer o impulso que deram aos meus dias, o quanto fui e sou feliz quando estamos juntos... Sinto um aperto no peito quando chega o momento da despedida...que vem sempre cedo demais, vezes demais...e sei que vocês também. Têm que sentir, porque um pedaço de vocês vem comigo! Ninguém, por mais que queira, pode entender aquilo que nos une. É um vinculo quase imperceptível a olho nu...mas tão forte que, por mais que a distância vá sendo cada vez maior, não parte nunca! Fazer parte de uma ligação destas é mais do que normalmente se diz ser uma honra... Sinto falta da nossa cumplicidade quando não estou com vocês e, por mais que queira, é-me dificil transpor a verdadeira essência do que SOMOS para mim... Gostava que se pudessem ver pelos meus olhos...tenho a certeza do espanto que seria verem os pormenores que me assaltam na vossa ausência! Como se fossemos feitos do material dos filmes antigos...em câmara lenta, em sépia e, ainda assim, cheios de côr! Sinto o coração a ribombar no peito... Agora, a família tem um membro novo! Aquele que será um pouquinho de cada um de nós, como se o gerássemos em conjunto. Partilhamos o medo, a ternura, o amor, as emoções, as esperanças. É o laço que faltava para perdurar até ao fim dos tempos. Chamem-me romântica, idealista ou até utópica. Mas tenho a certeza de que, daqui a muitos anos, grisalhos e de lágrima no canto do olho, juntos ou um em cada ponta do mundo, havemos de olhar para a mesma estrela, abraçar todos os momentos num só e sorrir por sermos parte do que será, hoje e sempre, o NOSSO MILAGRE!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Por inteiro

É disto, então, que é feita a vida... De encontros e desencontros, de injecções de adrenalina e de apatia, de sinais de fumos e clarividências, de decepções e surpresas, de memórias e projectos. É disto, então... Terminamos o dia, sem fazer o balanço. E as despesas e as receitas acomulam-se, para o "Dia D", aquele dia que chega inesperadamente e nos faz rever a matéria em clima de tensão. É assim que, sem querer, percebemos que erros e passos falsos são a sumo de uma laranja que ficou guardada à espera de ser consumida; e de vitórias e escolhas acertadas que engolimos sem mastigar! Termino, agora, então, esse ciclo vicioso em que me tornei (ou me deixei tornar). Ponho o ponto final no fim de cada frase que tentei deixar em aberto, como se o meu texto argumentativo não fosse mais que a soma abrupta de janelas abertas. Despeço-me do que quis cultivar em terras inférteis, calço as botas e faço-me à estrada. A mente é, agora, um turbilhão. Não podia ser de outra maneira! Afinal, é no meio dos turbilhões que encontramos o caminho para, primeiro, nos escondermos e, depois, mais confiantes, seguir... Recapitulo os fracassos, na esperança de não voltar a cometê-los, mas sei, no fundo, que os fracassos são o nosso maior dado adquirido. Penso-os e volto a pensá-los. Gravo, na memória mais profunda, cravados a ferro e fogo, para de lá não sairem mais. E desenho um projecto novo, a lápis de carvão, ciente de que serão milhentas as alterações ao longo da construção dessa nova estrada, desse novo prédio, alicerçado naquilo (naqueles) que tenho de mais precioso! Trago, no bolso, a borracha e canetas de mil cores, para preencher os espaços que hoje me parecem tão vazios, tão sinistros, tão duvidosos. Porque, por mais vazios, por mais sinistros e por mais duvidosos que sejam, estes serão, daqui em diante, os meus espaços, que eu própria terei de pintar. Sorrio, subtilmente, quando penso no que aprendi, nas palavras que suguei e que só oiço nas memórias. Perdi, claro, perdi tanto!! Perdi forças, perdi pessoas, perdi oportunidades, perdi o juízo, mais que muitas vezes...e voltei a ganhar, em dobro, tudo aquilo que achei ter deixado pelo caminho. Achei, quando as palavras me começaram a chegar à ponta dos dedos, vindas do peito, que "hoje eu não sou a mesma". Engano meu! Hoje eu sou muito mais eu! Mais forte, mais segura, mais ansiosa, mais desconfiada, mais racional, mais emotiva, mais fiável, mais orgulhosa, mais tolerante, mais crescida, mais...eu! Sou mais vincada! E percebo, agora, que serei mais eu amanhã e depois, e depois, e depois. Sempre! Enquanto viver, enquanto não tiver medo de viver, serei mais eu! Já tive medo de ser eu! Já tive, até, vergonha de ser eu! Mas...vida, a quanto obrigas...e quanto ensinas! Hoje, ser eu, faz de mim mais feliz, faz de mim completa! Capaz de fazer felizes os que de mim esperam não mais do que o que serei capaz de oferecer! E, quando me ofereço, é por inteiro. Quando sou, sou eu, sou inteira, sou real. Quando luto, luto tudo, luto frente a frente, luto forte, luto mesmo depois de cair, tudo por mim! É isto que é viver? Cair e levantar, sabendo que, mais dia, menos dia, cairei de novo e isso não servirá senão para me reerguer? Então eu luto, eu vivo e eu sou. Por inteiro!

