Porque o que foi não volta a ser e, pela primeira vez, eu não quero que seja...
Porque as portas não se fecharam com o ar frio mas sim com a força da minha vontade...
Porque o sol deixou de estar escondido...ou eu passei a reparar nele...
Porque um sorriso deixou de ser um esforço...
Porque sair da cama, de manhã, passou a ser sinónimo de querer viver...
Porque não és mais uma memória negra ou uma espinha na garganta e, sim, uma memória solta entre todas as minhas que não esqueço mas ultrapasso...
Porque não perdi, ganhei...
Porque recuperei tudo o que fui deixando pelo caminho...
Porque encontrei sorrisos novos que fizeram crescer o meu...
Porque sou mais do que tenho mostrado...
Porque sou mais do que TU foste mostrando...
...sou FELIZ...
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
...e, sem pensar muito bem nos passos que dava, lá seguia ela o seu caminho.
Os pés tornaram-se pesados, vagarosos, doentes. Os olhos ficaram turvos, molhados, vidrados. O corpo deixou de obedecer. Mas obrigou-se a continuar. Obrigou-se a não olhar para trás, a não tomar conta dos pensamentos, a não tomar controlo de si mesma. De repente, esboçou um sorriso. Um sorriso triste, resignado, pouco notado, até por ela. Um ligeiro subir dos cantos da boca, atenção, não foi um sorriso que daqueles que vem de dentro e incendeia tudo à sua passagem! Sorriu dessa forma porque tomou consciência de que já não sabia como era. Não sabia como ter poder sobre si mesma, como era ser livre, como era, tão simplesmente, parar!
Parar...
Parar e não dar nem mais um passo, nem mais um olhar ao caminho que se abria aos pés doridos. Parar e pensar...
Parar...e voltar atrás...
Os pés tornaram-se pesados, vagarosos, doentes. Os olhos ficaram turvos, molhados, vidrados. O corpo deixou de obedecer. Mas obrigou-se a continuar. Obrigou-se a não olhar para trás, a não tomar conta dos pensamentos, a não tomar controlo de si mesma. De repente, esboçou um sorriso. Um sorriso triste, resignado, pouco notado, até por ela. Um ligeiro subir dos cantos da boca, atenção, não foi um sorriso que daqueles que vem de dentro e incendeia tudo à sua passagem! Sorriu dessa forma porque tomou consciência de que já não sabia como era. Não sabia como ter poder sobre si mesma, como era ser livre, como era, tão simplesmente, parar!
Parar...
Parar e não dar nem mais um passo, nem mais um olhar ao caminho que se abria aos pés doridos. Parar e pensar...
Parar...e voltar atrás...
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Que é do que foi?
Que é feito de ti?
Que é feito desse amor louco que quebrava barreiras e anestesiava sentidos?
Que é feito dessa força, dessa segurança que me amarrava e me ancorava aos dias que trazias contigo?
Que te aconteceu, afinal?
O teu levou-me, já, as memórias do que te tornou tão diferente...
Do que te fez definhar nesse líquido espeço e opaco, que me turva a visão. Foste aderindo a essa pequenez, a essa força e a essa fraqueza.
Não te reconheço, a ti, que foste, outrora, o guia dos meus caminhos...
Se pensei, durante tempos infinitos, que me começaste a afundar numa escuridão imensa de ti, estive equivocada: és tu que te tens afundado, caminhado sem olhar para trás, onde deixaste toda a minha admiração, seguinto por entre essa bruma, como se fosses empurrado.
Procuro, incessantemente, a razão que te leva a embrenhares-te cada vez mais, a queres mesmo levar-me contigo onde não exista mais nada...e procura a razão que me leva a não conseguir mais puxar-te de volta, a razão que me leva a não saber mais o que me fez seguir-te todo este tempo.
Falhei. E tu falhaste também.
Quis tanto manter-me fiel a ti, que me esqueci de me ser fiel a mim mesma. E tu, esqueceste-te da minha essência, esqueceste-te do que te cativou.
Vives em meu redor, sem saber como percorrer esse caminho sem mim, como se eu fosse os teus olhos. E não me deixas explicar-te que não quero...não quero mais ir!
