Não consigo escrever. Não com a mesma ligeireza...porque não estou solta, nem ligeira...
Quero escrever e não é fácil fazer sentido. Aliás, não é fácil respirar.
Sinto-me sinceramente a sufocar! Este espaço não me chega, esta gente não me chega e sobra-me, ao mesmo tempo...
Como se faz para sair do nosso próprio aconchego, quando as vozes que antes nos acalmavam, agora nos põem, literalmente, e como se costuma dizer, "os nervos em franja"...?
Como se faz quando onde antes estava o porto de abrigo, agora está o centro da tempestade?
Como se faz para optar entre "toda a vida e segurança" e "a loucura e o coração"?
Eu não sei.
Ter respostas para os outros? Uui, respostas para os outros sobram-me nas ideias...os porquês ficam fáceis, as ajudas não findam...para mim...fico sem saber sequer para onde apontar os "porquês", quanto mais responder-lhes!
"Dias melhores virão!", todos dizem! Quero acreditar...mas a verdade é que já não acredito. Não neste caso, não nesta vida. Está traçado...
Porquê?? Tanta gente faz esta pergunta...tantos motivos para isso...mas este porquê doi-me a mim perguntar, masi do que qualquer outro. Doi-me na alma...doi me no sangue!
domingo, 1 de junho de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
Àquela amiga...a ti, Joana...
Perdi-me em risos e lágrimas que vivemos as duas.
O tempo passa e parece que foi ontem que sorrimos uma para a outra.
E, quando mais nada faz sentido, é a ti que recordo. És tu que continuas a proteger-me, a estar perto de mim quando todos os demais estão longe.
Para falar verdade, és o meu porto seguro.
E, quando olho para trás, vendo tudo o que vivemos em conjunto, torna-se muito dofícil imaginar que isso mude.
Poderia transformar em retratos emoldurados, com toda a nitidez, todas as imagens que trago dentro de mim.
O teu sorriso e o teu olhar presos em mim, em momentos de ternura, as lágrimas que silenciamos nos momentos de despedida, o respeito em momentos em que quisemos calar as palavras, as razões, os porquês.
Perdoámos sem ouvir sequer as razões. Ficámos juntas e não deixámos de nos agarrar a isso quando o temporal fazia fraquejar.
Sei que facilmente me encontras quando à minha volta tudo é escuro.
Conheces os meus sentidos.
Tudo o que fiz foi com a convicção de que seria o mais correcto. Mesmo que me tenha arrependido por tanta vez. E, quando isso aconteceu, foste o meu amparo, onde me escondi do mundo.
Por muito que tenhamos pontos de vista ou feitios diferentes, podia passar, sem qualquer esforço, eternidades do teu lado. O teu sorriso e o teu abraço valem tudo...e os momentos - que não são assim tão constantes - de mimo, de carinho e do que chamas de lamechice surgem, sem aviso e, por isso mesmo, por serem pouco abundantes, têm um brilho que só nós sabemos reconhecer, manter e recordar...
O tempo passa e parece que foi ontem que sorrimos uma para a outra.
E, quando mais nada faz sentido, é a ti que recordo. És tu que continuas a proteger-me, a estar perto de mim quando todos os demais estão longe.
Para falar verdade, és o meu porto seguro.
E, quando olho para trás, vendo tudo o que vivemos em conjunto, torna-se muito dofícil imaginar que isso mude.
Poderia transformar em retratos emoldurados, com toda a nitidez, todas as imagens que trago dentro de mim.
O teu sorriso e o teu olhar presos em mim, em momentos de ternura, as lágrimas que silenciamos nos momentos de despedida, o respeito em momentos em que quisemos calar as palavras, as razões, os porquês.
Perdoámos sem ouvir sequer as razões. Ficámos juntas e não deixámos de nos agarrar a isso quando o temporal fazia fraquejar.
Sei que facilmente me encontras quando à minha volta tudo é escuro.
Conheces os meus sentidos.
Tudo o que fiz foi com a convicção de que seria o mais correcto. Mesmo que me tenha arrependido por tanta vez. E, quando isso aconteceu, foste o meu amparo, onde me escondi do mundo.
