sábado, 30 de janeiro de 2010

Meu Abrigo



Esta é só "mais uma" especial. Daquelas que me dispensam qualquer apresentação, qualquer descrição, qualquer justificação.

Vai direitinha para os corações daqueles a quem a dedico.

Vai para a Joana, que me faz falta todos os dias, vai para a Cuca que me tem feito crescer e ser um pouco mais feliz...e vai para ele. Porque é ele que me faz sentir que sim...é possível ser feliz.
Vai para aqueles que me apoiaram nesta caminhada, vai para os que estiveram, quando me senti só, vai para aqueles que são demasiados para poder mencionar o seu valor, vai para a minha cunhada linda que foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida nos últimos tempos.

A todos, muito muito obrigada...

E a ti..."fica no meu abrigo, dorme no meu abraço...e conta comigo, que eu estarei aqui"...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Olhares...

Às vezes é uma questão de olhares!
Deixamos as palavras perdidas e soltas dentro de nós e falamos com o olhar.
Porque, às vezes, o olhar fala melhor. É mais intenso.

Ficamos a olhar nos olhos um do outro e brilhamos no reflexo um do outro.
Deixamos o tempo passar e ficamos presos em nós!

E sabe bem!

Lutar contra o impulso de nos abraçarmos imediatamente é quase perigoso. Mas mantém-se o olhar, a intensidade, a vontade de nunca mais termos que nos perder de vista.

Fica perto. Fica onde possamos olhar-nos sempre assim! Onde as palavras já há muito que deixaram de ser precisas e importantes. Onde só existimos nós. Onde o silêncio fala por nós.

Quero poder olhar-te assim, de todas as vezes que te olhar. Quero poder dar-te a minha alma quando me olhas nos olhos.

Já não tenho medo. Já nada dói.

Agora estou em paz. Estou protegida. E o teu olhar está preso no meu.

Sim...porque às vezes...é uma questão de olhares!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Segredos...

Eles não sabem.
Não fazem ideia.
Não desconfiam.
Nem sonham.

Mas é mágico isto que existe. É único.

E eles não sabem, porque eles não entendem! Porque não podemos explicar.

Eles vêem de longe. Comentam, segredam, riem e especulam. Mas saber? Não sabem.

Vão achando que é banal, como sempre. Que é passaeiro, que é repentino.

Se eles soubessem...não tem nada de banal, muito menos de passageiro ou repentino.

Se eles sonhassem, o tempo e o esforço que custou não deixar os olhos mostrarem nada...

Mas não sabem, não entendem.
Vêem o físico, vêem o palpável. E estamos muito para além disso.

Ninguém vê o que nós sabemos e não dizemos. Ninguém vê os olhares presos no meio da confusão. Ninguém sabe o que sentimos contra o que quisemos sentir tanto tempo. Ninguém...apenas nós.

E juras que tentaste e eu juro que tentei. E eles...nem sequer sonham!

Agora somos. Eu sou e tu és. E sou para ti e tu és para mim. Somos um para o outro, somos para nós. Somos o que fomos a vida inteira...e eles nem sonham!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sorriso




É sempre o sorriso. É sempre aquele sorriso.
Foi o sorriso que sempre me cativou, que sempre me prendeu, que sempre me fez corar sem razão.

Nesse sorriso, já encontrei mil razões. Para tudo!

Quando partiste, chorei de medo de te perder. Sorriste, prometeste que nunca, nunca te perderei.

Quando voltaste, fiquei louca de felicidade. E tu sorriste, acompanhaste a minha loucura, abraçaste-me, como se abraça alguém que esteve longe tempo demais.

Quando te magoei, pedi perdão. E tu sorriste, mais uma vez, jurando que só importa que eu esteja feliz.

E quando sofri por ti...desfizeste tudo. Só com um sorriso.

Sorris como quem não sabe o efeito que esse sorriso tem nos outros.

Contagiaste-me. Sempre.
E acho que foi pelo teu sorriso que me apaixonei, há muito tempo atrás.

És genuíno. És tão verdadeiro...como o teu sorriso.

Hei-de guardar sempre momentos perdidos no tempo da nossa história. Porque o teu sorriso não teve grandes efeitos só quando foram enormes os momentos.
Todos os dias esse sorriso me faz perder a cabeça.

Todos os dias, no meio do nada, surge esse sorriso lindo, que me arrepia, que me faz perder a noção de tudo, que me aquece o coração.

Sorris com os olhos, sorris com a alma.

Não o percas, meu bem. Estarei sempre cá...para rir e para chorar contigo...
Pelo amigo que foste, pelo amigo que és, pela pessoa que tens sido e pela pessoa que me tens ensinado a ser. Por aquilo que nós sabemos ser, pelo que nós sabemos dizer...

És único

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Fazes me bem


Fazes me bem.

Fazes a minha cabeça andar a roda só de olhar para uma fotografia e me lembrar de ti.

