segunda-feira, 30 de junho de 2008
You raise me up
When troubles come and my heart burdened be;
Then, I am still and wait here in the silence,
Until you come and sit awhile with me.
You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up... To more than I can be.
You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up... To more than I can be.
There is no life - no life without its hunger;
Each restless heart beats so imperfectly;
But when you come and I am filled with wonder,
Sometimes, I think I glimpse eternity.
You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up... To more than I can be.
You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up... To more than I can be.
You raise me up... To more than I can be.
Acho, muito sinceramente, que esta era a melhor homenagem que te podia fazer, hoje, dia do teu 24º aniversário. Porque esta é a letra perfeita para retratar aquela que era e que será sempre a nossa amizade...a mais pura!
Podia dizer milhões de coisas...as palavras não mudam nem transmitem, com a nitidez que gostaria, pelo menso, o que sinto hoje, por não te poder abraçar e dizer que te adoro, que és a minha grande força, como foste sempre e que revivo vezes sem conta todos os momentos que vivemos juntos (inclusivé o momento final, que nunca deixará de me assaltar a meio da noite), na esperança de te trazer mais perto do que, na realidade, posso...
O teu sorriso, não o posso trazer de volta. Mas, se a tua família, os que te viram nascer têm a força para te lembrar com um sorriso (mais do que eu própria), então, hoje, eu também saberei fazê-lo, por muito que, cá dentro, tenha o coração dilacerado com a falta que me fazes a cada momento que passa.
Queria dizer-te imensas coisas, mostrar-te o quão importante és para mim...mesmo sabendo que, aí do alto, tu sabes de tudo o que sinto.
Sempre viste em mim mais do que eu própria, acreditaste mais do que eu própria e sorriste sempre, sempre...mesmo quando os momentos magoavam. Mostraste-me sempre o melhor caminho, com palavras si9mples e doces, tal como tu próprio o eras.
Queria, apenas por um momento, sentir de novo a tua face, sentir o vento bater-te nos cabelos longos. Queria estar junto a ti, pertinho como sempre estivemos. Queria abraçar-te!
E não posso. Não consigo, por mais que me esforce. Tento e não consigo...
Queria poder sentir o toque da ponta dos teus dedos no meu cabelo e ouvir-te dizer, como fizeste sempre, que está tudo bem. Mesmo sabendo que não está e não estará mais, porque não estás comigo. Queria agarrar o passado e poder mantê-lo junto ao peito...
Sinto que te arrancaram de mim, que te roubaram da minha vida, tal como senti no dia em que te beijei a testa (como fazias senpre comigo) e te toquei o rosto frio.
Mas hoje, no dia do teu aniversário, eu vou saber deixar cair as lágrimas, sim, mas vou lembrar o teu sorriso e a tua alegria que tanta falta me faz...
Hoje, vou dar-te os parabéns em silêncio e beijar-te nos sonhos, como fazia quando estavas presente...
Vou deixar-me levar pelo som da tua voz e estar lá, em mais uma homenagem, esperando que me oiças e me vejas, me protejas e me ames como sempre...
Masi uma vez, é em ti que confio para que as forças não me faltem...
"You raise me up"...ontem, hoje e sempre...
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Querer...
Tenho tudo e não tenho nada.
Estou feliz e, ainda, miserável...É detestável pensar assim, quase como se tivesse pena de mim, mas não tenho.
Cada gota de chuva me quima a pele; cada raio de sol esfria a minha alma; cada noite me fere a vista...
Desde que te tenho é assim...e sempre que te perco é pior! Bem pior, por sinal.
Sei que sentes cada palavra que não digo e sofremos juntos torna a dor tão mais suportável que, perto de ti, quase me esqueço!
Apetece-me passear na praia e proibir as ondas de apagar as nossas pegadas...quase como se achasse que isso nos manterá juntos para sempre! Como se isso fosse possível!
Utopias, é o que é...
Habituei-me a ler no teu sorriso as palavras que não dizes! E não têm menos valor, posso assegurar-te. São doces, são ternas...e são só nossas!
Tenho vontade de me rir só de me lembrar das parvoíces, das brincadeiras que são tuas e minhas e não deixam de o ser!
Quero de volta os minutos que passamos juntos, assim que saio de perto do teu ombro.
Quero o sabor do teu beijo, que me roubas entre conversas e provocações...
