segunda-feira, 16 de junho de 2008

Às vezes, no silêncio do escuro, acho que te oiço.

É impossível ouvir-te mas, mesmo assim, eu oiço.
Não sei o que me dizes, não sei e não interessa. Reconheceria a tua voz em qualquer lugar, em qualquer momento.

Em cada canto desta cidade há uma recordação tua. Posso rever cada momento, cada palavra, cada sorriso. Sei que estás, ou melhor, estamos, um pouco de nós, preso e espalhado pelas pedras do chão que pisámos, a pairar no ar que nos abraçou, a descansar nos bancos que sentámos...

O teu sorriso, ainda o vejo, o teu cheiro ainda o sinto, como se estivesses, ainda, aqui, bem junto de mim. Quem me dera que assim fosse! Mas não estás...

Ontem à noite quis dormir, mas o sono não veio...teria vindo, com certeza, se estivesses...mas não estavas e o sono não veio.
Fiquei quieta, sem ouvir um único som, a lembrar-me de ti. Dos teus olhos, do teu sorriso, do teu cabelo, das tuas mãos, do teu cheiro, do teu som, do teu jeitinho de ser...de ti, simlpesmente.

As saudades não foram embora, e o sono não veio. Eis a minha noite, quando não estás.

Sinto falta do teu abraço. É impossível não sentir. Quando me abraçavas, sentia-me como se nada no mundo inteiro fosse tão poderoso...como se estivesse protegida de todos os males. Não sei se estava...que importa? Era assim que me sentia!

Ainda estás presente em mim, todos os dias. Não sei se algum dia deixei que assim não fosse...não sei se algum dia vou querer que assim não seja!

Pergunto-me vezes sem conta (e não consigo ter resposta...)... será que te lembras assim de mim, como me lembro de ti?

2 comentários:

Filho disse...

Obrigado...

Ao ler este texto, lembrei-me de quando também senti coisas como as que descreveste...

Belas palavras...

Bj

Joaninha disse...

Simplesmente belo...

Cada descrição, cada palavra quase que desenhada...

que lindo é amar. E ser amada... =)
Estou e estarei sempre feliz por ti e a apoiar-te. Independentemente de tudo e todos...

Bjo grande