Sinto-me afónica, perdida num sílêncio gritante, escondida numa escuridão forçada.
Mais uma vez, sem dó nem piedade, fiquei sem respostas. Fiquei, até, sem perguntas. Fiquei sem voz, sem ar suficiente que permita qualquer raciocínio lógico.
Cá estou eu, no fundo de um lago gelado, onde os movimentos custam mil vezes mais a sair.
Quero perceber como me deixei embrenhar, como me deixei envolver em braços que, desde o início, eu sabia que não podia ser apenas os braços que me faziam sentir em casa.....
Quero perceber como é possível ter baixado a guarda, como é possível ter ficado, de novo, vulnerável, depois de ter jurado fidelidade à frieza, à racionalidade, à sensatez.
Falhei! E de nada me vale perdir perdão à minha alma magoada. Seria só mais uma vez. Mais uma vez sentida mas, ainda assim, mais uma vez. E a culpa, incessantemente, é minha.
Não poderia eu ter tomado a cautela que todos os milimetros do meu corpo me diziam ser prudente? Não poderia eu ter sido, uma vez na vida, descrente? Não poderia...?
Perdoa-me, coração pequeno e frágil. Perdoa-me a imprudência, perdoa-me a incapacidade de ser mais forte que tu, uma vez na vida. E agora, que nada mais sei para dizer...fico novamente afónica, perdida, sem palavras...
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Cubo de gelo...
Gosto de gelo! Gosto!!
O gelo é limpo, é transparente.
O gelo é rijo...mas derrete!
Gosto de gelo a boiar no meu copo, a tocar-me nos lábios quando o encosto à boca.
Gosto de gelo porque o gelo refresca no calor e queima no frio.
Gosto do gelo que cai do céu e do gelo que se forma no mar.
Gosto do gelo onde enterro os pés.
O gelo é magestoso, excita, arrepia, dá o toque final naquele licor.
Gosto de gelo encostado à pele, gosto de gelo fino. Gosto de estalactites e de estalagmites!
Gosto de gelo...
...porque um cubo de gelo faz a diferença na minha vida...
E vai derretendo. Mas terá começado sempre como um cubo de gelo.
O gelo é limpo, é transparente.
O gelo é rijo...mas derrete!
Gosto de gelo a boiar no meu copo, a tocar-me nos lábios quando o encosto à boca.
Gosto de gelo porque o gelo refresca no calor e queima no frio.
Gosto do gelo que cai do céu e do gelo que se forma no mar.
Gosto do gelo onde enterro os pés.
O gelo é magestoso, excita, arrepia, dá o toque final naquele licor.
Gosto de gelo encostado à pele, gosto de gelo fino. Gosto de estalactites e de estalagmites!
Gosto de gelo...
...porque um cubo de gelo faz a diferença na minha vida...
E vai derretendo. Mas terá começado sempre como um cubo de gelo.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
espera
Sentada no parapeito desta janela velha detenho horas e minutos na inconstancia que tem sido a minha rotina, os meus sentidos, as minhas esperas.
Multiplico 360graus por milhões de voltas que já vi os ponteiros do relógio completarem. E o sol poe-se e volta a nascer. E eu tento não ver. Tento não perceber que o tempo está, efectivamente, a passar.
E, no meio das voltas que o ponteiro dá, no meio dos dias que vagueiam, percebo que queria que o tempo andasse, sim, mas apenas no momento em que alguma coisa mude. Ou o sol muda de tonalidade, ou o vento de direcção, ou então, idealmente falando, as minhas frustrações desaparecem num golpe mágico.
Gostava de perceber, antes do fechar da cortina, que as segundas oportunidades, quando são dadas, não equivalem em voltar atrás no tempo e que, no entretanto, tudo pode mudar, ainda que inconscientemente.
Tenho, dentro de mim, uma solidão avassaladora que me leva as forças num dia e mas empresta no dia seguinte. Tenho a solidão do mundo e a minha. Tenho a falta de coragem para continuar a esperar.
Tenho a ingratidão que é inevitável, tenho o egoísmo que não consigo contornar, tenho a amnésia conveniente de quem se fecha dentro de uma concha a magicar no passado.
