sábado, 20 de setembro de 2008

Pedaços de papel...

Nunca fui o amor da tua vida..nunca precisei de ser o amor da tua vida. Precisava apenas de ser o teu amor.
Quanto mais o tempo passou, mais achei que um dia o seria.
E o tempo passou e passou...e hoje acho que, nalgum momento, perdido na tua vida agitada e cheia de preenchimentos, eu fui o principal da tua mente e do teu peito.

Talvez eu seja demasiado exigente, ou talvez tenha dado mais do que tenhas percebido...e não tenha tido nunca o direito de te pedir o mesmo.
Talvez tenhas sofrido tanto quanto eu, ou talvez não, ou talvez mais. Mas nunca terá sido porque quis que o sofrimento coubesse entre nós.

Acho que houve alguma coisa, muito forte ou muito fraca, mas o suficiente para nos manter longe, que superou esse amor que quis tanto que me tivesses.
Agora, que tudo o que tenho é um coração dilacerado, quero apenas que sintas, tanto quanto eu sinto, que esteja eu onde estiver, sob qualquer forma possível, pensarei em ti, amar-te-ei com todas as minhas forças (mesmo quando elas me faltarem) e sofrerei por não termos sido felizes. mesmo que não me possas ver.

Farei questão de não sair do teu peito, mesmo quando só puderes ver o meu sorriso em pedaços de papel que foram nossos, há muito, muito tempo.






Escrevi este texto, há algum tempo, e nã sei porquê, senti-o como se o tivesse escrito agora mesmo...
Mas, como alguém me disse, nada dura para sempre. E descobri, com o tempo, que é uma das verdades mais certas que posso ter.

Há que saber viver com isso...e um dia, saberei!!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Um dia...

Um dia, todos os meus amigos estarão presentes, mesmo os que, agora, queria ter perto e não posso.
Um dia, todos os meus sonhos vão ser reais, por muito que tenham que ser ajustados a mudanças.
Um dia, todas as vitórias serão minhas, porque as sonhei, porque as conquistei.
Um dia, todas as tristezas deixarão de fazer parte do meu dia-a-dia.
Um dia, todas as memórias vão deixar de pesar no peito.
Um dia, vou saber sorrir, ao levantar-me e manter esse sorriso ao deitar-me.
Um dia, o sol vai entrar-me pela janela e eu vou cumprimentá-lo com a melhor definição de alegria que possa existir.
Um dia, vou voltar a ter a força suficiente para enfrentar o que me atormenta.
Um dia, a chuva não me vai molhar, simplesmente. Vai lavar-me a alma e fazer-me sentir viva.
Um dia, as nuvens vão sair da frente da luz.Um dia, todas as palavras vão soltar-se e deixar de pertencer ao tempo para me pertencer a mim...

...Um dia...VOU SER FELIZ!! =)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Everytime



Embora, cada vez que oiça esta música sinta que não são precisas mais palavras, a verdade é que não posso deixar de escrevê-las, às que aparecem de rompante na minha mente e no meu coração.

Porque há pouquíssimo tempo (pequeno demais para que me possa habituar), tudo era diferente, tudo era tão mais bonito, tudo era tão mais fácil de encarar.

Porque por muito que tantos me digam, com alguma razão, por certo, que "é melhor assim", não posso crer que seja melhor quando me magoa tanto...

Porque cada dia que amanhece é mais difícil que o anterior, porque o tempo não passa, porque só consigo sorrir quando aquele alguém me dá um sinal de que nada foi em vão, de que dói tanto naquele coração como dói no meu, porque quando nos olhamos ainda tenho que conter a lágrima que vejo querer surgir naqueles olhos...

Porque, porque, porque...

Tantos porquês e ainda não consigo encontrar a razão para tudo ter ficado preso assim, por fios de côco e fios de algodão...

Cada vez que fecho os olhos consigo ler, nos lábios que amei com os meus, as palavras que doeram e as palavras que ficaram...

Cada vez que adormeço, fito a última imagem que aparece na minha memória, o beijo que trocámos, o beijo que me faz falta todos os dias...o abraço que me acalmou em noites turbulentas, o amor que me alimentou a cada momento da vida que agora sinto parada...

Porque sinto a falta deste amor...