terça-feira, 19 de janeiro de 2010

E se...?

E se eu pudesse contabilizar o tamanho dos meus sentimentos por ele?
E se eu soubesse, pelo contrário, o tamanho dos dele por mim?

E se eu fizesse de conta que não existem riscos, nem medos, nem dúvidas, nem obstáculos?

E se eu ouvisse a voz dele todos os dias?
E se eu conseguisse ver o futuro nos olhos dele, quando brincamos com as palavras?
E se o abraço dele estivesse sempre tão perto, que não fosse preciso o menor esforço para o ter?
E se as noites e os dias fossem tão curtos, quando ele não está, que nem chegassemos a sentir saudades?

E se a chuva nunca caísse quando estamos juntos e a lua brilhasse muito mais só para nós?

E se quando ele vai eu tivesse a certeza de quando virá?

E se todos os planos que fizemos tivessem corrido exactamente como planeado?

E se tivesse sido sempre fácil e nunca tivessemos ficado a espera sem saber bem de quê?

E se tivesse sido amor à primeira vista, em vez de paixão?

E se todos os segredos tivessem sido desvendados à partida?

E se fosse tão segura de mim e dele e de nós?
E se a vida corresse sem este bater de asas de borboleta no meu estômago?

E se não tivesse crescido sem darmos por isso, contra tudo o que podiamos esperar?

E se...?

E se não houvesse ses? Seria mais feliz?

Quero muitos ses na minha vida...porque estás dentro de mim, fazes parte da minha vida, fazes-me sorrir...e resolver os ses conforme a vida nos deixar!


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ele... :)


Preciso de tempo. De espaço. De mim.

Mas vou precisando cada vez mais dele e isso não me deixa segura; assusta-me.
Todos os dias dou mil voltas à cabeça para tentar perceber aquela mente, aquele jeito de ser, aquele coração fechado aos olhos de (quase) todos. E se, por momentos, sinto que consigo uma pequena vitória, rapidamente dou passos para trás como se não tivesse feito o menor progresso ao longo de todo este tempo.

Porque é mágico, diz-me ele, de quando em quando. É mais do que se pode explicar. Mas se é mais do que se pode explicar, penso eu, devia ser possível sentir sem medos. E não é! As vezes acho é que é mais do que se pode sentir. E, se não puder sentir, não faz sentido.

Mas faz, diz ele. Fará todo o sentido quando me explicar os quês e os porquês de tudo o que nos tem travado do que quer que seja que nos está, há tanto tempo, reservado. Se ele me explicasse... Oh! Se ele me explicasse eu podia saber de mim. Conhecer a minha vida. Nem sequer falo em futuro, só em presente. É estranho não conhecer o meu presente, não é?

Estou na corda bamba. Tenho um nó no cérebro. E não consigo desfazê-lo sozinha, sem ele.

E é exactamente isso que me assusta. Eu não preciso disto. De ir sendo feliz aos poucos, de esperar, de me perguntar mil vezes o que sou e o que significo. Mas sem dar por ela, fui precisando dele.

Fico tonta só de pensar naqueles olhos esverdeados a brilhar. Embriagada pelo som das gargalhadas dele.
Era só um amigo! O mais especial dos amigos, disse eu e disse ele, tanta vez. Negámos incessantemente que fosse mais do que isso e, quando demos por nós, estávamos a confessar desejos e sentimentos reprimidos ao longo do tempo.

Uma sina. Um bruxedo. Ele atribui mil razões ao facto de não conseguirmos, por mais que tenhamos vontade, estar juntos. E eu sei que ele é sincero.

Fico cheia de medos. Tantos, que me esqueço de dizer que é ele que me faz sorrir de manhã, quando acordo. É ele, que não amo e não me ama, que me faz sorrir a toda a gente. É ele, que sente a minha falta e me abraça quando chega daqueles dias intermináveis.

Ele é quem esteve sempre ao meu lado e soube por de parte tudo o resto quando precisei de um amigo.
Ele é aquele que me faz sentir linda...única.
Ele é aquele que mima, que me protege e que me fala com o olhar.

Ele não é meu. E eu não quero que seja. Quero o como ele é, sempre que seja possível tê-lo por perto. E permito-me querer que esses momentos se prolonguem o mais possível.

Sinto-me uma pré adolescente a sentir borboletas no estômago pela primeira vez. Não é amor, não é (só) amizade. Não sei o que é. Mas sei que é óptimo, que adoro sentir-me assim! Sei que ele gosta de mim. E é um gostar tão especial, tão carinhoso, tão platónico, tão nosso...que me basta que ele goste de mim! Porque é dessa mesma forma que também eu gosto dele!

Lembro-me dele. Todos os dias! Fico feliz quando me lembro dos pequenos mimos, das palavras e dos abraços. Fico feliz até de me lembrar dele a entrar no café, de cigarro não mão e de sorriso nos lábios, a cruzar o olhar com o meu. Fico feliz quando de longe, me permite ver o nome dele no ecrã do telemóvel, só para que eu saiba que se lembrou de mim.

É ele que me faz ter medo, pelo que já passei (e ele também) do que aí vem, do que pode vir. Mas é ele, acima de tudo, que me faz querer arriscar, perder o medo, estar junto dele.

Adoro-o...e sinto que ele me adora.

Talvez venha a ser apenas uma história que mal começou, mas a vida pode não nos dar tempo para "ses" e para "porquês"...e se esta história não passar do meio, fui feliz enquanto durou.

Um beijo bebé...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Saudades

Há coisas que não se explicam.
Esta é mais uma daquelas frases que ouvimos milhões de vezes e não perdem a força.
Não sei explicar como é que consigo ver a tua cara com a mesma nitidez com que a vi pela última vez.
Não sei explicar como é que o teu riso ainda tem som dentro de mim.
Não sei explicar como é que vejo o teu andar, a tua forma de mexer no cabelo, quando corrias...
E o mais incrível é tanto de bom...como dói.

Tenho uma saudade........

Tenho a alma pesada.

Não percebo, não aceito, não perdoo.

Fazes-me falta. Fazes-me tanta falta...
Não sei viver assim, não sei esquecer, não sei limpar as lágrimas dentro do meu coração.

Queria encontrar, contra todos os meios, uma forma de mudar o passado, e o futuro!
Queria ter-te aqui.

Queria poder pedir-te conselhos, queria poder dizer-te aquilo que nunca disse, queria poder ouvir-te dizer, como dizias sempre, que vai ficar tudo bem! Mesmo quando eu sabia, como sei agora, que não fica! Não fica nunca mais, porque nunca mais estarás!

Queria pedir-te desculpa, por não conseguir perdoar quem quer que seja que eu culpe por não te ter mais comigo.

Queria dizer, já que me faltam as palavras para o resto...que te amo! Para sempre...

*Saudades*

Descansa em paz...