sábado, 20 de outubro de 2012

Aninhas

As palavras estão todas aqui, dentro de mim, a atropelarem-se para sair, para fazerem sentido numa folha de papel, com pressa, com raiva, com saudades e com o maior amor do Mundo... As iamgens sucedem-se, baralhadas no tempo, perdidas na imensidão do que deixaste de ti, em mim... Tenho, em mim, a revolta da falta da despedida que nunca, sequer, devia chegar! Falhámos a promessa de veres, da minha vida, os momentos mais importantes que nem sei se virão algum dia. Nunca consegui medir o amor que tínhamos uma pela outra e que outros podem nunca ter compreendido! Tenho, junto à cama, aquela fotografia...e perco-me no sorriso que me amparou tantas quedas e me brindou em tantas vitórias. As mãos tremem-me por não poder tocar-te nas mãos que vias engelhadas e eu via perfeitas. Porque me abraçaram tantas vezes que lhes perdi a conta. Sou a pessoa mais sortuda por ter partilhado todos os teus ultimos anos... Levaste contigo os meus maiores segredos, o melhor e o pior de mim...e amaste-me incondicionalmente e acima de tudo pelo que fui e pelo que sou. Não sei agradecer-te o suficiente pela mulher que fizeste de mim, de nós. Foste sempre a rainha de todos nós. A que mais sofreu, a que mais foi injustiçada e a que, mesmo assim, soube sempre perdoar, ter o sorriso mais doce que ja conheci. Mas foste SEMPRE a minha princesa, a minha inspiração, os braços para onde corri quando tive medo, quando quis chorar, quando quis falar sem palavras, quando quis festejar... Tínhamos, entre nós, todos os laços possíveis. Estás, sim, comigo, em cada minuto. E estarás para sempre! Sinto falta da tua voz, de me chamares Kika, como mais ninguém sabe fazer...Sinto falta de te deitar, de te vestir, de te ajudar em tudo. Tenho saudades de te fazer o pequeno almoço, de fazer as massas que adoravas. Tenho saudades de me pedires um abraço só porque sim, tenho saudades de te pentear, de te pintar as unhas. As coisas mais banais fizeram as nossas melhores memórias... E não sei, se daí, de onde estás, podes ver a influência que isso teve em mim! Não sei se sabes que penso em ti todos os dias e que tenho vontade de correr para o teu colo a toda a hora. Não sei se tens noção, agora que não to posso dizer, que me fizeste sentir especial toda a minha vida, a mim, à tua menina, que fui sempre! Não sei se te apercebes que nunca poderei deixar de sentir esta dor e este aperto por não te poder tocar! Lembraste? Costumavamos comer caracóis e beber imperiais, só nós duas e fazer disso o momento mais emocionante do mundo! Costumavamos fingir que iamos viver para sempre, como se isso fosse possível! E tu sabias que não era...mas eu quase acreditei que sim! Que ingenuidade... Vias em mim mais do que alguma vez serei! Ensinaste-me o significado de amor incondicional...protegeste-me e cuidaste de mim até chegar a minha vez de fazer o mesmo por ti... Nunca poderei esquecer a forma como acreditavas em mim...e a certeza que tinhas de que seria sempre muito feliz. Agradeceste-me vezes sem conta o que nunca mereceu um agradecimento. Brindaste-me com as melhores memórias que trago. Foste avó, mãe (duas vezes, como há quem diga), irmã, amiga, confidente, professora, médica, e tantas outras coisas que trago cá dentro... Merecias uma vida de alegrias e sofreste mais do que eu aguentaria. Mas nunca deixaste que isso te destruisse! Foste exemplo para todos os que te rodeavam e marcaste todos os que contigo se cruzara...espero que o saibas, onde quer que estejas. Sem qualquer hesitação posso dizer-te que foste a mulher mais bonita, de todas as formas possíveis, que existiu! A mais especial... Sei que estás em paz, que sabes o quanto te amamos, o quanto te amarei para sempre, o quanto sentimos a tua falta. Sei que és a estrela mais brilhante que possa ver no céu e que farás sempre, agora, como em vida, TUDO para me guiar. Amo-te, minha rainha...amo-te, amo-te, amo-te...muito obrigada...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Floco de neve

Às vezes as pequenas surpresas são como pequenos flocos de neve que, ainda que frágeis e rapidamente desfeitos, causam formigueiro nas mãos só de lhes tocar ao de leve! Às vezes, porém, pequenas surpresas significam grandes pessoas, grandes mudanças, grandes feitos. Foi assim que, sem querer, o meu pequeno mundo se encheu de pequenos flocos de neve! Devagar, ponderadamente irreflectida, subo os degraus, abro as portas e fecho as que não servem senão para fazer corrente de ar num dia de inverno... Mas subo, confiante, de mão dada com o floco de neve mais indescritívelmente fabuloso que me atravessou o caminho. Perde-se o medo de sorrir ou de chorar; o medo de andar ou de correr...ou de parar, à espera que o sinal passe a verde. E, dia após dia, degrau após degrau, tudo o que o tempo trouxe para depois levar, ganha novos contornos e o sentido que, noutros dias, não teria tido. Dizem, tantas vezes, que "o que deu errado serviu para nos levar ao que dará certo". E, quando me deparo com tamanha modificação no meu mundo, não posso deixar de querer recorrer a todos os clichés... Agora, e pelo tempo que quero ver prolongado ao infinito, não sinto senão paz. Porque, sem dúvida, tudo o que o tempo trouxer e levar, terá valido a pena, se me mantiver neste trilho virgem que vou desbravando, de mãos dadas. Ao meu "fabuloso floco de neve"... Porque contigo faz sentido!

