quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Muito pouco há a dizer...
Esta musica e este video, dedico a pessoas diferentes, por razões diferentes
Para ti, Luís, que me mereces todas as homenagens, pelo que foste, pelo que me ensinaste a ser e pelo que serás para sempre e eu serei por ti.
Porque percorrerás sempre os meus sonhos, porque estás e estarás em toda a parte, comigo, dentro de mim...
Porque sinto a tua falta, mais do que a razão permite dizer...
Porque todos, todos os dias, sem uma única excepção, te lembro, te falo, te sinto e tenho saudades...
Porque nunca saberei preencher o vazio que me deixaste...
Perdoa-me pelas vezes que não sou a pessoa que gostarias.
Até sempre, meu Wolverine (tu sabes!). Esta música é para ti.
E para ti, meu primeiro amor e, hoje, meu amigo, que me apoiaste, me amaste e me respeitaste sempre (ou quase sempre)...Este video será, por razões nossas, um simbolo do que vivemos.
O pearl harbour será sempre um filme especial para mim, e tu um amigo que gostaria de manter...
O melhor para ti...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Clichés?! Não, obrigada!

Farta de clichés, dei por mim a pensar até que ponto algum deles terá uma ponta de verdade.

Nos dias que vivo, aquilo que mais oiço é "Vai ficar tudo bem".

Vai?
Quem mo garante? Os outros tantos clichés que parecem fundamentar tudo para quem, insensível à irritação que me provocam estas palavras, continua a utilizar frases feitas?

Se assim for, estou bem arranjada...

É que, entre o "vai ficar tudo bem" e o "depois da tempestade vem a bonança", a única coisa que sinto é uma vontade quase incontrolável (quase, porque felizmente ainda não a pus em prática) de, literalmente, esganar quem mo diz.

É que, tenham dó, estas frasezinhas calmantes são tudo menos isso: calmantes. Quem é que, no meio do desespero, no meio da tristeza profunda, ou no meio do desânimo crescente ao minuto, se sente melhor por ouvir isto?
Eu cá, não serei. Mas, sinceramente, gabo a destreza a quem o consegue!

Quem me conhece, menos desculpa tem. Acho que tenho o olhar transparente o suficiente para, ao mudar de expressão instantâneamente perante amantes de clichés, revelar, sem sequer falar a razão de tal alteração. (E, acreditem, as minhas expressões são bastantes claras, principalmente quando quero mostrar desagrado).

Ora então, porque insistem?

Pois se a ideia é melhorar o meu estado depressivo e sabem que o efeito é contrário, porque insistem, volto eu a perguntar...

Qualquer dia, prevejo eu, andamos todos a seguir as pisadas dos nossos excelentíssimos governantes e a usar clichés e frases feitas para tudo na vida! E depois, o que se segue? Ficamos sentados, perante as desgraças, recusando-nos a fazer o que quer que seja para mudar qualquer coisa porque, nessa altura, acreditamos mesmo que as coisas melhoram só por si.

Às vezes, meus caros, e garanto que é o que sinto, preferia que me dissessem "Realmente, que raio de sorte", me deitassem no colo, me acariciassem o cabelo e me deixassem chorar.

Não me quero fazer de coitada, não o sou! Apenas tenho aversão a clichés! Perdoem-me a sinceridade, mas "vai ficar tudo bem"?!
Provem-me lá que fica, e garanto um sorriso instantâneo. Até lá, vou continuar avessa a frases bonitas que não são mais que isso.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Eras assim




Tu eras assim e eu era assim por ti.


Usavas no visor do telemóvel aquela fotografia mais que velha mas que foi a nossa primeira fotografia juntos. Rias ao olhá-la, porque sabias perfeitamente o que eu ia dizer: "Tira isso daí! Com tantas fotografias, porque é que tens logo essa? Que horror". Mas rias, sobretudo, porque sabias que diria sempre isto e sentiria sempre o contrário. Se o coração falasse alto o suficiente para que todos o podessem ouvir, mais alto que a minha voz, o que sairia seria "É tão bom olhar para o teu visor do telemóvel e ver-nos juntos, desde esse momento! Deixas-me tão "babada" por me trazeres sempre contigo e adoro que o faças...mesmo que essa não seja a nossa melhor fotografia!".


Hoje não sei se ainda guardas alguma delas...


Mas naquela altura, emq ue eramos assim um pelo outro, eu sabia, sem que nunca o dissesses, que não eram precisas fotografias para que me trouxesses junto ao peito...mas seria sempre bom poder olhar-nos com olhos de ver. Eras incapaz de apagar uma foto, por mais que saisse desfocada ou com cara de enjoo...


Mantinhas um sorriso na cara, mesmo quando eu ralhava sem razão, à espera que eu terminasse o meu monólogo irritante para depois me beijares e fingires que não disse nada.


Eras assim por mim!


Fazias os meus ouvidos zumbirem com as horas infinitas que passávamos ao telemóvel a dizer as mesmas coisas, da mesma forma, sem que perdessem o efeito que tinham tido da primeira vez que foram ditas.


Tinhas uma formula secreta para fazer os teus próprios olhos brilharem. Não imagino que pudesse ser de outra maneira porque nunca teria a pretenção de achar que era eu a causadora desse brilho que não perdia intensidade, nem por nada, de cada vez que me olhavas nos olhos.


Desfazias qualquer problema, em menos de nada, com sorrisos e brincadeiras. Por mais que voltasem a aparecer, por mais que soubesses que não os resolvias com subtilezas dessas, tu fazia-lo, porque bastava isso para que sorrisse e conseguisse fingir pelo tempo máximo possível, que não existiam.


Tinhas um livro de poemas aberto na ponta dos dedos e nos lábios. De cada vez que me tocavas e me beijávas, eu conhecia um poema novo. E o mais engraçado é que acho que não tinhas noção disso.


Tu eras assim. E eu também era. Talvez nenhum de nós fosse perfeito, mas eramos peças de um puzzle nosso, que encaixavam daquela maneira e formavam uma imagem coerente aos nossos olhos e ao nosso coração.


Eras assim e eu era assim por ti!