...e, sem pensar muito bem nos passos que dava, lá seguia ela o seu caminho.
Os pés tornaram-se pesados, vagarosos, doentes. Os olhos ficaram turvos, molhados, vidrados. O corpo deixou de obedecer. Mas obrigou-se a continuar. Obrigou-se a não olhar para trás, a não tomar conta dos pensamentos, a não tomar controlo de si mesma. De repente, esboçou um sorriso. Um sorriso triste, resignado, pouco notado, até por ela. Um ligeiro subir dos cantos da boca, atenção, não foi um sorriso que daqueles que vem de dentro e incendeia tudo à sua passagem! Sorriu dessa forma porque tomou consciência de que já não sabia como era. Não sabia como ter poder sobre si mesma, como era ser livre, como era, tão simplesmente, parar!
Parar...
Parar e não dar nem mais um passo, nem mais um olhar ao caminho que se abria aos pés doridos. Parar e pensar...
Parar...e voltar atrás...
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Que é do que foi?
Que é feito de ti?
Que é feito desse amor louco que quebrava barreiras e anestesiava sentidos?
Que é feito dessa força, dessa segurança que me amarrava e me ancorava aos dias que trazias contigo?
Que te aconteceu, afinal?
O teu levou-me, já, as memórias do que te tornou tão diferente...
Do que te fez definhar nesse líquido espeço e opaco, que me turva a visão. Foste aderindo a essa pequenez, a essa força e a essa fraqueza.
Não te reconheço, a ti, que foste, outrora, o guia dos meus caminhos...
Se pensei, durante tempos infinitos, que me começaste a afundar numa escuridão imensa de ti, estive equivocada: és tu que te tens afundado, caminhado sem olhar para trás, onde deixaste toda a minha admiração, seguinto por entre essa bruma, como se fosses empurrado.
Procuro, incessantemente, a razão que te leva a embrenhares-te cada vez mais, a queres mesmo levar-me contigo onde não exista mais nada...e procura a razão que me leva a não conseguir mais puxar-te de volta, a razão que me leva a não saber mais o que me fez seguir-te todo este tempo.
Falhei. E tu falhaste também.
Quis tanto manter-me fiel a ti, que me esqueci de me ser fiel a mim mesma. E tu, esqueceste-te da minha essência, esqueceste-te do que te cativou.
Vives em meu redor, sem saber como percorrer esse caminho sem mim, como se eu fosse os teus olhos. E não me deixas explicar-te que não quero...não quero mais ir!
Queria poder mostrar-te, como se isso se reflectisse no céu, como era, como tu eras...como nós soubemos, algum dia ser...
Mas tu já não sabes olhar para lá, e eu já não sei levar-te a fazê-lo.
Quero, agora, percorrer um caminho diferente, que me leve de volta ao que fui! Quero saber ser alegria e ser felicidade, comigo só. Aprender a descobrir o meu próprio trilho, e não a percorrer apenas os teus!
Deixa-me ir........
Deixa-me ir e, talvez assim, ambos consigamos a descobrir-nos, passo a passo...
Porque eu já não sei de mim...
Que é de mim?
E que é de ti...?
Que é feito desse amor louco que quebrava barreiras e anestesiava sentidos?
Que é feito dessa força, dessa segurança que me amarrava e me ancorava aos dias que trazias contigo?
Que te aconteceu, afinal?
O teu levou-me, já, as memórias do que te tornou tão diferente...
Do que te fez definhar nesse líquido espeço e opaco, que me turva a visão. Foste aderindo a essa pequenez, a essa força e a essa fraqueza.
Não te reconheço, a ti, que foste, outrora, o guia dos meus caminhos...
Se pensei, durante tempos infinitos, que me começaste a afundar numa escuridão imensa de ti, estive equivocada: és tu que te tens afundado, caminhado sem olhar para trás, onde deixaste toda a minha admiração, seguinto por entre essa bruma, como se fosses empurrado.
Procuro, incessantemente, a razão que te leva a embrenhares-te cada vez mais, a queres mesmo levar-me contigo onde não exista mais nada...e procura a razão que me leva a não conseguir mais puxar-te de volta, a razão que me leva a não saber mais o que me fez seguir-te todo este tempo.
Falhei. E tu falhaste também.
Quis tanto manter-me fiel a ti, que me esqueci de me ser fiel a mim mesma. E tu, esqueceste-te da minha essência, esqueceste-te do que te cativou.
Vives em meu redor, sem saber como percorrer esse caminho sem mim, como se eu fosse os teus olhos. E não me deixas explicar-te que não quero...não quero mais ir!
Queria poder mostrar-te, como se isso se reflectisse no céu, como era, como tu eras...como nós soubemos, algum dia ser...
Mas tu já não sabes olhar para lá, e eu já não sei levar-te a fazê-lo.
Quero, agora, percorrer um caminho diferente, que me leve de volta ao que fui! Quero saber ser alegria e ser felicidade, comigo só. Aprender a descobrir o meu próprio trilho, e não a percorrer apenas os teus!
Deixa-me ir........
Deixa-me ir e, talvez assim, ambos consigamos a descobrir-nos, passo a passo...
Porque eu já não sei de mim...
Que é de mim?
E que é de ti...?
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