Queria poder mostrar-te, como se isso se reflectisse no céu, como era, como tu eras...como nós soubemos, algum dia ser...
Mas tu já não sabes olhar para lá, e eu já não sei levar-te a fazê-lo.
Quero, agora, percorrer um caminho diferente, que me leve de volta ao que fui! Quero saber ser alegria e ser felicidade, comigo só. Aprender a descobrir o meu próprio trilho, e não a percorrer apenas os teus!
Deixa-me ir........
Deixa-me ir e, talvez assim, ambos consigamos a descobrir-nos, passo a passo...
Porque eu já não sei de mim...
Que é de mim?
E que é de ti...?
Que é feito desse amor louco que quebrava barreiras e anestesiava sentidos?
Que é feito dessa força, dessa segurança que me amarrava e me ancorava aos dias que trazias contigo?
Que te aconteceu, afinal?
O teu levou-me, já, as memórias do que te tornou tão diferente...
Do que te fez definhar nesse líquido espeço e opaco, que me turva a visão. Foste aderindo a essa pequenez, a essa força e a essa fraqueza.
Não te reconheço, a ti, que foste, outrora, o guia dos meus caminhos...
Se pensei, durante tempos infinitos, que me começaste a afundar numa escuridão imensa de ti, estive equivocada: és tu que te tens afundado, caminhado sem olhar para trás, onde deixaste toda a minha admiração, seguinto por entre essa bruma, como se fosses empurrado.
Procuro, incessantemente, a razão que te leva a embrenhares-te cada vez mais, a queres mesmo levar-me contigo onde não exista mais nada...e procura a razão que me leva a não conseguir mais puxar-te de volta, a razão que me leva a não saber mais o que me fez seguir-te todo este tempo.
Falhei. E tu falhaste também.
Quis tanto manter-me fiel a ti, que me esqueci de me ser fiel a mim mesma. E tu, esqueceste-te da minha essência, esqueceste-te do que te cativou.
Vives em meu redor, sem saber como percorrer esse caminho sem mim, como se eu fosse os teus olhos. E não me deixas explicar-te que não quero...não quero mais ir!
Queria poder mostrar-te, como se isso se reflectisse no céu, como era, como tu eras...como nós soubemos, algum dia ser...
Mas tu já não sabes olhar para lá, e eu já não sei levar-te a fazê-lo.
Quero, agora, percorrer um caminho diferente, que me leve de volta ao que fui! Quero saber ser alegria e ser felicidade, comigo só. Aprender a descobrir o meu próprio trilho, e não a percorrer apenas os teus!
Deixa-me ir........
Deixa-me ir e, talvez assim, ambos consigamos a descobrir-nos, passo a passo...
Porque eu já não sei de mim...
Que é de mim?
E que é de ti...?
terça-feira, 7 de abril de 2009
broken strings
(Letra: http://letras.terra.com.br/james-morrison/1341944/)
Como é que pode ser possível que um minuto de desilusão possa destruir anos de esforço, de dedicação?
Pior, como é que pode ser possível que um minuto nos faça aperceber que isso já aconteceu?
Ganhaste e perdeste vezes sem fim e, no fim, é que te apercebes que isto nunca foi um jogo.
Dás tudo e tiras mais um pouco e, no fim é que te apercebes que a ideia é dar para receber e não o inverso.
Fazes das minhas as tuas palavras, das minhas as tuas dores, das minhas as tuas deixas, das minhas as tuas razões e só um dia, que ainda não terá chegado, é que te aperceberás que as minhas palavras, as minhas dores, as minhas deixas e as minhas razões nasceram das tuas atitudes.
Esqueceste-te de lutar pelo que, agora, te vais lembrando, aos poucos, era a tua grande preciosidade.
Fomo-nos tornando cada vez mais incapazes de por a felicidade do outro ao nível da nossa própria felicidade e cada vez menos capazes de ultrapassar o que dói.
A única diferença entre nós, não me desculpando pelos meus erros, que tenho consciência do quanto te feriram, é que nunca fui capaz de te magoar propositadamente.