terça-feira, 17 de abril de 2012

LOVE YOU



Há, mesmo, coisas que não se explicam... Nem quero saber como nem porquê...

"you're the best thing I never knew I needed..." <3

Obrigada meu amor, por tudo, por ti, por nós...

terça-feira, 13 de março de 2012

para sempre...

Escrever-te com o coração pesado é saber que me ouves como se escrevesse de qualquer outra forma. Como se falasse contigo, como fiz tanta vez, na cabeceira da tua cama, sentada ao teu lado ou até pelo telefone: com o coração.
Ouviste histórias do meu dia a dia com a mesma atenção com que ouviste as histórias mais importantes da minha vida: com o coração.

Soubeste sempre o tamanho do meu amor por ti porque foi sempre do mesmo tamanho do teu amor por mim: infinito!

E eu ouvi-te a ti, contar histórias que, a mim, me pareciam saidas de contos de fadas! A maneira como conheceste o amor da tua vida, a forma como se apaixonaram e coomo ele fez de ti a mulher que te tornaste e em que nos tornaste a nós.

Sempre que me senti sozinha, fizeste-me ver que, contigo, nunca estaria sozinha.
Cuidaste de mim, desde que nasci e até poderes. E eu cuidei de ti, assim que pude fazê-lo.
Ninguém poderá saber o significado da nossa cumplicidade!

Quantas vezes me disseste que eu era a tua melhor enfermeira...e como me sentia orgulhosa por saber cuidar de ti...

Falávamos com o olhar, não era, meu amor?

Às vezes, quando amamos muito alguém, por muito que saibamos que ninguém é eterno, convencemo-nos de que esse dia não chega. E o mundo não tem piedade desse amor!

Tenho saudades do teu colinho, do teu sorriso, dos beijos que me mandavas de longe, a sorrir ao mesmo tempo...tenho saudades de ouvir-te chamar-me Kika, de escolher a roupa para vestires, de te pintar as unhas.
Tenho saudades tuas! Quantas saudades...

Queria levar-te, no Verão, a comer caracois e a beber a tua imperial, que te fazia passar a mão na barriga e exclamar um "aaah" de prazer...fazias-me rir e ficar emocionada pela forma como te dava tanta alegria um momento tão simples.

Tenho saudades do teu cheirinho, quando me abraçavas, tenho saudades de me pedires para fazer as minhas massas, que adoravas.

Deste sempre um toque teu a cada momento. A cada um de nós!

Clarinha, Genito, Sãozinha, Ju, Fifi Xuxu, Bruninho, Kika, Sacaninha...cada um de nós tem, dentro do peito, um nome que só tu usavas (e que nem gostávamos, porque crescemos, e agora adoramos, porque te perdemos).

Fui a tua menina, e tu foste a minha rainha! Fomos uma da outra em tantos momentos que não posso contabilizar. Mas consigo vê-los a todos!
Sei que não duvidaste, por um só segundo, do quanto te amava, do papel que tiveste sempre na minha vida, do quanto queria cuidar de ti para sempre. Mas, ainda assim, não deixo de ter o coração pesado pelas vezes que não te disse o quanto precisava de ti, enquanto podias ouvir-me!

Amo-te tanto, meu amor...
Foste avó, amiga, mãe, cumplice, confidente de tantos momentos, tantas memórias, tantos receios, tantos amores e desamores...e soubeste sempre ouvir-me sem julgar, sem deixar de te por no meu lugar.

Queria poder ter-te nos meus braços de novo...mas sei que é impossível. E por mais que me revolte, por mais que me doa, por ti, só tenho amor!
Sei que estás livre, junto dos teus amores, aliviada e em paz. Sei que sabes o quanto te amamos, o quanto sentimos a tua falta.

Ai...quanta falta me fazes, meu amor, quanta falta me faz o teu olhar, o teu sorriso, o teu colo, o teu mimo...quanta falta me faz a tua voz e a tua mão na minha, quanta falta me faz poder ter-te comigo...

Hei-de honrar sempre a tua memória, o teu ser. Foste a mulher mais corajosa que conheci, tenho orgulho em ti e terei sempre o teu amor como chão, como tecto, como fio condutor.

Amo-te tanto quanto é possivel amar-se alguém...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sem palavras...

