sábado, 13 de dezembro de 2008

Só hoje...


Hoje não é nenhum dia especial...e, só hoje, eu quero fingir que sim. Que será um dia memorável, que vou sorrir e saltar mesmo que seja só em pensamento.




Hoje, quero fingir que me apeteceu levantar da cama, que não senti sono nem frio, que não precisei de adiar o toque do despertador "só mais dez minutos" para, finalmente, abrir os olhos.




Hoje, quero fingir que dei todos os meus passos com a certeza de que são os certos, com a certeza de que não virão arrependimentos futuros por ter escolhido aquele caminho.




Hoje, quero esquecer os "ses" e os "porquês". Quero apenas saber que sim e pronto.




Hoje quero sorrir quando receber uma mensagem que me recorde tempos melhores, em vez de ficar angustiada com a nostalgia.




Hoje, quero fingir que não tenho medo, fingir que o mundo lá fora não existe e correr-te para os braços, como se fosse a primeira ou mesmo a ultima vez.




Hoje, quero deixar que me beijes, sem hesitações...que me abraces e me digas que gostas de mim.




Hoje, podes fazer parte do meu mundo, assim como eu quero fazer parte do teu. Por inteiro.




Hoje, quero fingir que não existe passado e que não tenho medo do futuro.




Hoje, quero ser forte e evitar turbulencias, só para não ter a fraqueza de verter mais lágrimas.




Hoje quero voltar a ser eu. Quero voltar a sorrir e a acreditar. Quero voltar a viver e a sonhar. Quero voltar a estar cheia de coisas boas. Quero voltar a confiar...em mim e nos outros. Quero estar contigo. Quero ser feliz..




...Só hoje...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A noite nunca me pareceu tão longa. As horas teimam em não passar. Ouço a minha própria respiração nervosa e ansiosa e a chuva caia ruidosamente na janela, como se quisesse parti-la.
O coração, acelerado, diz-me que era preciso descansar, para que o tempo voasse. Mas o sono não vem, mesmo assim.

Às voltas e voltas, os lençóis que estiveram esticados, estão agora presos em mim. Quase sufoco, com esta agitação.

Quando finalmente a noite passou, quando finalmente o cansaço vençeu, o despertador tocou, e o meu dia começou.

Mas a agitação não acalmou, o coração não abrandou e o nó na barriga parece querer aumentar à medida que o tempo (não) passa.

Onde estarás? Olho para o céu, à espera de ver um qualquer avião que, com esperanças desmedidas, me convença de que estás a caminho. Mas se há dias em que o céu me parece uma auto-estrada, hoje não é um desses dias.
Não tenho como saber de ti, não tenho como perguntar por ti. Só posso esperar que me dês um sinal, que me procures.

Estás a chegar, que eu sei. Alias, a esta hora, tens que estar, já, em terras lusitanas. Mas tenho que continuar a esperar...

Acho que tenho o coração na boca, prestes a sair disparado.

Vem depressa...tenho saudades...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Existem daqueles momentos na vida em que questionamos tudo. Toda a vida questionamos o que nos apoquenta o espírito e só tomamos como verdadeiro aquilo que está diante de nós (e mesmo assim, ai Jesus, porque continuamos a ignorar evidências como se estivéssemos a rejeitar uma tortura).
Mas nestes momentos, a que me refiro, questionamos o que vemos, o que ouvimos e até mesmo o que sentimos.
Parvoíce?? Não, nada disso.
Questionamos porque nos pareceu tão óbvio durante tanto tempo e, agora, de um momento para o outro, o que está ali, bem à nossa frente, parece tão estranho, tão ilógico, tão irracional...
É nestes momentos que me perco em raciocínios abstractos e me pergunto, vezes sem conta, onde será que perdi o fio à meada nestes caminhos? Já não sei distinguir o que é normal do que não é, porque parece que tudo à minha volta está de pernas para o ar!
Não sei se a minha vida está a andar no sentido oposto ou se simplesmente estou confusa.

Como se as luzes da uma rua estivesses ligadas em pleno dia e desligadas pela noite dentro. Repito: tudo ao contrário!

"um dia não são dias"...esperemos!