Depende, com certeza, de cada um, a linha que a sua vida segue. Mas é necessário que haja vontade para lutar.
Sinto que tudo o que me vai na alma, que todos os meus pensamentos são contraditórios, assim como os caminhos. Então, cá me deixo estar, sentada à espera....e espero, espero, espero....
Multiplico 360graus por milhões de voltas que já vi os ponteiros do relógio completarem. E o sol poe-se e volta a nascer. E eu tento não ver. Tento não perceber que o tempo está, efectivamente, a passar.
E, no meio das voltas que o ponteiro dá, no meio dos dias que vagueiam, percebo que queria que o tempo andasse, sim, mas apenas no momento em que alguma coisa mude. Ou o sol muda de tonalidade, ou o vento de direcção, ou então, idealmente falando, as minhas frustrações desaparecem num golpe mágico.
Gostava de perceber, antes do fechar da cortina, que as segundas oportunidades, quando são dadas, não equivalem em voltar atrás no tempo e que, no entretanto, tudo pode mudar, ainda que inconscientemente.
Tenho, dentro de mim, uma solidão avassaladora que me leva as forças num dia e mas empresta no dia seguinte. Tenho a solidão do mundo e a minha. Tenho a falta de coragem para continuar a esperar.
Tenho a ingratidão que é inevitável, tenho o egoísmo que não consigo contornar, tenho a amnésia conveniente de quem se fecha dentro de uma concha a magicar no passado.
Depende, com certeza, de cada um, a linha que a sua vida segue. Mas é necessário que haja vontade para lutar.
Sinto que tudo o que me vai na alma, que todos os meus pensamentos são contraditórios, assim como os caminhos. Então, cá me deixo estar, sentada à espera....e espero, espero, espero....
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Sem marcha atrás...
"As coisas só deixam de ser verdade quando deixamos de acreditar nelas".
Acho que, assim sendo, há partes de mim que deixaram de ser, de existir. Coisas, pessoas, sentimentos.
Não trago rancor nas palavras. Talvez um pouco de desilusão, confesso...mas a dor já foi embora, com as crenças e as desculpas.
Ficaram fragmentos de memórias que já foram a razão de acordar, de sorrir, de chorar ou, simplesmente, de lembrar.
Acho que a vida é mesmo assim, não será? Talvez não tivesse que ser, mas é isto que faz de nós "o ser humano" no sentido que isso tem, nos dias de hoje. Esquecemos e rebuscamos, dentro de nós, as memórias esquecidas, quando entendemos que é tempo de "tentar de novo", de "dar uma nova oportunidade", de "reviver".
Normalmente, verdade seja dita, chega, também, o dia em que, cheios de resignação, voltamos a enterrar no fundo da gaveta esses bocadinhos do passado que teimamos em fazer presente.
A questão está exactamente aí: realmente, há uma razão (mais forte que o tempo, até) para que as coisas tenham, a este ponto, o nome de "passado"! E o passado não é nem será nunca presente. Assim como o presente não será nunca o futuro e vice-versa.
É um ciclo, em versão de auto-estrada. E, todos sabemos: nas auto-estradas não se faz marcha atrás!
Insisto, ainda assim, em fazer viagens interiores a esse passado, onde posso ver quem não está mas, sobretudo (e deitando fora qualquer cinismo), onde posso ir buscar pequenissimas razões para acreditar!
O amor seria, para a maioria, a viagem ao passado mais frquente. Para mim, são as "amizades". Sim, é uma verdade, uma amizade verdadeira é a versão mais pura do amor. Mas isso...é quando é verdadeira.
Vamos deixando que o vento nos leve as mágoas, que o tempo vá velando as nossas lágrimas. Passa o luto e, de subito...lá estamos nós, prontos e cheios de vontade de voltar a tentar. De arriscar e acreditar que, como se costuma dizer, "what you see is what you get". Não é! Na maioria das vezes, o que vemos é a antítese do que lá está. Mas os olhos do coração são assim mesmo: turvos, traiçoeiros, quase cegos. Por vezes, realmente cegos.