Sinto-me afónica, perdida num sílêncio gritante, escondida numa escuridão forçada.
Mais uma vez, sem dó nem piedade, fiquei sem respostas. Fiquei, até, sem perguntas. Fiquei sem voz, sem ar suficiente que permita qualquer raciocínio lógico.

Cá estou eu, no fundo de um lago gelado, onde os movimentos custam mil vezes mais a sair.

Quero perceber como me deixei embrenhar, como me deixei envolver em braços que, desde o início, eu sabia que não podia ser apenas os braços que me faziam sentir em casa.....
Quero perceber como é possível ter baixado a guarda, como é possível ter ficado, de novo, vulnerável, depois de ter jurado fidelidade à frieza, à racionalidade, à sensatez.

Falhei! E de nada me vale perdir perdão à minha alma magoada. Seria só mais uma vez. Mais uma vez sentida mas, ainda assim, mais uma vez. E a culpa, incessantemente, é minha.

Não poderia eu ter tomado a cautela que todos os milimetros do meu corpo me diziam ser prudente? Não poderia eu ter sido, uma vez na vida, descrente? Não poderia...?

Perdoa-me, coração pequeno e frágil. Perdoa-me a imprudência, perdoa-me a incapacidade de ser mais forte que tu, uma vez na vida. E agora, que nada mais sei para dizer...fico novamente afónica, perdida, sem palavras...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Cubo de gelo...

Gosto de gelo! Gosto!!
O gelo é limpo, é transparente.
O gelo é rijo...mas derrete!

Gosto de gelo a boiar no meu copo, a tocar-me nos lábios quando o encosto à boca.
Gosto de gelo porque o gelo refresca no calor e queima no frio.
Gosto do gelo que cai do céu e do gelo que se forma no mar.
Gosto do gelo onde enterro os pés.

O gelo é magestoso, excita, arrepia, dá o toque final naquele licor.

Gosto de gelo encostado à pele, gosto de gelo fino. Gosto de estalactites e de estalagmites!

Gosto de gelo...

...porque um cubo de gelo faz a diferença na minha vida...

E vai derretendo. Mas terá começado sempre como um cubo de gelo.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

espera

Sentada no parapeito desta janela velha detenho horas e minutos na inconstancia que tem sido a minha rotina, os meus sentidos, as minhas esperas.

Multiplico 360graus por milhões de voltas que já vi os ponteiros do relógio completarem. E o sol poe-se e volta a nascer. E eu tento não ver. Tento não perceber que o tempo está, efectivamente, a passar.

E, no meio das voltas que o ponteiro dá, no meio dos dias que vagueiam, percebo que queria que o tempo andasse, sim, mas apenas no momento em que alguma coisa mude. Ou o sol muda de tonalidade, ou o vento de direcção, ou então, idealmente falando, as minhas frustrações desaparecem num golpe mágico.

Gostava de perceber, antes do fechar da cortina, que as segundas oportunidades, quando são dadas, não equivalem em voltar atrás no tempo e que, no entretanto, tudo pode mudar, ainda que inconscientemente.

Tenho, dentro de mim, uma solidão avassaladora que me leva as forças num dia e mas empresta no dia seguinte. Tenho a solidão do mundo e a minha. Tenho a falta de coragem para continuar a esperar.

Tenho a ingratidão que é inevitável, tenho o egoísmo que não consigo contornar, tenho a amnésia conveniente de quem se fecha dentro de uma concha a magicar no passado.

Depende, com certeza, de cada um, a linha que a sua vida segue. Mas é necessário que haja vontade para lutar.

Sinto que tudo o que me vai na alma, que todos os meus pensamentos são contraditórios, assim como os caminhos. Então, cá me deixo estar, sentada à espera....e espero, espero, espero....

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sem marcha atrás...

"As coisas só deixam de ser verdade quando deixamos de acreditar nelas".

Acho que, assim sendo, há partes de mim que deixaram de ser, de existir. Coisas, pessoas, sentimentos.

Não trago rancor nas palavras. Talvez um pouco de desilusão, confesso...mas a dor já foi embora, com as crenças e as desculpas.
Ficaram fragmentos de memórias que já foram a razão de acordar, de sorrir, de chorar ou, simplesmente, de lembrar.

Acho que a vida é mesmo assim, não será? Talvez não tivesse que ser, mas é isto que faz de nós "o ser humano" no sentido que isso tem, nos dias de hoje. Esquecemos e rebuscamos, dentro de nós, as memórias esquecidas, quando entendemos que é tempo de "tentar de novo", de "dar uma nova oportunidade", de "reviver".

Normalmente, verdade seja dita, chega, também, o dia em que, cheios de resignação, voltamos a enterrar no fundo da gaveta esses bocadinhos do passado que teimamos em fazer presente.

A questão está exactamente aí: realmente, há uma razão (mais forte que o tempo, até) para que as coisas tenham, a este ponto, o nome de "passado"! E o passado não é nem será nunca presente. Assim como o presente não será nunca o futuro e vice-versa.

É um ciclo, em versão de auto-estrada. E, todos sabemos: nas auto-estradas não se faz marcha atrás!

