sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A noite nunca me pareceu tão longa. As horas teimam em não passar. Ouço a minha própria respiração nervosa e ansiosa e a chuva caia ruidosamente na janela, como se quisesse parti-la.
O coração, acelerado, diz-me que era preciso descansar, para que o tempo voasse. Mas o sono não vem, mesmo assim.

Às voltas e voltas, os lençóis que estiveram esticados, estão agora presos em mim. Quase sufoco, com esta agitação.

Quando finalmente a noite passou, quando finalmente o cansaço vençeu, o despertador tocou, e o meu dia começou.

Mas a agitação não acalmou, o coração não abrandou e o nó na barriga parece querer aumentar à medida que o tempo (não) passa.

Onde estarás? Olho para o céu, à espera de ver um qualquer avião que, com esperanças desmedidas, me convença de que estás a caminho. Mas se há dias em que o céu me parece uma auto-estrada, hoje não é um desses dias.
Não tenho como saber de ti, não tenho como perguntar por ti. Só posso esperar que me dês um sinal, que me procures.

Estás a chegar, que eu sei. Alias, a esta hora, tens que estar, já, em terras lusitanas. Mas tenho que continuar a esperar...

Acho que tenho o coração na boca, prestes a sair disparado.

Vem depressa...tenho saudades...

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