quarta-feira, 9 de julho de 2008

As lágrimas correram-te pelo rosto, molhando-o...uma a seguir à outra, sem parar!
Limpei-as, mas voltaram a cair, era inútil...
Estava frio e no entanto não tremeste, nem por um momento. Estavas apático e, no entanto, eu sabia da tua revolta. Peguei te na mão, passei os dedos nos teu braço e pousei-a, finalmente, na tua perna...não te moveste, nem por um segundo. Pelo menos, não para mim. Não queria sair de junto de ti, mas há momentos que são feitos para estarmos com determinadas pessoas...eu não era parte delas.

Incrivelmente, por momentos, quase me convenci de que era...talvez porque, nesses momentos, eu desejei sê-lo.

Ver-te ali, longe do meu alcance, mas debaixo do meu olhar, a sofrer, fez-me chorar também.

Foste tanto para mim, durante tanto tempo...fui tanto mais para ti, ainda...e, no entanto, hoje não consegui chegar a ti! Não te soube falar, não te soube chegar, não te soube consolar...
Quis que chorasses no meu ombro, mas alguma barreira que nunca existira antes não deixou.

O tempo passou e já levou tanto do que foi...mas, nestas alturas, somos nós dois de novo...és tu comigo, sou eu contigo...sempre! Como se o tempo não tivesse passado. Ou melhor, como se o tempo tivesse passado mas estivessemos estado sempre juntos...e não sei porque assim é...

"Estais ambos insensivelmente, irremediavelmente, fatalmente caminhando um para o outro"...

Num livro famoso, está esta frase, sobre dois amantes... A mim, disseram-ma sobre nós...
E tu, dizes, sem hesitar, que vamos casar. Vamos? Eu gosto quando dizes que sim, gosto de acreditar e de sorrir quando o dizes!

E "sempre, pra sempre, vou gostar de ti"

4 comentários:

Joaninha disse...

Meu anjo..

uma vez disseram-me "Há razões que a própria razão desconhece"...

Não penses por agora, não tentes entender, não tentes justificar, não tentes sequer encaixar os momentos tão distintos que vives, ainda que na tua vida.

Descansa, um dia saberás o que estás a sentir, saberás o que deves fazer.

Hoje e sempre, estou aqui para ti*

Filho disse...

Este texto faz-me lembrar uma conversa que tivemos uma vez acerca da teoria da "Outra Parte", defendida pelas antigas tradições...

Pelos vistos estamos perante uma dessas situações. E ainda bem que assim é...

Uma vez mais (estranhamente, isto começa a acontecer mais vezes do que podia imaginar =P) a Joana tem razão: não vale a pena tentar encaixar nada nem escalpelizar a situação. Um dia, mais cedo ou mais tarde, e isso pouco importa, irás perceber o porquê de tudo - e isto sim já importa...

Até lá caminha com a certeza e a convicção de quem sabe a estrada que percorre e o rio em que mergulha, mesmo não sabendo. O ser humano também tem instinto e deve segui-lo e deixar-se orientar por ele. Vale a pena, acredita...

Toda a sorte e felicidade do mundo...

Bjs

Joaninha disse...

Sr Filho

(e desculpe lá D. Inês este comentário à parte do seu post e do seu blog)

mas, para si só tenho dois comentários a fazer:

"estranhamente"? Você anda a usar umas palavras estranhas... ahahah :D

"a Joana tem razão": há pois tem! Mas ainda tinhas dúvidas? :) Mai nada!!!

Nês disse...

Isto sinceramente, use-se o meu blog para se espalhar notícias, para expressar opiniões e, porque não, para "atirar" umas paçavrinhas de pura brincadeira entre amigos...

voces dois são o "Deus me livre"!!!

Esteja à-vontade, sra d. Joana...ora essa!!!

Beijo aos dois...suas personagens estranhas