quarta-feira, 2 de abril de 2008

Para duas pessoas especiais...


Hoje, as linhas correm em dois sentidos, em duas direcções, para dois corações.

Correm com vagar, no entanto.


Escrevo para ti, amiga, que de tão longe que estás não posso abraçar-te. Não hoje, pelo menos, e hoje era o dia em que mais me importava abraçar-te.

É o TEU dia.


Noutros tempos, pudemos passar muito do nosso tempo juntas, nunca contestando a possibilidade de termos que nos separar mas, ainda assim, não pensando, tão pouco, nela. Estavas comigo, em todos os momentos e eu estive contigo, no momento da despedida. Nada será igual!


Mas, mesmo a tua despedida foi fraca e não derrubou o sentimento mais importante que tenho na vida: a amizade, verdadeira e pura!

Hoje é o teu dia e, tenho a certeza, muitos te verão um sorriso nos lábios, entre abraços e felicitações, entre frases alegres e presentes, entre um cigarro e o outro. Mas não deixo de ter a mesma certeza, o teu coração está, em (muito grande) parte aqui. Entre três vidas que te amam: entre mim, entre a Marta, entre o kiko (que de tão pequenino tomou conta dos nossos olhos).


Muitos parabéns meu anjo...





E escrevo, com toda a esperança de que a tua força não vai falhar agora. Para ti, loirinha, que és "aquela amiga".

Escrevo-te, com pesar, por te saber tão só e tão cheia de desânimo.


Longos são, sempre, os dias mais duros que vamos vivendo. E as horas que queríamos prolongar até ao infinito, se possível, desvanecem em menos de nada e voltam a deixar-nos sós.


Somos regados de incompreensões ridículas e exigem-nos explicações levadas ao mais ínfimo pormenor sem quererem saber, tão pouco, como nos sentimos. Só querem saber os porquês!!!


Mas sabes, meu anjo, houve momentos em que eu própria cedi, ou quis ceder a todas as pressões. Só que houve uma força maior (que a minha, pelo menos) que me fez não só aguentar como ser mais forte que todas as contrariedades e, ainda, mostrar um sorriso quando os tempos são mais difíceis. Foste tu, sempre tu. Foste a minha própria força, o meu alento e o meu grnade pilar sobre tudo e todas as nuvens que me asosmbravam os dias.


És exemplo de força, de ânimo, de sensatez e loucura equilibradas, de amor.



És o MEU exemplo.


E as coisas vão ficar cada vez mais simples, e eu estarei sempre contigo...



Para as minhas duas meninas, um muito obrigada por tudo, tenho o coração pesado por não estar junto de cada uma de voces...sou uma pessoa melhor por vos ter na minha vida...


Muita força às duas!


Amo-vos AMIGAS!!!


terça-feira, 1 de abril de 2008

Porque enquanto há vida...

Chego a casa de noite, já.
Fito o espelho, sem sequer acender a luz, e vejo a sombra do que sou. Vejo uma forma, mas não vejo uma expressão. O mesmo será dizer: não sou eu, sou uma representação de mim...

Mas de repente, parece-me que as estrelas se uniram, que a lua ficou mais cheia, mais brilhante...a luz entra pela janela e vejo-me de súbito. Cada traço, cada côr, cada pormenor. Sorrio sem querer e guardo essa imagem.
Houve dias em que sorri assim, sem querer, sem esforçar...dias longínquos, da minha memória. Mas houve-os, disso tenho a certeza!

Já antes me perdi em sorrisos e em gargalhadas...

E, de repente, com a luz da lua a bater-me na cara, a reflectir-me no espelho, eu sei, eu sinto...dias melhores virão.

Nasce uma esperança. Porque como os mais sábios dizem desde sempre... "Enquanto há vida, há esperança"

***

Aqui...

Aqui, já nada é igual.
Já nada tem a mesma côr, já nada tem o mesmo som...porque já nada tem o mesmo valor.

Antes, antes do tempo chuvoso que chegou, todos os dias tinham uma côr diferente. Mas agora não. Nem por isso habita o cinzento, aqui. Há outras cores, outras histórias, mas nada é como antes.

Gastaram-se as imagens, de tanto as olhar, dentro do meu ser. Gastaram-se os dias, gastaram-se as horas, gastou-se o silêncio e, no entanto, as palavras estão perdidas...

Aqui, já nada é igual.

Aqui, onde jazem medos e memórias, já nada move os demais. Já nada ME move...
Mas é aqui que me perco. É aqui que me encontro, presa a tudo o que já não volta.

O caminho é escuro; não é como dantes. Porque antes era tudo claro e os sons abundavam. Mas agora, aqui, só ficou um resto de mim.

Eu não estou, nem estão os meus sonhos, nem está a minha verdade. Porque a minha verdade já não vive aqui...

...e aqui é o meu coração. Aqui. E aqui, já nada é igual!