Fazes as borboletas adormecidas no meu estômago baterem asas a uma velocidade louca.

Fazes o sol brilhar muito mais (ou então, tem-lo reflectido no olhar).

Fazes-me sorrir quando não há razões especiais para isso.

Levantas-me a cabeça, levanta-me a moral, levantas-me o ânimo, quando mais ninguém o sabe fazer.

És acima de tudo um amigo único, especial e muito, muito raro!

Gosto de ti.

Gosto do teu sorriso como de muito poucos.

Gosto do teu olhar expressivo e fixado nos meus olhos.

Gosto que me sussurres coisas bonitas, quando eu estou prestes a desabar.

Fazes com que me sinta melhor. Mais bonita, mais mulher, mais confiante, mais eu.

Das conversas serias, às brincadeiras; das gargalhadas às palavras de saudade; da cumplicidade ao a vontade que não tenho com mais ninguém; do nervosismo e da ansiedade à naturalidade com que me pegas na mão...

Por tudo e por mais mil e uma coisas.

Gosto de ti. Fazes-me bem.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dias...

Há dias em que a dúvida me dói.
Dói-lhe mais que as certezas que não quero aceitar!

Vou caminhando meio perdida, sem saber se são correctas as minhas decisões, se são correctos ou injustos os meus pensamentos.

Há dias em que a incerteza é inultrapassável.
É mais forte que eu, faz me doer o peito e ficar com os estômago embrulhado.

É viver na corda bamba; é saltar sem saber se a rede por baixo dos meus pés vai suportar o meu peso.

As horas são intermináveis, vagarosas...os dias não passam e eu tenho que vaguear sobre eles.

Não são dias negros...apenas não são coloridos como os outros, em que a dúvida que existe é bem menor que tudo o resto. É quase doce.

Há dias em que o medo é grande.
É um medo em bruto, daqueles que nem são denunciados pelo olhar, só pelo bater do coração acelerado. É um medo como o meu, que escondo dentro de mim e que sei que não é fácil vencer.

É o medo de não saber o que vem, porque não sei o que está!

É o medo de que o para quedas não se abra, quando me lancei em queda livre sobre o chão que pensei estar livre de perigos.

É medo do que és e do que sou...e sobretudo do que somos.

É medo de não perceber nunca..

É medo de errar, de falhar, de ter que chorar tudo de novo...

É medo de amar e de não amar...

É medo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

E se...?

E se eu pudesse contabilizar o tamanho dos meus sentimentos por ele?
E se eu soubesse, pelo contrário, o tamanho dos dele por mim?

E se eu fizesse de conta que não existem riscos, nem medos, nem dúvidas, nem obstáculos?

E se eu ouvisse a voz dele todos os dias?
E se eu conseguisse ver o futuro nos olhos dele, quando brincamos com as palavras?
E se o abraço dele estivesse sempre tão perto, que não fosse preciso o menor esforço para o ter?
E se as noites e os dias fossem tão curtos, quando ele não está, que nem chegassemos a sentir saudades?

E se a chuva nunca caísse quando estamos juntos e a lua brilhasse muito mais só para nós?

E se quando ele vai eu tivesse a certeza de quando virá?

E se todos os planos que fizemos tivessem corrido exactamente como planeado?

E se tivesse sido sempre fácil e nunca tivessemos ficado a espera sem saber bem de quê?

E se tivesse sido amor à primeira vista, em vez de paixão?

E se todos os segredos tivessem sido desvendados à partida?

E se fosse tão segura de mim e dele e de nós?
E se a vida corresse sem este bater de asas de borboleta no meu estômago?

E se não tivesse crescido sem darmos por isso, contra tudo o que podiamos esperar?

E se...?

E se não houvesse ses? Seria mais feliz?

Quero muitos ses na minha vida...porque estás dentro de mim, fazes parte da minha vida, fazes-me sorrir...e resolver os ses conforme a vida nos deixar!


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ele... :)


Preciso de tempo. De espaço. De mim.

Mas vou precisando cada vez mais dele e isso não me deixa segura; assusta-me.
Todos os dias dou mil voltas à cabeça para tentar perceber aquela mente, aquele jeito de ser, aquele coração fechado aos olhos de (quase) todos. E se, por momentos, sinto que consigo uma pequena vitória, rapidamente dou passos para trás como se não tivesse feito o menor progresso ao longo de todo este tempo.

Porque é mágico, diz-me ele, de quando em quando. É mais do que se pode explicar. Mas se é mais do que se pode explicar, penso eu, devia ser possível sentir sem medos. E não é! As vezes acho é que é mais do que se pode sentir. E, se não puder sentir, não faz sentido.