Quero o cheiro do teu pescoço que trago junto ao queixo quando me abraças...
Quero a voz das palavras que me dizes com um sorriso, enquando me proteges do mundo lá fora.
Tenho medo do teu medo e pavor do teu pavor...e quero te!
Porque tu és o meu querer e queres me com a mesma força...
Porto de Abrigo...
Custa-me respirar!
Porque será que fui atirada para dentro de uma redoma, como se não tivesse um sistema imunitário que me permitisse vaguear ou simplesmente respirar??
Porque será que se meteu na cabeça desta gente que me rodeia que é aqui que pertenço??
Não estou - ainda - a sufocar. E até sei porquê! Porque duas ou três pessoas, as que realmente importam (felizmente), apesar de não todas as que importam (infelizmente) se dedicaram inteiramente a fazer pequenos buracos neste "tecto" que me cobre e me faz suar...do calor e do esforço...
Portanto estou metida numa estufa, como se fosse frágil o suficiente para me quebrar, caso contrário...
E, no entanto, quando te vejo e te oiço, é como se, de um só gesto, tirasses plásticos e tudo o mais que me cincunda e me desses de novo o ar puro de que preciso para viver!
segunda-feira, 16 de junho de 2008
É impossível ouvir-te mas, mesmo assim, eu oiço.
Não sei o que me dizes, não sei e não interessa. Reconheceria a tua voz em qualquer lugar, em qualquer momento.
Em cada canto desta cidade há uma recordação tua. Posso rever cada momento, cada palavra, cada sorriso. Sei que estás, ou melhor, estamos, um pouco de nós, preso e espalhado pelas pedras do chão que pisámos, a pairar no ar que nos abraçou, a descansar nos bancos que sentámos...
O teu sorriso, ainda o vejo, o teu cheiro ainda o sinto, como se estivesses, ainda, aqui, bem junto de mim. Quem me dera que assim fosse! Mas não estás...
Ontem à noite quis dormir, mas o sono não veio...teria vindo, com certeza, se estivesses...mas não estavas e o sono não veio.
Fiquei quieta, sem ouvir um único som, a lembrar-me de ti. Dos teus olhos, do teu sorriso, do teu cabelo, das tuas mãos, do teu cheiro, do teu som, do teu jeitinho de ser...de ti, simlpesmente.
As saudades não foram embora, e o sono não veio. Eis a minha noite, quando não estás.
Sinto falta do teu abraço. É impossível não sentir. Quando me abraçavas, sentia-me como se nada no mundo inteiro fosse tão poderoso...como se estivesse protegida de todos os males. Não sei se estava...que importa? Era assim que me sentia!
Ainda estás presente em mim, todos os dias. Não sei se algum dia deixei que assim não fosse...não sei se algum dia vou querer que assim não seja!
Pergunto-me vezes sem conta (e não consigo ter resposta...)... será que te lembras assim de mim, como me lembro de ti?
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Memórias...
As pessoas são as mesmas e não as reconheço, também. Não tinha porque as reconhecer, mas faz-me pensar o quanto posso ter andando distraída todo este tempo.
Os sítios vão-se modificando, aos poucos, como eu também, mas por breves instantes, sinto-me como se não tivesse acompanhado essas transformações.
Já na minha infância as ruas eram as mesmas que percorria e consigo lembrar-me de como mudei enquanto pessoa ao longo dos tempos, consigo lembrar-me dos difrentes sentimentos que me foram acompanhando...mas não consigo deixar de me sentir, hoje, uma estranha, perdida em ruas que não conheço.
Como pode isto ser?
Como posso ter tido os olhos fechados aos pormenores que me rodeiam? Terei, com certeza, tido a atenção centrada em outros dados que me enchem a mente e o coração de memórias a que, penso, sou capaz de recorrer, ainda! - será?!
Paro em frente ao jardim que foi tanta vez o meu abrigo e reparo, pela primeira vez - se a memória não trai - no quanto é bonito, e no quanto me parece diferente em tantas alturas que lá passei.
Engraçado, quase consigo rever todos os momentos em sépia, demosntrando o quanto são "velhos", por mais que não tenham acontecido há mais que alguns meses...e apercebo-me: é grande o poder dos sentimentos que rebobina a mente e mistura cronologias consoante a importância dos momentos.