Por muito que tenhamos pontos de vista ou feitios diferentes, podia passar, sem qualquer esforço, eternidades do teu lado. O teu sorriso e o teu abraço valem tudo...e os momentos - que não são assim tão constantes - de mimo, de carinho e do que chamas de lamechice surgem, sem aviso e, por isso mesmo, por serem pouco abundantes, têm um brilho que só nós sabemos reconhecer, manter e recordar...
...até ao fim dos tempos.
Meu anjo da guarda...
Pensei que escrever-te podia acalmar a falta que me fazes, todos os dias. Teria que o fazer constantemente. Escrever para respirar; respirar para viver. Não importava...se o efeito fosse o desejado.
Sempre foi inimaginável viver sem a presença de ti. Mas acabou por acontecer. Fazes-me falta. Não custa admitir. Custa, sim, saber lidar com isso. Ensinas-me?!
Pensei que saberia aceitar ou perdoar a tua ausência, à medida que o tempo passasse. Mas o tempo passa, a tentar, ainda por cima, levar com ele as memórias que construíste comigo.
Tento dormir mas, de cada vez que fecho os olhos, lá estás tu. A olhar-me e a tentar perdoar-te por teres partido, por me teres deixado em ti. Também eu tento perdoar-te. A ti ou a quem quer que seja essa força que me venceu.
Pensei que o tempo era meu amigo. Não foi.
Tu, que sabes, provavelmente, o porquê de tudo, porque não me podes explicar? Não podia perder-te. Não a ti, que foste sempre a minha resposta nas horas mais cruciais da minha existência; não a ti que eras mais do que aquele grande amor, mais do que aquele grande amigo; tu que eras mais do que as palavras podiam explicar.
Abria-te o meu coração era a chave. Passámos por tanto... E ainda preciso de ti, agora que não estás... Preciso de ti, hoje, como precisei todo este tempo e como vou precisar daqui em diante.
As pessoas não percebem. Dizem que o tempo cura tudo, que acalma a dor. É mentira.
Lembras-te de como fazíamos dos momentos durarem uma vida?
Lembro-me, eu, de como, acima de tudo, me protegias. A tua "canita", a tua menina, contra tudo e todos.
Queria tanto que estivesses aqui...preciso tanto do teu abraço...
Se não tenho como chegar a ti, como me vou aguentar o resto da minha vida?
Eternamente é muito tempo. E é o quanto me parece que teri de viver sem ti!
Sempre foi inimaginável viver sem a presença de ti. Mas acabou por acontecer. Fazes-me falta. Não custa admitir. Custa, sim, saber lidar com isso. Ensinas-me?!
Pensei que saberia aceitar ou perdoar a tua ausência, à medida que o tempo passasse. Mas o tempo passa, a tentar, ainda por cima, levar com ele as memórias que construíste comigo.
Tento dormir mas, de cada vez que fecho os olhos, lá estás tu. A olhar-me e a tentar perdoar-te por teres partido, por me teres deixado em ti. Também eu tento perdoar-te. A ti ou a quem quer que seja essa força que me venceu.
Pensei que o tempo era meu amigo. Não foi.
Tu, que sabes, provavelmente, o porquê de tudo, porque não me podes explicar? Não podia perder-te. Não a ti, que foste sempre a minha resposta nas horas mais cruciais da minha existência; não a ti que eras mais do que aquele grande amor, mais do que aquele grande amigo; tu que eras mais do que as palavras podiam explicar.
Abria-te o meu coração era a chave. Passámos por tanto... E ainda preciso de ti, agora que não estás... Preciso de ti, hoje, como precisei todo este tempo e como vou precisar daqui em diante.
As pessoas não percebem. Dizem que o tempo cura tudo, que acalma a dor. É mentira.
Lembras-te de como fazíamos dos momentos durarem uma vida?
Lembro-me, eu, de como, acima de tudo, me protegias. A tua "canita", a tua menina, contra tudo e todos.
Queria tanto que estivesses aqui...preciso tanto do teu abraço...
Se não tenho como chegar a ti, como me vou aguentar o resto da minha vida?
Eternamente é muito tempo. E é o quanto me parece que teri de viver sem ti!
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