Insisto, ainda assim, em fazer viagens interiores a esse passado, onde posso ver quem não está mas, sobretudo (e deitando fora qualquer cinismo), onde posso ir buscar pequenissimas razões para acreditar!

O amor seria, para a maioria, a viagem ao passado mais frquente. Para mim, são as "amizades". Sim, é uma verdade, uma amizade verdadeira é a versão mais pura do amor. Mas isso...é quando é verdadeira.

Vamos deixando que o vento nos leve as mágoas, que o tempo vá velando as nossas lágrimas. Passa o luto e, de subito...lá estamos nós, prontos e cheios de vontade de voltar a tentar. De arriscar e acreditar que, como se costuma dizer, "what you see is what you get". Não é! Na maioria das vezes, o que vemos é a antítese do que lá está. Mas os olhos do coração são assim mesmo: turvos, traiçoeiros, quase cegos. Por vezes, realmente cegos.

E é assim que, depois de uma vida inteira a dar de nós, a cuidar, a mimar, a acarinnhar, a limpar lágrimas, a sorrir só porque sim e a aparar todas aquelas quedas que sabiamos (e avisámos), desde inicio, que iriam acontecer, que tentámos evitar...mas que eram inevitáveis, somos esquecidos, atirados para um canto de uma sala cheia de caixas vazias (e outras cheias) de memórias que já não fazem falta porque, de súbito, já não mora ali uma criança.

E cá esta: divaguei! Mas, a verdade é esta, inquestionável e dura: aquele sentimento que, na maioria das vezes, qualquer um de nós aponta como o mais puro, o mais bonito, aquele do qual nunca abdicariamos...é o primeiro a ser traído. E com ele, também nós somos traídos, na esperança de que, sem querer, nada passe de um sonho mau!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Meu anjo, meu Luis...

Tenh amigos. Tenho bons amigos, melhor dizendo. Tenho uma família extraordinária. Faço o que gosto, tenho o meu espaço.
Está sol lá fora e posso aproveitá-lo, de quando em vez, e sorrir.

Mas há um Inverno que não me deixa, nem me deixará mais. Está frio longe de mim. E terei sempre uma parte de mim que está longe.

Partiu com ele e não volta mais. Foi para lá daquilo que posso ver, sentir, tocar ou sequer imaginar. Isso é o que doi mais. Não poder imaginar, porque não tenho um ponto de referência. Sempre fui pessoa de pntos de referência, de guias, de sinais, de algo a que me agarrar. Mas, quanto a ele, e quanto a esta parte de mim, só posso agarrar o vazio.

Tenho as recordações. O tempo passa e às vezes assusta-me que, por muito que possa recordar, com toda a nitidez, o momento, não consiga visualizar, sem qualquer esforço, o pormenor da voz dele e do cheiro que emanava daquele cabelo comprido e sempre brilhante.

Dói-me o peito sempre que penso, por um segundo que seja, que a vida vai correr, até ao meu fim, sem aquele abraço que foi o meu conforto toda a vida. Desde antes do que me consigo lembrar.

Fico apática quando o vejo, dentro da memória, para onde o levei, desde que partiu.
Encho-me de raiva quando me lembro dos momentos que desperdicei sem lhe dizer o quanto importava, sempre que sorria, sempre que chorava, sempre que me abraçava e sempre que me dizia, com a voz calma e mais serena do que eu alguma vez fui com ele, que "vai ficar tudo bem".

Só eu e ele, de onde está (quero acreditar) sabemos o quanto eu precisava de ouvir agora, mais uma vez, aquelas palavras que soam a cliché e faziam tanto sentido quando saiam daquela boca.

O mundo não pára, corre à velocidade da luz. Sempre assim foi e sempre assim será. Mas eu achei, ingénua e inocente, que ele nunca me poderia ser tirado. Nunca nada nem ninguém teria o poder para me fazer uma coisa dessas. Esqueci-me que a vida, ela própria, é mais forte que todas as minhas forças. Esqueci-me que a vida, ou o que lhe queiram chamar, é capaz de dar e de tirar.

Fecho os olhos e vejo a mãe dele, em lágrimas que ninguém segurou, despedir-se e dizer que "Deus emprestou-mo e agora voltou a levá-lo para ao pé dele". Quis refutar, mas quem sou eu? Fecho os olhos e lembro-me da facilidade com qe olhava para os olhos daquela senhora, pequenina e desapachada que tanta vez me abraçou, me sorriu e me embalou, quase. E hoje, não consigo olhar-lhe nos olhos. Não tenho vergonha, tenho medo. Tenho medo porque nos olhos dela vejo os olhos dele, tão parecido com quem o gerou que me arranca a alma pelo peito a sangue frio.

Fecho as mãos com força e fecho-me em mim mesma, ao mesmo tempo.

Não quis dei´xá-lo patir e tentei. Juro que tentei, com todas as minhas forças, abrir os olhos daquele pesadelo.

Despedir-me de metade de mim foi a coisa mais dura que fiz em toda a minha vida. Todos os dias quero voltar atrás, todos os dias quero voltar a olhá-lo nos olhos e dizer-lhe que o adoro como será impossível adorar outro alguém.