Quero sentir de novo a chuva a esorrer-me a pele, tal e qual como no dia em que senti o abraço de alguém especial que não esqueço.
Quero sentir a brisa que senti quando lhe chamei "pitxukinha" pela primeira vez, a quem sempre esteve comigo, mesmo nos momentos em que mais ninguém esteve.
Quero voltar a sentir o calor do pico do verão enquanto vi o fogo de artíficio com ele pela primeira vez e cruzámos o olhar.
Quero correr com a "minha Pió", dos meus três anos.
Quero sentir o coração bater mais rápido e dizer que "sim, aceito" repetidamente, até me faltar o ar.
Quero...
Quero o passado repetido constantemente a cada novo dia que passa, para poder ter perto tudo o que me fugiu e abraçar tudo o que escapou.
Quero recuperar o tempo que agora se chama "memórias" mas não posso...
Talvez seja isso mesmo que me faz vincar cada pormenor, hoje...tenho medo de querer e não conseguir mais lembrar-me...
.....
Desesperadamente, caminho, corro, mas não encontro o ar que preciso para não sufocar...
Como podes saber o cheiro de uma rosa que apareça na televisão? Como podes determinar o fim de algo que não tenha começado? Como podes cantar uma música que nunca tenhas ouvido? Como podes rejeitar o que não conheces?
Não sabes responder-me, não sabes explicar-me e, achas tu, não precisas. Porque, como se diz, quando não se tem a resposta na ponta (nem debaixo) da língua, "as coisas são mesmo assim".
Não, não são. São, se as fizeres assim, porque, caso contrário, cada cheiro, cada som, cada visão é, sem tirar nem pôr, uma surpresa que só podes conseguir se tentares.
Tive sonhos que não cabiam no coração. Hoje posso trazê-los, aos que me restam, fechados numa mão.
Tive ilusões que preenchiam o meu caminho. Hoje posso escrevê-los, aos que me restam, numa folha de pergaminho.
Tive medos que não passavam de intenções. Hoje não podia carregá-los, aos que chegaram, nem com dois corações.
As palavras podem, se quiseres, ser infinitas. Basta dizê-las, basta escrevê-las...basta, até, pensá-las. Mas uma vez ditas, escritas, pensadas...não há volta. Tal como a seta que lances. E lanças, tanta vez, essas setas que nem sempre acertam, mas que quase sempre ferem.
E, no dia mais comum, em que seguirei o meu caminho, ficarão marcadas as acções que tomaste e não as que, agora, gostarias de ter tomado.
Não posso mudar o passado mas posso escrever o futuro. Até tu sabes que é mais sábio o que se cala por não saber do que o que fala sem saber o que diz. E até tu sabes que ver a vida através de um vidro não é vivê-la...por muito que preferisses que fosse esse o meu papel.
Sem erros, soubeste chegar-me ao coração das formas mais doces e mais cruéis, como se tivesses feito, horas a fio, cálculos em papeis.
É quase como dizer "dói tanto e sabe tão bem...", porque és um doce quase malicioso.
Lembra-te, ao invés de me travares cada passo, que aqui ou do outro lado do mundo, no meio do tudo ou cheia de nada, o sol nasce, brilha e põe-se todos os dias. Contigo ou sem ti. Sempre e nunca.
O teu olhar dá-me respostas de perguntas que nunca fiz e, se me apetece abraçar-te, nem sequer quero tocar-te.
Estás em mim...dispo-me de ti...
"os cinco"...nós...
Espreito e estamos la todos! Os sorrisos e os olhares descontraídos não deixariam transpôr, a quem quer que fosse, aquilo que o tempo traria.
Quando o sol nascia, nascia o sorriso e as gargalhadas também não tardavam, porque estavamos juntos, todos nós. E sentiamos que não precisavamos de mais nada! Só úns dos outros. Protegiamo-nos, com meio metro de tamanho e um coração enorme, que mal nos cabia no peito.
As brincadeiras eram as mesmas, todos os dias e não nos cansávamos, porque eram uma infinidade delas, todos os dias. De princesas a dragões, de feiticeiros a mutantes, de cantoras a jogadores de futebol, de familias inteiras a crianças perdidas, de sonhos a fantasias...conseguiamos tranformar o mundo imaginário das brincadeiras em pura realidade, em que o tempo durava o que queríamos e o dia só se punha quando estavamos cansados ou quando a imaginação trazia à tona uma nova história.