Mas faz, diz ele. Fará todo o sentido quando me explicar os quês e os porquês de tudo o que nos tem travado do que quer que seja que nos está, há tanto tempo, reservado. Se ele me explicasse... Oh! Se ele me explicasse eu podia saber de mim. Conhecer a minha vida. Nem sequer falo em futuro, só em presente. É estranho não conhecer o meu presente, não é?

Estou na corda bamba. Tenho um nó no cérebro. E não consigo desfazê-lo sozinha, sem ele.

E é exactamente isso que me assusta. Eu não preciso disto. De ir sendo feliz aos poucos, de esperar, de me perguntar mil vezes o que sou e o que significo. Mas sem dar por ela, fui precisando dele.

Fico tonta só de pensar naqueles olhos esverdeados a brilhar. Embriagada pelo som das gargalhadas dele.
Era só um amigo! O mais especial dos amigos, disse eu e disse ele, tanta vez. Negámos incessantemente que fosse mais do que isso e, quando demos por nós, estávamos a confessar desejos e sentimentos reprimidos ao longo do tempo.

Uma sina. Um bruxedo. Ele atribui mil razões ao facto de não conseguirmos, por mais que tenhamos vontade, estar juntos. E eu sei que ele é sincero.

Fico cheia de medos. Tantos, que me esqueço de dizer que é ele que me faz sorrir de manhã, quando acordo. É ele, que não amo e não me ama, que me faz sorrir a toda a gente. É ele, que sente a minha falta e me abraça quando chega daqueles dias intermináveis.

Ele é quem esteve sempre ao meu lado e soube por de parte tudo o resto quando precisei de um amigo.
Ele é aquele que me faz sentir linda...única.
Ele é aquele que mima, que me protege e que me fala com o olhar.

Ele não é meu. E eu não quero que seja. Quero o como ele é, sempre que seja possível tê-lo por perto. E permito-me querer que esses momentos se prolonguem o mais possível.

Sinto-me uma pré adolescente a sentir borboletas no estômago pela primeira vez. Não é amor, não é (só) amizade. Não sei o que é. Mas sei que é óptimo, que adoro sentir-me assim! Sei que ele gosta de mim. E é um gostar tão especial, tão carinhoso, tão platónico, tão nosso...que me basta que ele goste de mim! Porque é dessa mesma forma que também eu gosto dele!

Lembro-me dele. Todos os dias! Fico feliz quando me lembro dos pequenos mimos, das palavras e dos abraços. Fico feliz até de me lembrar dele a entrar no café, de cigarro não mão e de sorriso nos lábios, a cruzar o olhar com o meu. Fico feliz quando de longe, me permite ver o nome dele no ecrã do telemóvel, só para que eu saiba que se lembrou de mim.

É ele que me faz ter medo, pelo que já passei (e ele também) do que aí vem, do que pode vir. Mas é ele, acima de tudo, que me faz querer arriscar, perder o medo, estar junto dele.

Adoro-o...e sinto que ele me adora.

Talvez venha a ser apenas uma história que mal começou, mas a vida pode não nos dar tempo para "ses" e para "porquês"...e se esta história não passar do meio, fui feliz enquanto durou.

Um beijo bebé...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Saudades

Há coisas que não se explicam.
Esta é mais uma daquelas frases que ouvimos milhões de vezes e não perdem a força.
Não sei explicar como é que consigo ver a tua cara com a mesma nitidez com que a vi pela última vez.
Não sei explicar como é que o teu riso ainda tem som dentro de mim.
Não sei explicar como é que vejo o teu andar, a tua forma de mexer no cabelo, quando corrias...
E o mais incrível é tanto de bom...como dói.

Tenho uma saudade........

Tenho a alma pesada.

Não percebo, não aceito, não perdoo.

Fazes-me falta. Fazes-me tanta falta...
Não sei viver assim, não sei esquecer, não sei limpar as lágrimas dentro do meu coração.

Queria encontrar, contra todos os meios, uma forma de mudar o passado, e o futuro!
Queria ter-te aqui.

Queria poder pedir-te conselhos, queria poder dizer-te aquilo que nunca disse, queria poder ouvir-te dizer, como dizias sempre, que vai ficar tudo bem! Mesmo quando eu sabia, como sei agora, que não fica! Não fica nunca mais, porque nunca mais estarás!

Queria pedir-te desculpa, por não conseguir perdoar quem quer que seja que eu culpe por não te ter mais comigo.

Queria dizer, já que me faltam as palavras para o resto...que te amo! Para sempre...

*Saudades*

Descansa em paz...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Aproveito para, antes de mais, desejar a todos um óptimo 2010.

Que possamos reflectir sobre todo o nosso 2009 e iniciemos uma nova década com a consciência de que o passado faz parte de nós. Que o aceitemos e saibamos seguir em frente com os olhos postos em nós e no mundo.

Que os dias nasçam e terminem com um sorriso nosso e que nos recordemos sempre daqueles que fizeram parte de nós e saibamos reconhecer que, afinal, farão sempre.

Um bom ano para todos