A cada dia, a cada momento, de cada vez que fazemos uma tentativa de nos aproximarmos, falhamos redondamente e só conseguimos afastar mais os bons momentos e o motivo de termos lutado anos a fio por algo que teimou em não chegar...
Há coisas que, simplesmente, não se fazem...e há outras que, simplesmente, nasceram para não ser...
quinta-feira, 19 de março de 2009
saudades
Olho para o céu com o mesmo olhar perdido de ontem e, pelo que vejo, de amanhã e dos amanhãs que se seguem.
Tenho saudades!
Tenho saudades da estabilidade que encontrava na corda bamba que me oferecias.
Tenho saudades da calma que o teu olhar irrequieto me dava.
Tenho saudades de sorrir contigo sobre mil e uma coisas que não sei precisar e, no entanto, lembro ao pormenor.
Tenho saudades do teu abraço meigo, no meio das horas vazias a teu lado.
Tenho saudades das gargalhadas porque sim e porque não.
Tenho saudades de me dizeres que sem mim deixa de fazer sentido.
Tenho saudades de me dares a mão.
Tenho saudades de me dizeres que sou bonita.
Tenho saudades de me chamares "a tua mulher".
Tenho saudades de estares, realmente.
Agora, estás comigo, estás perto, dizes que me adoras.
Mas não estás! Sei tão bem que não estás! Porque quando estás eu sinto te, mesmo longe. Tanto como não te sinto agora nem quando me beijas.
Sei que não mudou o que sentes e sei que não queres que mude o nosso mundo.
Mas estás ausente e eu não sei viver com essa controversia que é a tua mente, com essa incapacidade para separar o nós do mundo à volta quando ele é negro.
Tenho saudades!
Tenho saudades da estabilidade que encontrava na corda bamba que me oferecias.
Tenho saudades da calma que o teu olhar irrequieto me dava.
Tenho saudades de sorrir contigo sobre mil e uma coisas que não sei precisar e, no entanto, lembro ao pormenor.
Tenho saudades do teu abraço meigo, no meio das horas vazias a teu lado.
Tenho saudades das gargalhadas porque sim e porque não.
Tenho saudades de me dizeres que sem mim deixa de fazer sentido.
Tenho saudades de me dares a mão.
Tenho saudades de me dizeres que sou bonita.
Tenho saudades de me chamares "a tua mulher".
Tenho saudades de estares, realmente.
Agora, estás comigo, estás perto, dizes que me adoras.
Mas não estás! Sei tão bem que não estás! Porque quando estás eu sinto te, mesmo longe. Tanto como não te sinto agora nem quando me beijas.
Sei que não mudou o que sentes e sei que não queres que mude o nosso mundo.
Mas estás ausente e eu não sei viver com essa controversia que é a tua mente, com essa incapacidade para separar o nós do mundo à volta quando ele é negro.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Muito pouco há a dizer...
Esta musica e este video, dedico a pessoas diferentes, por razões diferentes
Para ti, Luís, que me mereces todas as homenagens, pelo que foste, pelo que me ensinaste a ser e pelo que serás para sempre e eu serei por ti.
Porque percorrerás sempre os meus sonhos, porque estás e estarás em toda a parte, comigo, dentro de mim...
Porque sinto a tua falta, mais do que a razão permite dizer...
Porque todos, todos os dias, sem uma única excepção, te lembro, te falo, te sinto e tenho saudades...
Porque nunca saberei preencher o vazio que me deixaste...
Perdoa-me pelas vezes que não sou a pessoa que gostarias.
Até sempre, meu Wolverine (tu sabes!). Esta música é para ti.
E para ti, meu primeiro amor e, hoje, meu amigo, que me apoiaste, me amaste e me respeitaste sempre (ou quase sempre)...Este video será, por razões nossas, um simbolo do que vivemos.
O pearl harbour será sempre um filme especial para mim, e tu um amigo que gostaria de manter...
O melhor para ti...
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Clichés?! Não, obrigada!
Farta de clichés, dei por mim a pensar até que ponto algum deles terá uma ponta de verdade.
Nos dias que vivo, aquilo que mais oiço é "Vai ficar tudo bem".
