domingo, 30 de novembro de 2008

Fotografia

Tenho-a na mão, a esta fotografia e fito os olhares que sabia fazer, tão espontâneamente, em pequenina.

Então, apercebo-me, não é uma fotografia que tenho na mão, é toda uma caixa de memórias que já não me assolam os pensamentos com a mesma frequência do que terão feito, com certeza anteriormente mas que, asseguro a mim mesma, ainda consigo encontrar com alguma facilidade sempre que tento fazê-lo, de resto.

Há brilhos que se perdem...mas há olhares que ficam, como aqueles que fazia, em pequena, a espera que o flash da máquina fotográfica captasse os meus pensamentos e os meus sonhos.
Só era impossível esperar que olhasse mais tarde para este pedaço de papel e invejasse o olhar maroto e brilhante que sabia oferecer sem esforço, nessa altura...

Onde será que se perdeu, aquele sorriso pequenino que hoje não sei, nem a esforço, fazer da mesma forma?

Era mais fácil se conseguisse ficar presa naquele momento, que agora tenho na mão e que temo em pousar, não vá aquele sorriso perder-se de novo, aquela espontaneidade inocente que trazia segura e como um dado adquirido!

Por breves instantes, revivo tudo o que não volta atrás. Mas, por outro lado, não teria o mesmo som, nem sequer a mesma côr repetir infinitamente os mesmos momentos...
Sou diferente e posso até ter perdido esse sorriso e esse olhar. Mas terei, com certeza, ganho outros...e saberei viver com eles...

1 comentário:

Joaninha disse...

A inocência de quando éramos crianças fazia-nos ser felizes e sorrir de forma que, dificilmente, a idade adulta nos permite voltar a repetir...

Não porque queremos mas porque, incrivelmente, nos sentimos mais frágeis, mais desprotegidas, mais perdidas...

Luto todos os dias para não perder o meu rumo e penso muitas vezes em ti... que te encontres, que aches aquele caminho que tanto procuras, que sorrias daquela maneira tão pura, que sejas feliz...

Adoro-te meu anjo*bjo gd