Neva aí, onde estás, meu amor?
Mas como é possível que seja aí que neve caia se é aqui, tão longe, que sinto o meu coração gelar?
Se a neve cai tão longe e aqui é apenas o vento que me acompanha as passadas na rua sozinha, porque será que sinto este gelo cá dentro?
Os vidros que me cercam estão secos. As pessoas passam na rua, e parece-me a mim, que estou gelada, que o frio é bem menor para elas. Não é mera tristeza, isto que sinto.
Alguns diriam que é uma tal de mania da persiguição, ou de que sou vítima. Outros explicariam, com os braços a gesticular e toda uma certeza que eu não tenho, que isto é melancolia...
Mas é muito mais que isso...
Camam-lhe...saudade!
Estranhamente, só o pronunciar da própria palavra me causa um arrepio na espinha e traz a tua imagem para perto de mim. Mais perto do que ela já está, constantemente.
Os teus olhos sabia ler os meus. Mas agora, por muito que oiças as palavras que deixo escapar em alto tom, por mais que leia o que te atreves a escrever...não podes olhar nos meus olhos, não podes sentir o que deixo que apenas tu possas ver.
E a neve que aí cai e aqui não vejo, sinto na pele e na alma, ao mesmo tempo que deixo que o rosto frio se inunde.
Sim, é saudade.
E contra a saudade, segundo sei (e como gostaria de saber mais) nada posso fazer, pelo menos enquanto a neve cair e tu estiveres bem mais perto dela que de mim...
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Como fazemos para saltar os muros que foram ruindo à nossa frente?
Não basta ignorar que lá estão, que lá estiveram outrora...
Como fazemos para ver para alem das sombras que se entrepuseram bem à frente do nosso olhar?
Não basta, com certeza, ignorá-las, pois o caminho não fica mais nítido.
Porque as coisas não deixam de estar presentes só porque tentamos fingir que assim é...
Sobretudo, como fazemos para fingir que não dói, que somos de ferro, que tudo passa em menos de nada??
Serão demasiadas perguntas? Dentro de mim, são apenas uma fracção...
Serão perguntas retóricas?
São apenas um pouco de mim...que não consigo descortinar!
Não basta ignorar que lá estão, que lá estiveram outrora...
Como fazemos para ver para alem das sombras que se entrepuseram bem à frente do nosso olhar?
Não basta, com certeza, ignorá-las, pois o caminho não fica mais nítido.
Porque as coisas não deixam de estar presentes só porque tentamos fingir que assim é...
Sobretudo, como fazemos para fingir que não dói, que somos de ferro, que tudo passa em menos de nada??
Serão demasiadas perguntas? Dentro de mim, são apenas uma fracção...
Serão perguntas retóricas?
São apenas um pouco de mim...que não consigo descortinar!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
minha estrela
Devagar, entrei.
Sem medo, mas sem falsas confianças exageradas.
Entrei, olhei em volta e sorri.
Já me tinha esquecido do cheiro do teu pescoço, do brilho do teu olhar.
Durante algum tempo tudo foi névoa...mas agora está de novo tão nítido que é impossível não reparar!
Podia reconhecer-te em qualquer parte, a qualquer momento.
Estás cravado em mim. Em todo o ser que nunca tocaste, sequer.
Senti-te, mesmo longe, com mais intensidade do que poderia imaginar em dias em que te tive perto, algures perdidos no tempo...
És-me...sou-te...minha estrela
Sem medo, mas sem falsas confianças exageradas.
Entrei, olhei em volta e sorri.
Já me tinha esquecido do cheiro do teu pescoço, do brilho do teu olhar.
Durante algum tempo tudo foi névoa...mas agora está de novo tão nítido que é impossível não reparar!
Podia reconhecer-te em qualquer parte, a qualquer momento.
Estás cravado em mim. Em todo o ser que nunca tocaste, sequer.
Senti-te, mesmo longe, com mais intensidade do que poderia imaginar em dias em que te tive perto, algures perdidos no tempo...
És-me...sou-te...minha estrela
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