Vai?
Quem mo garante? Os outros tantos clichés que parecem fundamentar tudo para quem, insensível à irritação que me provocam estas palavras, continua a utilizar frases feitas?
Se assim for, estou bem arranjada...
É que, entre o "vai ficar tudo bem" e o "depois da tempestade vem a bonança", a única coisa que sinto é uma vontade quase incontrolável (quase, porque felizmente ainda não a pus em prática) de, literalmente, esganar quem mo diz.
É que, tenham dó, estas frasezinhas calmantes são tudo menos isso: calmantes. Quem é que, no meio do desespero, no meio da tristeza profunda, ou no meio do desânimo crescente ao minuto, se sente melhor por ouvir isto?
Eu cá, não serei. Mas, sinceramente, gabo a destreza a quem o consegue!
Quem me conhece, menos desculpa tem. Acho que tenho o olhar transparente o suficiente para, ao mudar de expressão instantâneamente perante amantes de clichés, revelar, sem sequer falar a razão de tal alteração. (E, acreditem, as minhas expressões são bastantes claras, principalmente quando quero mostrar desagrado).
Ora então, porque insistem?
Pois se a ideia é melhorar o meu estado depressivo e sabem que o efeito é contrário, porque insistem, volto eu a perguntar...
Qualquer dia, prevejo eu, andamos todos a seguir as pisadas dos nossos excelentíssimos governantes e a usar clichés e frases feitas para tudo na vida! E depois, o que se segue? Ficamos sentados, perante as desgraças, recusando-nos a fazer o que quer que seja para mudar qualquer coisa porque, nessa altura, acreditamos mesmo que as coisas melhoram só por si.
Às vezes, meus caros, e garanto que é o que sinto, preferia que me dissessem "Realmente, que raio de sorte", me deitassem no colo, me acariciassem o cabelo e me deixassem chorar.
Não me quero fazer de coitada, não o sou! Apenas tenho aversão a clichés! Perdoem-me a sinceridade, mas "vai ficar tudo bem"?!
Provem-me lá que fica, e garanto um sorriso instantâneo. Até lá, vou continuar avessa a frases bonitas que não são mais que isso.
Nos dias que vivo, aquilo que mais oiço é "Vai ficar tudo bem".
Vai?
Quem mo garante? Os outros tantos clichés que parecem fundamentar tudo para quem, insensível à irritação que me provocam estas palavras, continua a utilizar frases feitas?
Se assim for, estou bem arranjada...
É que, entre o "vai ficar tudo bem" e o "depois da tempestade vem a bonança", a única coisa que sinto é uma vontade quase incontrolável (quase, porque felizmente ainda não a pus em prática) de, literalmente, esganar quem mo diz.
É que, tenham dó, estas frasezinhas calmantes são tudo menos isso: calmantes. Quem é que, no meio do desespero, no meio da tristeza profunda, ou no meio do desânimo crescente ao minuto, se sente melhor por ouvir isto?
Eu cá, não serei. Mas, sinceramente, gabo a destreza a quem o consegue!
Quem me conhece, menos desculpa tem. Acho que tenho o olhar transparente o suficiente para, ao mudar de expressão instantâneamente perante amantes de clichés, revelar, sem sequer falar a razão de tal alteração. (E, acreditem, as minhas expressões são bastantes claras, principalmente quando quero mostrar desagrado).
Ora então, porque insistem?
Pois se a ideia é melhorar o meu estado depressivo e sabem que o efeito é contrário, porque insistem, volto eu a perguntar...
Qualquer dia, prevejo eu, andamos todos a seguir as pisadas dos nossos excelentíssimos governantes e a usar clichés e frases feitas para tudo na vida! E depois, o que se segue? Ficamos sentados, perante as desgraças, recusando-nos a fazer o que quer que seja para mudar qualquer coisa porque, nessa altura, acreditamos mesmo que as coisas melhoram só por si.
Às vezes, meus caros, e garanto que é o que sinto, preferia que me dissessem "Realmente, que raio de sorte", me deitassem no colo, me acariciassem o cabelo e me deixassem chorar.
