terça-feira, 27 de maio de 2008

Meu anjo da guarda...

Pensei que escrever-te podia acalmar a falta que me fazes, todos os dias. Teria que o fazer constantemente. Escrever para respirar; respirar para viver. Não importava...se o efeito fosse o desejado.
Sempre foi inimaginável viver sem a presença de ti. Mas acabou por acontecer. Fazes-me falta. Não custa admitir. Custa, sim, saber lidar com isso. Ensinas-me?!

Pensei que saberia aceitar ou perdoar a tua ausência, à medida que o tempo passasse. Mas o tempo passa, a tentar, ainda por cima, levar com ele as memórias que construíste comigo.

Tento dormir mas, de cada vez que fecho os olhos, lá estás tu. A olhar-me e a tentar perdoar-te por teres partido, por me teres deixado em ti. Também eu tento perdoar-te. A ti ou a quem quer que seja essa força que me venceu.

Pensei que o tempo era meu amigo. Não foi.

Tu, que sabes, provavelmente, o porquê de tudo, porque não me podes explicar? Não podia perder-te. Não a ti, que foste sempre a minha resposta nas horas mais cruciais da minha existência; não a ti que eras mais do que aquele grande amor, mais do que aquele grande amigo; tu que eras mais do que as palavras podiam explicar.

Abria-te o meu coração era a chave. Passámos por tanto... E ainda preciso de ti, agora que não estás... Preciso de ti, hoje, como precisei todo este tempo e como vou precisar daqui em diante.
As pessoas não percebem. Dizem que o tempo cura tudo, que acalma a dor. É mentira.

Lembras-te de como fazíamos dos momentos durarem uma vida?
Lembro-me, eu, de como, acima de tudo, me protegias. A tua "canita", a tua menina, contra tudo e todos.

Queria tanto que estivesses aqui...preciso tanto do teu abraço...
Se não tenho como chegar a ti, como me vou aguentar o resto da minha vida?

Eternamente é muito tempo. E é o quanto me parece que teri de viver sem ti!

1 comentário:

Filho disse...

Um dia alguém disse que "tudo é eterno enquanto dura"...

Não sei se essa afirmação foi proferida nalguma circunstância especial, mas creio que o autor desta frase acaba por ter uma certa razão...

A eternidade somos nós que a perpetuamos nos nossos corações e nas nossas almas, somos nós que a decalcamos no livro branco que é a nossa vida e no qual escrevemos com o passar do tempo...

A mim parece-me que o que viveste ainda é eterno. Porque o recordas, porque o desejas e porque o assumes. É isso que torna eterna toda e qualquer experiência, toda e qualquer vivência...

Espero que possas manter esse carácter eterno em relação a essa situação e, de preferência, ao lado dessa pessoa que tantas e tão boas recordações te suscita...

Bj