Entre nós, o difícil era parar.
Os nossos "X-man", que revejo em filmes, agora, tinham magia em cada palavra, porque éramos nós, seríamos sempre nós e estariamos sempre juntos. Era tudo perfeito, até as pequenas zangas que não duravam mais de meia hora, mesmo quando jurávamos (quase nunca) que seriam eternas.
O cheiro doce dos olhares cúmplices, com o passar do tempo, não mudou. A distância nunca foi imensa, apesar de ser maior que a desejada, nesses tempos, e mesmo assim, quando nos juntávamos, o tempo dissolvia-se em promessas de mudar tudo isso.
Cinco...
Sempre fomos "os cinco" e mesmo quando os grupos se misturaram, se separaram, se trocaram, fomos sempre nós cinco, "os cinco" e achámos que ia ser assim para a eternidade.
Nós, as princesas, sempre protegidas, sempre trazidas com todos os cuidados, debaixo do ombro, eles, os duques, os fortes, os companheiros, os protectores, como nunca terei outros...
Nunca disse, nunca foi preciso...mas garanto que gritei, muitas vezes, dentro do peito, o quanto esses tempos, essas brincadeiras, essas memórias e essas vidas, que ainda viviamos, eram o meu pilar.
Quando o tempo passa, nem sempre é possível voltar atrás, nem sempre é possível remediar, porque o tempo não pára e não espera e, sobretudo, porque o tempo mostra, muitas vezes (vezes demais) o verdadeiro significado das palavras "tarde demais".
Nunca soubemos o verdadeiro sentido delas, porque estávamos juntos. E quando estávamos juntos, tudo era possível.
Quando fomos crescendo, os sentimentos misturaram-se...como teria que acontecer, provavelmente, porque era isso que a idade nos exigia, sem querer. As brincadeiras deixaram de ser reais e o real, às vezes, não parecia ser mais que uma brincadeira. Mas nunca, nunca deixámos que o que nos unia se desvanecesse.
Nunca antes tinha compreendido o porquê de se mostrar, todos os dias, o amor que une tempos, distâncias, memórias...o nosso amor, d' "os cinco".
Não quis nunca dizer adeus, nenhum de nós quis e, a verdade, é que já não tivemos tempo de dizer adeus àquele que soube sempre manter-nos juntos, manter-nos vivos, aquele que era o mais sábio e o mais inocente, o mais esperto e o mais brincalhão, o mais ponderado e o mais louco, o melhor amigo que todos nós podíamos e devíamos ter, para sempre...
Olho pelo buraco da fechadura e estás lá...olho e vejo-te...
Hoje, nós os quatro somos, juntos, um castelo de areia que a água insiste em derrubar, a quem faltam os pilares...a quem falta, literalmente, o quinto elemento.
Com o peso da falta que fazes, com o medo de que seja sempre assim, tento buscar a força de nós quatro, para tentar derrubar a porta que não se abre, a porta da fechadura por onde espreito.
E, então, de repente e como uma pontada no peito, percebo: o buraco da fechadura não é mais que a minha mente, o recreio...são só memórias!
P.S.: Este texto é dedicado aos cinco...e para todos nós, uma marca da saudade que ficou...
Tânia, Ricardo, Bruno (mano)...vocês três manterão sempre, comigo, um pouco d'os cinco vivos...Luís, estás em todos e em cada um de nós...serás sempre o nosso "Wolverine", o irmão que nos falta e o anjo que "ganhámos"...
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Espera...

Vou esperar que a porta se abra e rebente as trancas que a seguram;
Vou esperar que o vento sopre com mais força e me leve os medos;
Vou esperar que os porquês se desvaneçam no sal das lágrimas que vou deixar cair;
Vou esperar que o sorriso nasça, por entre feridas saradas à força.
Não vou mover-me para não ter que sentir o peso das pernas cansadas e do olhar perturbado.
Não vou, porque não quero, não consigo, não posso.
Mas posso esperar e eis o que farei: vou sentar-me no parapeito da janela, encostar os cabelos ao vidro que me separa do sol quente lá de fora. Vou ficar acordada toda a noite, vou despir-me de lamúrias e esperar...só esperar!
Vou esperar sem pressas e sem impaciências.
Vou, acima de tudo, esperar, porque sei que vens.