Não me quero fazer de coitada, não o sou! Apenas tenho aversão a clichés! Perdoem-me a sinceridade, mas "vai ficar tudo bem"?!
Provem-me lá que fica, e garanto um sorriso instantâneo. Até lá, vou continuar avessa a frases bonitas que não são mais que isso.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Eras assim

Tu eras assim e eu era assim por ti.
Usavas no visor do telemóvel aquela fotografia mais que velha mas que foi a nossa primeira fotografia juntos. Rias ao olhá-la, porque sabias perfeitamente o que eu ia dizer: "Tira isso daí! Com tantas fotografias, porque é que tens logo essa? Que horror". Mas rias, sobretudo, porque sabias que diria sempre isto e sentiria sempre o contrário. Se o coração falasse alto o suficiente para que todos o podessem ouvir, mais alto que a minha voz, o que sairia seria "É tão bom olhar para o teu visor do telemóvel e ver-nos juntos, desde esse momento! Deixas-me tão "babada" por me trazeres sempre contigo e adoro que o faças...mesmo que essa não seja a nossa melhor fotografia!".
Hoje não sei se ainda guardas alguma delas...
Mas naquela altura, emq ue eramos assim um pelo outro, eu sabia, sem que nunca o dissesses, que não eram precisas fotografias para que me trouxesses junto ao peito...mas seria sempre bom poder olhar-nos com olhos de ver. Eras incapaz de apagar uma foto, por mais que saisse desfocada ou com cara de enjoo...
Mantinhas um sorriso na cara, mesmo quando eu ralhava sem razão, à espera que eu terminasse o meu monólogo irritante para depois me beijares e fingires que não disse nada.
Eras assim por mim!
Fazias os meus ouvidos zumbirem com as horas infinitas que passávamos ao telemóvel a dizer as mesmas coisas, da mesma forma, sem que perdessem o efeito que tinham tido da primeira vez que foram ditas.
Tinhas uma formula secreta para fazer os teus próprios olhos brilharem. Não imagino que pudesse ser de outra maneira porque nunca teria a pretenção de achar que era eu a causadora desse brilho que não perdia intensidade, nem por nada, de cada vez que me olhavas nos olhos.
Desfazias qualquer problema, em menos de nada, com sorrisos e brincadeiras. Por mais que voltasem a aparecer, por mais que soubesses que não os resolvias com subtilezas dessas, tu fazia-lo, porque bastava isso para que sorrisse e conseguisse fingir pelo tempo máximo possível, que não existiam.
Tinhas um livro de poemas aberto na ponta dos dedos e nos lábios. De cada vez que me tocavas e me beijávas, eu conhecia um poema novo. E o mais engraçado é que acho que não tinhas noção disso.
Tu eras assim. E eu também era. Talvez nenhum de nós fosse perfeito, mas eramos peças de um puzzle nosso, que encaixavam daquela maneira e formavam uma imagem coerente aos nossos olhos e ao nosso coração.
Eras assim e eu era assim por ti!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
preciso...
Preciso de me sentar no sofá, coberta com uma manta polar, presa nos pés, para não entrar nenhuma brisa que me arrefeça.
Preciso do cheiro do café quente e do sabor do chocolate com recheio de caramelo.
Hoje, o dia está negro, para mim. Não são a chuva nem as nuvens que cobrem o céu que me apoquentam.
O que verdadeiramente me esfria o ser, são os pensamentos e as memórias que me assolam.
Preciso de um abraço.
Preciso de deitar a cabeça no colo e chorar em silêncio, enquanto me passam as mãos no cabelo e me dizem baixinho que tudo vai correr bem.
Preciso de sair da claustrofobia desta cidade que, agora, se tornou tão mais insuportável pelo peso que cada lugar tem para mim.
Preciso de fugir à monotonia dos meus sentimentos e à rigidez da minha fala. Estou a ficar rodeada de coisa nenhuma e não há pior que isso.
Preciso das palavras certas.
Preciso de apanhar o cabelo sem que o elastico faça força suficiente para impedir que caiam farripas.
Preciso de esquecer que estou desiludida.
