segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sem palavras...

Sinto-me afónica, perdida num sílêncio gritante, escondida numa escuridão forçada.
Mais uma vez, sem dó nem piedade, fiquei sem respostas. Fiquei, até, sem perguntas. Fiquei sem voz, sem ar suficiente que permita qualquer raciocínio lógico.

Cá estou eu, no fundo de um lago gelado, onde os movimentos custam mil vezes mais a sair.

Quero perceber como me deixei embrenhar, como me deixei envolver em braços que, desde o início, eu sabia que não podia ser apenas os braços que me faziam sentir em casa.....
Quero perceber como é possível ter baixado a guarda, como é possível ter ficado, de novo, vulnerável, depois de ter jurado fidelidade à frieza, à racionalidade, à sensatez.

Falhei! E de nada me vale perdir perdão à minha alma magoada. Seria só mais uma vez. Mais uma vez sentida mas, ainda assim, mais uma vez. E a culpa, incessantemente, é minha.

Não poderia eu ter tomado a cautela que todos os milimetros do meu corpo me diziam ser prudente? Não poderia eu ter sido, uma vez na vida, descrente? Não poderia...?

Perdoa-me, coração pequeno e frágil. Perdoa-me a imprudência, perdoa-me a incapacidade de ser mais forte que tu, uma vez na vida. E agora, que nada mais sei para dizer...fico novamente afónica, perdida, sem palavras...

1 comentário:

Unknown disse...

O silêncio sufoca ao mesmo tempo que precioso... tu precisas de dar voz.. de soltar as palavras tão bem escritas neste blog ou numa folha em branco qualquer. Porque sim... porque és linda!
Beijos no coração