E é assim que, depois de uma vida inteira a dar de nós, a cuidar, a mimar, a acarinnhar, a limpar lágrimas, a sorrir só porque sim e a aparar todas aquelas quedas que sabiamos (e avisámos), desde inicio, que iriam acontecer, que tentámos evitar...mas que eram inevitáveis, somos esquecidos, atirados para um canto de uma sala cheia de caixas vazias (e outras cheias) de memórias que já não fazem falta porque, de súbito, já não mora ali uma criança.
E cá esta: divaguei! Mas, a verdade é esta, inquestionável e dura: aquele sentimento que, na maioria das vezes, qualquer um de nós aponta como o mais puro, o mais bonito, aquele do qual nunca abdicariamos...é o primeiro a ser traído. E com ele, também nós somos traídos, na esperança de que, sem querer, nada passe de um sonho mau!
Acho que, assim sendo, há partes de mim que deixaram de ser, de existir. Coisas, pessoas, sentimentos.
Não trago rancor nas palavras. Talvez um pouco de desilusão, confesso...mas a dor já foi embora, com as crenças e as desculpas.
Ficaram fragmentos de memórias que já foram a razão de acordar, de sorrir, de chorar ou, simplesmente, de lembrar.
Acho que a vida é mesmo assim, não será? Talvez não tivesse que ser, mas é isto que faz de nós "o ser humano" no sentido que isso tem, nos dias de hoje. Esquecemos e rebuscamos, dentro de nós, as memórias esquecidas, quando entendemos que é tempo de "tentar de novo", de "dar uma nova oportunidade", de "reviver".
Normalmente, verdade seja dita, chega, também, o dia em que, cheios de resignação, voltamos a enterrar no fundo da gaveta esses bocadinhos do passado que teimamos em fazer presente.
A questão está exactamente aí: realmente, há uma razão (mais forte que o tempo, até) para que as coisas tenham, a este ponto, o nome de "passado"! E o passado não é nem será nunca presente. Assim como o presente não será nunca o futuro e vice-versa.
É um ciclo, em versão de auto-estrada. E, todos sabemos: nas auto-estradas não se faz marcha atrás!
Insisto, ainda assim, em fazer viagens interiores a esse passado, onde posso ver quem não está mas, sobretudo (e deitando fora qualquer cinismo), onde posso ir buscar pequenissimas razões para acreditar!
O amor seria, para a maioria, a viagem ao passado mais frquente. Para mim, são as "amizades". Sim, é uma verdade, uma amizade verdadeira é a versão mais pura do amor. Mas isso...é quando é verdadeira.
Vamos deixando que o vento nos leve as mágoas, que o tempo vá velando as nossas lágrimas. Passa o luto e, de subito...lá estamos nós, prontos e cheios de vontade de voltar a tentar. De arriscar e acreditar que, como se costuma dizer, "what you see is what you get". Não é! Na maioria das vezes, o que vemos é a antítese do que lá está. Mas os olhos do coração são assim mesmo: turvos, traiçoeiros, quase cegos. Por vezes, realmente cegos.
E é assim que, depois de uma vida inteira a dar de nós, a cuidar, a mimar, a acarinnhar, a limpar lágrimas, a sorrir só porque sim e a aparar todas aquelas quedas que sabiamos (e avisámos), desde inicio, que iriam acontecer, que tentámos evitar...mas que eram inevitáveis, somos esquecidos, atirados para um canto de uma sala cheia de caixas vazias (e outras cheias) de memórias que já não fazem falta porque, de súbito, já não mora ali uma criança.
E cá esta: divaguei! Mas, a verdade é esta, inquestionável e dura: aquele sentimento que, na maioria das vezes, qualquer um de nós aponta como o mais puro, o mais bonito, aquele do qual nunca abdicariamos...é o primeiro a ser traído. E com ele, também nós somos traídos, na esperança de que, sem querer, nada passe de um sonho mau!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Meu anjo, meu Luis...
Tenh amigos. Tenho bons amigos, melhor dizendo. Tenho uma família extraordinária. Faço o que gosto, tenho o meu espaço.
Está sol lá fora e posso aproveitá-lo, de quando em vez, e sorrir.
