Há um sítio que é só nosso. é o nosso sonho e só lá somos nós...misturamo-nos e unimo-nos. Somos felizes.
Lá, o sol é rei: reflecte-se nos nosos olhos e brilha através deles.
Houve um tempo em que não sabíamos senão as palavras. Hoje é a elas que não conhecemos!
Quando nos encontramos, há algo que inexplicavelmente nos faz viajar no tempo, regressar a tu e eu. Mas não da maneira que eu, secretamente, gostava. Nem sempre regressamos a quem fomos.
Sempre achei que eramos um do outro, que o teu coração seria, como sempre disseste, meu. Que era a mim que pertencias, não importa o que fosse acontecendo enquanto não nos reencontrassemos.
Achei que saberias sempre que era o teu olhar que nos unia, que eram os momentos de romantismo levado ao extremo que me faziam não te largar nunca, de vez, pelo menos.
E que, no fundo e no fim, estaríamos sempre certos de que tínhamos o mais imortante: eramos o amor da vida um do outro.
Fui burra, achei demais. Pensei demais. Esperei demais. Esqueci demais.
O tempo passou e nunca me dei conta de que esse lugar, só nosso, onde estamos sempre que nos juntamos, foi ficando cada vez mais longe, mais difícil de chegar e, sobretudo, muito mais pequenino do que fora, outrora.
O que será que me fez "deixar-te partir", deixar tudo o que sempre me deste passar-me ao lado, como se de indiferença se tratasse...?
Achei, realmente, que nunca te perderia, como tu não me perderias a mim...Achei que sabias disso.
Mais uma vez, deixei que o meu achar fosse a minha realidade e esqueci-me que poderia não ser a tua.
Deixei-me embrulhar em pensamentos idiotas de que se fosse sempre como tinha sido, quando nos conhecemos, se mantesse a "postura" e a rigidez, estarias sempre pronto a lutar, a dar mais, mais e mais...onde estava com a cabeça?
Hoje, leio as palavras que me escreveste, escuto as palavras que disseste, recordo os beijos que me deste, lembro-me de ti, como eras, como queria que continuasses a ser! Mesmo que tanta vez tenha desejado que mudasses.
Não aceito perder-te. Ao teu coração.
Durante todo o tempo que passou, fui aprendendo a achar que era tudo uma questão de tempo entre nós. Antes, terias sido a tu a achar tudo isto, que acho agora, que me acorda a meio da noite...e que se alimenta dos momentos que continuamos a manter, a recordar e,l sobretudo, dos momentos que vamos acrescentando ao livro das nossas memórias.
Hoje, sinto que não faz sentido aumentá-lo, porque sinto que haverá um dia em que será inevitável terminá-lo, fechá-lo....algo que nunca sequer ponderei.
Todos acreditam em nós. Às vezes, quase acho que tu também acreditas. Pois eu não sei.
Mudei tanto e tu mudaste ainda mais. Aproximei-me e, no entanto, tu afastaste-te. Procuras-me por momentos, quando me procuravas por eternidades; vês-me partir com segurança, quando choravas a cada passo meu. Não te conheço e, no entanto, quando estamos juntos, no nosso lugar, só nosso, reconheço-te ao pormenor.
Estás distante e tão perto, estás seguro dentro de mim sem sequer entrares no meu ser; estás tão ciente de n´so como absorto de mim...
Onde estás? Preciso de ti!
1 comentário:
As razões de tudo o que nos acontece costumam estar, ainda que por vezes de forma subliminar, dentro de nós...
No entanto, nem sempre sabemos como descodificar ou decifrar os nossos próprios códigos sentimentais/relacionais...
Acho que o que se deve exultar deste teu post é o facto de teres consciência de que as coisas mudaram. Como, quando e porquê podem ser as próximas descobertas, desde que isso não te prenda a nada nem a nenhuma ideia em especial...
O resto há-de vir: as respostas, as certezas, as descobertas. Confia em ti e vais ver que encontrarás tudo que procuras...
Fica bem.
Bj
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