Preciso de me deixar vencer, só por um dia, pelo cansaço e pela falta de força para enfrentar o caminho.
Fecho os olhos. Deixo-me ficar imóvel, em silêncio até poder ouvir a minha respiração.
Quero dormir, mas sei que o sono não vem.
Não sei se quero gritar, se quero calar.
Não sei se quero parar, se quero erguer-me e seguir.
Mas preciso, preciso muito de descansar, de ficar quieta e, ainda assim, ir para longe.
Preciso de esquecer, mesmo que não queira...
Preciso do cheiro do café quente e do sabor do chocolate com recheio de caramelo.
Hoje, o dia está negro, para mim. Não são a chuva nem as nuvens que cobrem o céu que me apoquentam.
O que verdadeiramente me esfria o ser, são os pensamentos e as memórias que me assolam.
Preciso de um abraço.
Preciso de deitar a cabeça no colo e chorar em silêncio, enquanto me passam as mãos no cabelo e me dizem baixinho que tudo vai correr bem.
Preciso de sair da claustrofobia desta cidade que, agora, se tornou tão mais insuportável pelo peso que cada lugar tem para mim.
Preciso de fugir à monotonia dos meus sentimentos e à rigidez da minha fala. Estou a ficar rodeada de coisa nenhuma e não há pior que isso.
Preciso das palavras certas.
Preciso de apanhar o cabelo sem que o elastico faça força suficiente para impedir que caiam farripas.
Preciso de esquecer que estou desiludida.
Preciso de me deixar vencer, só por um dia, pelo cansaço e pela falta de força para enfrentar o caminho.
Fecho os olhos. Deixo-me ficar imóvel, em silêncio até poder ouvir a minha respiração.
Quero dormir, mas sei que o sono não vem.
Não sei se quero gritar, se quero calar.
Não sei se quero parar, se quero erguer-me e seguir.
Mas preciso, preciso muito de descansar, de ficar quieta e, ainda assim, ir para longe.
Preciso de esquecer, mesmo que não queira...
sábado, 10 de janeiro de 2009
Leva-me contigo

Acredito que tens asas, escondidas algures debaixo dessa roupa. Não és anjo nenhum, não é nisso que acredito. Acredito, apenas, que tens asas, que podes voar e levar-me contigo para esse mundo que só tu consegues penetrar e do qual me deixas, apenas, ter uma pequena visão, de quando em vez, quando estás bem disposto.
Alcança-me a alma.
Os meus pensamentos não tem outro dono que não seja eu mas, às vezes, consegues dominá-los melhor do que eu. Como fazes?
Não, não respondas. Não percas o ar de mistério que tanto tento desvendar, em vão.
Guarda segredo desses truques.
Assim não vão perder nunca a magia...nem me magoará nunca a forma como consegues ter tanto poder sobre ti e sobre mim ao mesmo tempo.
Desarma-me.
Tento, com custo, manter estas barreiras de auto-defesa...mas se tu consegues dominar-me os pensamentos, com certeza, não terás muita dificuldade em deitar abaixo muros psicológicos e paredes emocionais...
Vence-me os medos.
Guarda-os num lugar seguro onde eu própria não consiga chegar. Olha, leva-os no peito e, quando voares, deixa-os cair por terra, num sítio onde eu não chegue. Mesmo que isso signifique não chegar a mim própria. Leva-os! Vence-os por mim.
Conhece-me o olhar.
Se consegues, tanta vez e por tantos modos, tê-lo só para ti, tens tempo e maneira de o conhecer.
Rouba-me o coração.
Mesmo que isso me deixe indefesa, sem ar, perdida e arrebatada, rouba-mo e guarda-o ao pé do teu. Tenho a verteza que assim ele se sentirá menos sozinho e pode ser, até, que se entendam bem. Fica com ele, por tempo indeterinado e não me peças para o fazer. O medo pode ser mais forte. Mas tu não tens medo! Então, rouba-mo, fica responsável por ele, guarda-o e não me devolvas mais.
Mas, se não quiseres alcançar-me a alma, nem desarmar-me, nem vencer-me os medos, nem conhecer-me o olhar nem sequer roubar-me o coração...não faz mal...