Sem querer surge um sorriso dorido, quando me lembro do menino pequenino que levatou, sozinho, um armario para me tirar debaixo de vidros partidos...o meu heroizinho, que se tornou no meu herói e depois, contra todos os meus possíveis desejos, se tornou no meu anjo. Em vida e depois dela, tenho a certeza, foi meu protector. E será...

Tenho saudades daquele sorriso que enfeitava o dia, da alegria com que passeava pelos caminhos de todos, da ternura com que protegia as pessoas que amava, do carinho com que aqueles braços me embalaram tanta vez e do amor com que todos os dias, sem cessar, me sarava as feridas que surgiam.

Quem me cura, agora, as feridas que não sara da partida dele? Ele não está...

Não estará hoje, nem amanhã, nem nunca mais...até ao momento em que, depois da espera que é de ambos, me possa voltar a limpar a alma, as lágrimas, as dores e as saudades...


Miss you...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sintonia







Começo a fechar os olhos. Lentamente, de forma desconfiada...é que às vezes não gosto do que a noite me traz.

As horas passam sem que eu note e, quando o sono é mais forte, há qualquer coisa em mim que sossega. Ouço baixinho uma voz que conheço, perguntar em tom de brincadeira se as meninas combinaram.
E uma resposta que sei de cor, que adoro ouvir sem me cansar e que me tranquiliza responde, imediatamente, exactamente aquilo que poderia ouvir com a minha própria voz: "É muita sintonia".


Às vezes, quando menos esperamos, a vida presenteia-nos com "miminhos". Com pessoas fantásticas, inesperadamente.
A minha vida fechou-me, sem pedir, portas e janelas, deixou a asfixia a pairar no ar e não houve, sequer, tempo para um porquê... Quando o ar ficou saturado, quando eu própria fiquei saturada, apareceu alguém, de sorriso nos olhos (sim, nos olhos) e expressões de menina em mente, em alma e em corpo de mulher.
A lufada de ar fresco, que sinto todos os dias, pelo bem que ela me faz é uma passadeira rolante que não me deixa parar de andar, de me mover, nem quando o entorpecer me apanha as pernas.

Não tenho palavras. Ou melhor, tenho uma, que não me sai da cabeça, de baixo da lingua...mas ela não a gosta de ouvir. OBRIGADA é a primeira coisa que me ocorre, por tudo o que ela tem feito por mim, de mim e comigo.
Dia após dia, fomos conquistando um pouco mais uma da outra e, por causa dela, o sentimento mais bonito que existe ganhou outro brilho.

Já não tenho medo...bem, não tanto medo (ou tantos medos) como antes. A segurança que costumo estranhar, ela dá-me e eu recebo, sem hesitar.
A alegria que fui perdendo ela dá-me e eu recebo sem notar.
A VIDA que fui contendo ela devolve-ma, e eu agarro-a, sem pesar.

É fantástica a forma como alguém pode chegar e tornar tudo tão mais leve.

Esconde, dentro do peito, tristezas e momentos que não poderia, eu, imaginar. Mas luta. Luta e vence, e faz vencer. E sorri! Incrivel, não é? Sorri sempre!
Transcende-me a forma como fomos ficando mais próximas e mais unidas. Mas não faço o menos esforço para perceber!

Apoio-me nela sem qualquer receio, admiro-a e tento retribuir a forma como me faz sentir bem!

Quem é ela?
Mais que uma colega de trabalho, mais que uma amiga, mais que uma companheira, mais do que posso dizer...

Quem é?

...

Cátia Galamba: por tudo, não vou agradecer. Por tudo, vou fazer para que sempre seja desta forma. Para que possamos continuar juntas, para que continues a ver-me dessa forma que eu não conisgo ver, para que possas achar sempre que valeu a pena investir em mim!

Gosto muito de ti, minha linda :)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010



É salgado o sabor!
Mas é diferente do sabor de todas as lágrimas que já chorei. Por qualquer motivo, por qualquer pessoa. Mesmo diferente de todas as que chorei por ti e por nós.
É uma saudade doce de algo que, finelmente, não quero voltar a viver! Porque foi perfeito, foi um romance digno de ser contado, muito mais tarde, aos filhos e aos netos.
Durante dias sem fim, foi uma "ferida" que abria, a qualquer sinal de antes, de um antes que deixei fugir entre os dedos, como se não houvesse outra forma de ser e de estar!

Hoje é uma cicatriz, de pele cor de rosa e sensível, que já não dói! É uma marca perfeita de uma história perfeita que escrevi com linhas de ouro no centro do meu coração!

Nunca pensei que fosse possível haver um final feliz para algo que tivesse, realmente, um fim! Mas estava tão enganada! É possível e é dos sentimentos com maior carga do mundo, sem qualquer sombra de dúvida.

Por momentos, deixei de ver, deixei de sentir o mundo à minha volta. Senti, apenas, um bater de coração, único e, com ele, um respirar fundo, vindo de dentro, da alma ou do que quer que seja que precisava de se soltar, finalmente!