E quando vieres, o vidro quebra, e estou lá fora; a porta abre-se, com certeza, porque o teu coração é mais forte que as trancas que me impõem; e as lágrimas já terão caído, quando vieres.
E sei que vens! Vens llimpar-me os olhos com beijos de mel e caiar as minhas paredes de sonhos coloridos. Vens libertar-me das prisões que criei em mim, dos medos que se acumulam e das frustrações que não vieram porque nem sequer tentei.
Vens...sabes porquê? Porque vais levar-me contigo! Vamos fugir, juntos, para a terra do nunca...vamos fugir para o outro lado do mundo, para outro mundo, se preciso.
- Vens? Vamos fugir?
- Sim, vou...vamos fugir! ...então espera-me, porque eu vou...
E eu sentei-me, no parapeito da janela, hoje...e esperei! E tu vieste...
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Amor...
Conheço-te o sorriso como se de sorrisos a nossa vida se tratasse. Mas não é bem assim.
Porém, desta vez, esquecemos que a realidade é dura e embrenhámo-nos em sonhos e utopias. O amor não é, não pode ser uma utopia...mas às vezes, se for tratado assim, é mais fácil, menos doloroso...e igualmente delicioso!
Sorriste e eu sorri também. É tão bom quando sorrimos os dois! O mundo fica melhor...
Como crianças, passámos do sorriso à gargalhada, como amantes trocámos olhares que só nós descodificamos, como cumplices trocámos frases e piadas que só nós conseguimos formular e descodificar.
Estás cravado em mim. Como uma tatuagem, como um ferro aquecido e encostado à pele. Estás, para não mais sair! E quando sorriste, foi bom pensar que assim é.
Li, nalgum, sítio, que o amor será sempre amor, por mais que assuma diferentes formas. Descansei ao lembrar-me disso. Quando sorriste, o teu amor não foi maior nem menor do que quando me olhaste, com ternura, dentro da alma. Mas estava estampado em todo o teu ser que esse amor não morre, por muito que possamos fugir ou nos queiram afastar dele.
Se olharmos para uma flor, acabada de plantar, ela está lá...pequenina, frágil, quebradiça, até...Cresce, fica mais forte, mais viva, mais imponente. E, quando o seu fim, um dia, estiver perto, ela está mais murcha, sem cor...mas será sempre uma flor, "a" flor...a nossa flor.
E tu, serás sempre "o" amor...o meu amor!
Por entre sois e luas, é como se cada sorriso estivesse escrito e traçado, como se, de tão espontâneo que parece, fosse algo inevitável e impossivel de fugir...
Não sei definir amor...perdoem-me os mais sábios, mas não sei...sei senti-lo, mas não explicá-lo...
Por o amor em papel não é tarefa fácil, mas por meio de analogias e de sentimentos, se conseguem proezas (nem sempre...).
Não sei, também, controlá-lo e não quero.
Porque sorriste!
E eu sorri contigo...
Porque quando sorrimos os dois, sabemos ser um só! Mesmo sem nos tocarmos.
E quando pronuncias o meu nome, quando sorris, tenho a certeza que tudo estremece dentro do meu coração!
domingo, 1 de junho de 2008
Quero escrever e não é fácil fazer sentido. Aliás, não é fácil respirar.
Sinto-me sinceramente a sufocar! Este espaço não me chega, esta gente não me chega e sobra-me, ao mesmo tempo...
Como se faz para sair do nosso próprio aconchego, quando as vozes que antes nos acalmavam, agora nos põem, literalmente, e como se costuma dizer, "os nervos em franja"...?
Como se faz quando onde antes estava o porto de abrigo, agora está o centro da tempestade?
Como se faz para optar entre "toda a vida e segurança" e "a loucura e o coração"?
Eu não sei.
Ter respostas para os outros? Uui, respostas para os outros sobram-me nas ideias...os porquês ficam fáceis, as ajudas não findam...para mim...fico sem saber sequer para onde apontar os "porquês", quanto mais responder-lhes!
"Dias melhores virão!", todos dizem! Quero acreditar...mas a verdade é que já não acredito. Não neste caso, não nesta vida. Está traçado...
Porquê?? Tanta gente faz esta pergunta...tantos motivos para isso...mas este porquê doi-me a mim perguntar, masi do que qualquer outro. Doi-me na alma...doi me no sangue!