Mas há um Inverno que não me deixa, nem me deixará mais. Está frio longe de mim. E terei sempre uma parte de mim que está longe.
Partiu com ele e não volta mais. Foi para lá daquilo que posso ver, sentir, tocar ou sequer imaginar. Isso é o que doi mais. Não poder imaginar, porque não tenho um ponto de referência. Sempre fui pessoa de pntos de referência, de guias, de sinais, de algo a que me agarrar. Mas, quanto a ele, e quanto a esta parte de mim, só posso agarrar o vazio.
Tenho as recordações. O tempo passa e às vezes assusta-me que, por muito que possa recordar, com toda a nitidez, o momento, não consiga visualizar, sem qualquer esforço, o pormenor da voz dele e do cheiro que emanava daquele cabelo comprido e sempre brilhante.
Dói-me o peito sempre que penso, por um segundo que seja, que a vida vai correr, até ao meu fim, sem aquele abraço que foi o meu conforto toda a vida. Desde antes do que me consigo lembrar.
Fico apática quando o vejo, dentro da memória, para onde o levei, desde que partiu.
Encho-me de raiva quando me lembro dos momentos que desperdicei sem lhe dizer o quanto importava, sempre que sorria, sempre que chorava, sempre que me abraçava e sempre que me dizia, com a voz calma e mais serena do que eu alguma vez fui com ele, que "vai ficar tudo bem".
Só eu e ele, de onde está (quero acreditar) sabemos o quanto eu precisava de ouvir agora, mais uma vez, aquelas palavras que soam a cliché e faziam tanto sentido quando saiam daquela boca.
O mundo não pára, corre à velocidade da luz. Sempre assim foi e sempre assim será. Mas eu achei, ingénua e inocente, que ele nunca me poderia ser tirado. Nunca nada nem ninguém teria o poder para me fazer uma coisa dessas. Esqueci-me que a vida, ela própria, é mais forte que todas as minhas forças. Esqueci-me que a vida, ou o que lhe queiram chamar, é capaz de dar e de tirar.
Fecho os olhos e vejo a mãe dele, em lágrimas que ninguém segurou, despedir-se e dizer que "Deus emprestou-mo e agora voltou a levá-lo para ao pé dele". Quis refutar, mas quem sou eu? Fecho os olhos e lembro-me da facilidade com qe olhava para os olhos daquela senhora, pequenina e desapachada que tanta vez me abraçou, me sorriu e me embalou, quase. E hoje, não consigo olhar-lhe nos olhos. Não tenho vergonha, tenho medo. Tenho medo porque nos olhos dela vejo os olhos dele, tão parecido com quem o gerou que me arranca a alma pelo peito a sangue frio.
Fecho as mãos com força e fecho-me em mim mesma, ao mesmo tempo.
Não quis dei´xá-lo patir e tentei. Juro que tentei, com todas as minhas forças, abrir os olhos daquele pesadelo.
Despedir-me de metade de mim foi a coisa mais dura que fiz em toda a minha vida. Todos os dias quero voltar atrás, todos os dias quero voltar a olhá-lo nos olhos e dizer-lhe que o adoro como será impossível adorar outro alguém.
Sem querer surge um sorriso dorido, quando me lembro do menino pequenino que levatou, sozinho, um armario para me tirar debaixo de vidros partidos...o meu heroizinho, que se tornou no meu herói e depois, contra todos os meus possíveis desejos, se tornou no meu anjo. Em vida e depois dela, tenho a certeza, foi meu protector. E será...
Tenho saudades daquele sorriso que enfeitava o dia, da alegria com que passeava pelos caminhos de todos, da ternura com que protegia as pessoas que amava, do carinho com que aqueles braços me embalaram tanta vez e do amor com que todos os dias, sem cessar, me sarava as feridas que surgiam.
Quem me cura, agora, as feridas que não sara da partida dele? Ele não está...
Não estará hoje, nem amanhã, nem nunca mais...até ao momento em que, depois da espera que é de ambos, me possa voltar a limpar a alma, as lágrimas, as dores e as saudades...
Miss you...