Amei-te. Amei-te mais do que algum dia tivera noção, ainda no momento em que eramos felizes nos olhos um do outro.
Costumava sentir que via o meu futuro nos teus olhos. Sentia-me segura e confiante contigo, sentia-me amada e apaixonada.
Agora, consigo fazer exactamente o oporto...agora vejo, nos teus olhos o meu passado.

Fecho, agora, osolhos. Revejo um tempo que agora me parece que foi há tanto tempo. Como uma velhinha sentada numa escada a viver, de novo, o tempo em que o sorriso era livre, em que não doia viver, em que o tempo todo do mundo era dela!
E sei que vamos ser muito felizes e testemunhas da felicidade um do outro.

Despedirmo nos de alguém de quem gostamos é sinónimo de algo ficar apertadinho dentro de nós. Mas eu tive a oportunidade de me despedir de uma história. De me despedir realmente. Sem dor, sem ressentimento, sem mal entendidos. Despedi-me com todo o amor, com todo o carinho e com toda a emoção que tinha dentro de mim. Chorei de emoção.

Reconheci todos os pormenores que me preenchiam mas senti que já não me peretenciam da forma que o tinham feito antes.

Deixei-te ir...deixei-te partir e ser livre para me libertares tmabém.

E, no dia em que for, relamente, o meu fim, tu vais estar. Vais estar dentro de mim e vou rever, tenho a certeza, os momentos que passamos juntos!

Sei que sentes, agora, o mesmo que sinto. Assim como sentiste, na altura, o mesmo que eu!

Queria abraçar-te agora, como no dia em que nos separámos e chorar por tudo o que me deste de bom!

Juro, do fundo do coração, que guardei apenas aquilo que nos fez sermos felizes durante o tempo que estivemos juntos!

Senti tanto orgulho em ti, amei te tanto...sei que fui "a Inês da tua vida". Sim, agora sei! E não havia nada, nem neste mundo nem em nenhum, que pudesse ser melhor de ouvir que isto!

É impossível encontrar alguém que seja como tu! Sei que vai haver quem faça para mim, com que eu veja mais além...tal como tu vês. Mas nada nem ninguém conseguirá ter algum poder tão forte que destrua aquilo que fomos e que soubemos continuar a ser...

Fechámos os olhos. Um beijo de despedida fez com que as lágrimas viessem finalmente. Precisava de chorar esse momento.

Sentir tudo de novo foi, realmente, amar-te uma última vez. Fechar a porta, guardar a chave no meu e no teu coração. Enchi o peito de ar, olhei-te nos olhos. Senti-te pela última vez e depois, sim...deixei-te sair do meu coração. Daquela parte onde doia. Agora estás, definitivamente. Para todo o sempre e mais um dia. Em toda a parte de mim. Em todo o lado em que passe e tenhas estado comigo vou ver o teu sorriso e a forma como nos olhávamos, como nos amávamos. Sem sentir dor, sei que vou sorrir, sentir a mesma nostalgia que sinto algora, sentir uma alegria imensa por tudo o que vivemos.

E quando sorrir, para ti e me sorrires de volta, tenho a certeza...só nós vamos saber o que é sentir isto.

Cumplicidade. Sempre fomos cumplices...e seremos sempre. Há algo em nós que vai viver para sempre dentro de nós!

Estás cá dentro...mais que nunca, no momento em que partiste.

E, a ti...MUITO obrigada!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Por mais que tente, por mais que dê de mim, por mais que confie e que esteja...quando o tempo passa, vai tudo bater ao mesmo!
Afastamento, acusações, despeito e desprezo...

Tentei, já perdi a conta às v4ezes que tentei. Mas nunca é suficiente! Nunca chega.......

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

White horse



"I should have known...!"

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pensamentos de um nós que já foi...

Sempre que entro nesta casa parece mais vazia que na vez anterior.
É a minha casa, o meu canto, o meu porto de abrigo e, costumava ser, o meu ponto de equilibrio.

Mas não consigo sentir o mesmo agora! Aliás, agora transforma-se toda a restea de equilibrio que tenha, assim que passo pela porta da entrada!!

Tento encontrar, perdido por aqui, o teu cheiro e um pouco do teu riso. Um som qualquer a que me possa agarrar com força para tentar que um pouco de ti fique, ainda, comigo. Mas a verdade é que dificilmente seria assim, agora.

Apetecia-me deixar tudo como deixaste, da última vez que aqui estiveste! O maço de tabaco em cima da mesa, a almofada perdida no sofá, o cortinado desajeitado que mantinha a forma que o teu pé lhe deu, o prato onde comeste, o copo onde bebeste.
Mas seria incapaz de o fazer, por razões obvias.

Queria não ter que me voltar a deitar na cama onde dormiste vezes sem conta (e que, estranhamente, conto com toda a clareza), para não ter que ficar, inconscientemente, a desenhar-te, a imaginar-te, a desejar-te ali para que fosse a tua voz o último som que entrava na minha mente, logo antes de dormir.

Por todo lado existe uma recordação tua. Por cada segundo que passámos juntos tento imaginar outros que nunca chegaram a acontecer.

