segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Entra!
Entra!
Não batas à porta! Isso dá-te um ar tão formal, tão discreto e, sobretudo, tão pouco íntimo que mal te reconheço!
Não faças cerimónias! Nunca fomos disso, pelo menos um com o outro!
Entra!
Os passos não custam! Entra e acende as luzes por todo o lado onde passares. Hei-de estar nalgum lado, não ficas sozinho!!
Entra!
Faz um café, descalça-te...põe-te à-vontade! É assim que nós somos, ou não é?
Entra!
Esquece-te de ficar meias horas a gastar o tempo e a cultivar memórias enquanto esfregas as solas nos tapetes! Esquece-te de que existem campaínhas! Esquece-te das maneiras e dos requintes!
Entra!
Fica sentado no sofá ou no chão, se te apetecer, não fiques em pé!
Entra!
O tempo urge, e as esperas são inúteis!
Entra!
Procura o teu canto, deixa as tuas coisas e, se quiseres, muda-te de maas e bagagens!
Entra!
O meu chão está limpo de preconceitos, de vazios e de espaços em branco!
Entra!
Este tecto também é teu, e se chover, vai proteger-te!
Entra!
Não me chames, não vale a pena...seja a que horas for, estou à tua espera, vou saber sentir-te chegar...
Entra!
Faz o que quiseres, pensa o que te aprouver, mas entra...
E já agora...fica!
Porque esta não é uma casa...é o meu coração
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1 comentário:
Maravilhoso...a sério...
Já era fã da tua escrita, mas cada vez mais me surpreendes. Vê-se logo de onde isso veio: do teu coração, essa fonte inesgotável de inspiração, né? ;)
Parabéns por este texto, muitíssimo bom.
Bj
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