Tu tens asas, podes voar...podes deixar-me conhecer o teu mundo...
Não faças nada do que eu pedi...melhor, esquece que tu pedi...mas leva-me contigo!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
dúvidas e dilemas...
Às vezes tenho medo de te perder...outras vezes tenho apenas medo da mudança.
Já não sei definir quando acredito em ti ou quando finjo que não tem importância a forma como finjo acreditar!
É incrível como é que, ao fim de tanto tempo, o único ponto em que acredito é que gostas de mim e que gosto de ti. Mas, se quando não vivemos uma situação como esta acreditamos sempre que o amor é capaz de tudo, que é o mais importante e, às vezes, a única coisa que importa, a mim isso já não me convence. Aliás, a mim nunca o amor me pareceu ter tão pouco peso. É assustador pensar uma coisa destas, mas é a verdade, pura e dura.
Fazes-me lembrar o poema de Eugénio de Andrade que outrora eu dizia de cor e salteado sem o menor peso. "Adeus"...
É que, realmente, começo a acreditar que "Já gastámos as palavras pela rua, meu amor e o que nos ficou nao chega"...gastámos as palavras e muito mais. Gastámos e desgastámo-nos com todas as crises, as dúvidas, as mágoas e as mentiras...
Estamos tão cravados um no outro, tão habituados a esta presença do outro na nossa vida que acho que falta a coragem de nos vermos um sem o outro, com medo que a ausência pese mais que este cansaço...
Como vai ser, meu amor?
Pensamos em passar uma vida juntos, ficamos felizes quando fazemos planos de um futuro a curto prazo...e quando estamos sozinhos ponderamos se queremos sequer continuar juntos?
Pois é, talvez tu não penses nisso...mas sou eu que me deparo com enganos e pequenas mentiras, com exigências e intransigências, com medos e dilemas...
Talvez não haja mais "pra sempre" em que acreditar...porque tudo o resto, toda a base disso se desfaz dentro de mim aos poucos...mas falta-me a coragem, falta-me a força para deixar de sentir a tua falta, da tua voz, do teu sorriso, da tua expressão, do teu corpo, do teu abrigo, do teu quarto, da tua presença, enfim...
Já não sei definir quando acredito em ti ou quando finjo que não tem importância a forma como finjo acreditar!
É incrível como é que, ao fim de tanto tempo, o único ponto em que acredito é que gostas de mim e que gosto de ti. Mas, se quando não vivemos uma situação como esta acreditamos sempre que o amor é capaz de tudo, que é o mais importante e, às vezes, a única coisa que importa, a mim isso já não me convence. Aliás, a mim nunca o amor me pareceu ter tão pouco peso. É assustador pensar uma coisa destas, mas é a verdade, pura e dura.
Fazes-me lembrar o poema de Eugénio de Andrade que outrora eu dizia de cor e salteado sem o menor peso. "Adeus"...
É que, realmente, começo a acreditar que "Já gastámos as palavras pela rua, meu amor e o que nos ficou nao chega"...gastámos as palavras e muito mais. Gastámos e desgastámo-nos com todas as crises, as dúvidas, as mágoas e as mentiras...
Estamos tão cravados um no outro, tão habituados a esta presença do outro na nossa vida que acho que falta a coragem de nos vermos um sem o outro, com medo que a ausência pese mais que este cansaço...
Como vai ser, meu amor?
Pensamos em passar uma vida juntos, ficamos felizes quando fazemos planos de um futuro a curto prazo...e quando estamos sozinhos ponderamos se queremos sequer continuar juntos?
Pois é, talvez tu não penses nisso...mas sou eu que me deparo com enganos e pequenas mentiras, com exigências e intransigências, com medos e dilemas...
Talvez não haja mais "pra sempre" em que acreditar...porque tudo o resto, toda a base disso se desfaz dentro de mim aos poucos...mas falta-me a coragem, falta-me a força para deixar de sentir a tua falta, da tua voz, do teu sorriso, da tua expressão, do teu corpo, do teu abrigo, do teu quarto, da tua presença, enfim...
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