Está sol lá fora e posso aproveitá-lo, de quando em vez, e sorrir.
Mas há um Inverno que não me deixa, nem me deixará mais. Está frio longe de mim. E terei sempre uma parte de mim que está longe.
Partiu com ele e não volta mais. Foi para lá daquilo que posso ver, sentir, tocar ou sequer imaginar. Isso é o que doi mais. Não poder imaginar, porque não tenho um ponto de referência. Sempre fui pessoa de pntos de referência, de guias, de sinais, de algo a que me agarrar. Mas, quanto a ele, e quanto a esta parte de mim, só posso agarrar o vazio.
Tenho as recordações. O tempo passa e às vezes assusta-me que, por muito que possa recordar, com toda a nitidez, o momento, não consiga visualizar, sem qualquer esforço, o pormenor da voz dele e do cheiro que emanava daquele cabelo comprido e sempre brilhante.
Dói-me o peito sempre que penso, por um segundo que seja, que a vida vai correr, até ao meu fim, sem aquele abraço que foi o meu conforto toda a vida. Desde antes do que me consigo lembrar.
Fico apática quando o vejo, dentro da memória, para onde o levei, desde que partiu.
Encho-me de raiva quando me lembro dos momentos que desperdicei sem lhe dizer o quanto importava, sempre que sorria, sempre que chorava, sempre que me abraçava e sempre que me dizia, com a voz calma e mais serena do que eu alguma vez fui com ele, que "vai ficar tudo bem".
Só eu e ele, de onde está (quero acreditar) sabemos o quanto eu precisava de ouvir agora, mais uma vez, aquelas palavras que soam a cliché e faziam tanto sentido quando saiam daquela boca.
O mundo não pára, corre à velocidade da luz. Sempre assim foi e sempre assim será. Mas eu achei, ingénua e inocente, que ele nunca me poderia ser tirado. Nunca nada nem ninguém teria o poder para me fazer uma coisa dessas. Esqueci-me que a vida, ela própria, é mais forte que todas as minhas forças. Esqueci-me que a vida, ou o que lhe queiram chamar, é capaz de dar e de tirar.
Fecho os olhos e vejo a mãe dele, em lágrimas que ninguém segurou, despedir-se e dizer que "Deus emprestou-mo e agora voltou a levá-lo para ao pé dele". Quis refutar, mas quem sou eu? Fecho os olhos e lembro-me da facilidade com qe olhava para os olhos daquela senhora, pequenina e desapachada que tanta vez me abraçou, me sorriu e me embalou, quase. E hoje, não consigo olhar-lhe nos olhos. Não tenho vergonha, tenho medo. Tenho medo porque nos olhos dela vejo os olhos dele, tão parecido com quem o gerou que me arranca a alma pelo peito a sangue frio.
Fecho as mãos com força e fecho-me em mim mesma, ao mesmo tempo.
Não quis dei´xá-lo patir e tentei. Juro que tentei, com todas as minhas forças, abrir os olhos daquele pesadelo.
Despedir-me de metade de mim foi a coisa mais dura que fiz em toda a minha vida. Todos os dias quero voltar atrás, todos os dias quero voltar a olhá-lo nos olhos e dizer-lhe que o adoro como será impossível adorar outro alguém.
Sem querer surge um sorriso dorido, quando me lembro do menino pequenino que levatou, sozinho, um armario para me tirar debaixo de vidros partidos...o meu heroizinho, que se tornou no meu herói e depois, contra todos os meus possíveis desejos, se tornou no meu anjo. Em vida e depois dela, tenho a certeza, foi meu protector. E será...
Tenho saudades daquele sorriso que enfeitava o dia, da alegria com que passeava pelos caminhos de todos, da ternura com que protegia as pessoas que amava, do carinho com que aqueles braços me embalaram tanta vez e do amor com que todos os dias, sem cessar, me sarava as feridas que surgiam.
Quem me cura, agora, as feridas que não sara da partida dele? Ele não está...
Não estará hoje, nem amanhã, nem nunca mais...até ao momento em que, depois da espera que é de ambos, me possa voltar a limpar a alma, as lágrimas, as dores e as saudades...
Miss you...
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