Tortura? Muito provávelmente. Mas não consigo inibir-me de o fazer! É mais forte que eu!

A primeira vez que partilhámos uma música foi a que mais me marcou. Sinto agora cada uma das palavras...como se fossem escritas para mim. e dói-me tanto pensar que provavelmente não sentes o mesmo que eu...mas não posso mudar isso!

Saber que era tudo tão especial e que os entraves que sentimos me pareceram sempre tão insignificantes enquanto estiveste por perto é equivalente a dizer que agora custa muito mais não te poder tocar!

Foste o caminho que não sonhei existir e que, quando descobri, não quis deixar de palmilhar. Cada centimetro de ti foi uma descoberta que me encheu de esperança e de algo mais que hoje nem sequer sei definir. Se às vezes acho preferia nem sequer te ter conhecido e não sentir, hoje, o que sinto de vazio, logo a seguir tiro, por completo, essa ideia de dentro de mim. Consigo fazê-lo porque nunca é algo que me venha do peito. Daí gritam apenas as saudades, os agradecimentos pelo que me fizeste viver e sentir!

Lembro-me do quanto me sentia cheia de mim e de ti e de nós de cada vez que ouvia essa gargalhada, a voz rouca. De cada vez que esses olhos pousavam nos meus e me dizias que sabias que te ia roubar o coração.
O que é que aconteceu, a mim, em tempos passados para que tudo tenha que ter acontecido da forma que aconteceu?

Não te posso culpar pelos obstáculos que já existiam antes de nós. E não te posso culpar pela decisão que tomaste e pelo que pensas de mim desde há um tempo. Não foi culpa tua! Só queria que conseguisses sentir o quanto me fazes falta, o quanto ainda te sinto em mim, o quanto desejei que fosse comigo que as coisas estivessem a acontecer agora.

Se tu fizesses ideia do quanto mudaste em mim, do quanto queria poder-te abraçar e sentir as tuas mãos no meu cabelo como fazias sempre quando ficávamos horas deitados no sofá onde, agora, me deito sozinha, todos os dias.

Não consigo definir a rapidez com que passa o tempo. Não sei definir a forma como te desejo.

Só sei que precisava que tudo fosse como foi. Porque te adoro!

"Por aqui fico
Na tristeza caminho só
Sem pensar no que aprendi
Por aqui fico
O tempo pára mas logo foge
Estás tão perto e tão longe
Se me ouvisses
Um grito não chega

Não me ves, não me ouves
Se ao menos sonhasses......"

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sinto a tua falta!

Entraste na minha vida de uma forma invulgar, subtil e arrebatadora. E quando dei por mim, fizeste de mim alguém diferente. Fizeste-me acreditar que existem pessoas que valem realmente a pena, fizeste-me sonhar que posso ser feliz com alguém assim, diferente...

Sei que não sou perfeita. Mas sei também que sou a pessoa que conheceste, tal e qual como conheceste e não como querem que me vejas.
Sinto falta da tua voz, dos teus olhos verdes. Sinto falta da forma como me fazias sorrir, mesmo quando doia.
Sim, acho que é disso que mais sinto falta. Porque agora doi mais que nunca. Doi tanto...e tu não estás pra me fazer sorrir. Não estás e dificilmente voltarás a estar. E é isso que me deixa presa a este vazio, a esta falta.

Sinto a tua falta, babe! Tanta...

Dou comigo a pensar se te lembras de mim ainda com uma ponta de carinho, de vez em quando, quando te lembras daquilo que vivemos juntos.
E fico com medo que assim não seja...

Tenho saudades da maneira como nos olhávamos! Tenho saudades da forma como me mexias no cabelo. Tenho saudades da forma como a minha mão agarrava na tua de uma forma tão perfeita.
E desse abraço......tantas.......

Tenho saudades de falar contigo horas sem fim e de saber que nos confiavamos mais que tudo...

Tenho saudades dos sonhos...tenho saudades de tudo em ti!

Só queria que entendesses que nada foi mentira!

E se assim não for nunca mais, sei que vais sempre estar presente. Sei que, dentro de mim há um lugar que não poderá ser ocupado...

Pra ti, um beijo...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

babes

A primeira coisa que quero dizer é que lamento se não conseguir exprimir-me como gostaria...
Não sei se será possível por o meu coração em palavras, mas, de algum modo, tenho que tentar!

A verdade é que a vida não pára de dar voltas. não pára de me surpreender. E de me sacudir.

Mas por mais abanões que possam existir, dei comigo com uma força que não conhecia!
A vossa.
A força das minhas babes, das minhas princesas que têm tido um papel fundamental em tudo o que tem sido esta reviravolta.

Não tenho palavras para vos descrever o bem que me têm feito.

Os cafés, as palavras, os sorrisos e os olhares que (eu sei) são genuínos, as trocadilhos e os mimos.

Só sei que estou, mais uma vez, erguida, de corpo e alma. E sei que se tiver que recair, não vou de modo nenhum ficar no chão. Tenho-vos a vocês, tenho tudo!

Obrigada, meus amores, a todas vocês, que têm feito toda a diferença!